<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709</id><updated>2012-02-16T05:35:55.103-02:00</updated><category term='Sonhos'/><category term='Peru'/><category term='Campinas'/><category term='Roncador'/><category term='Santo André'/><category term='São Paulo'/><category term='De Roncador a Machu Picchu'/><category term='Valinhos'/><category term='Itália'/><category term='Cachoeira'/><category term='Paranapiacaba'/><category term='Yoga'/><category term='Viagens curtas'/><category term='Mato Grosso'/><category term='Europa'/><category term='Bolívia'/><category term='Natal'/><category term='Reflexões'/><category term='Poemas'/><category term='Minas Gerais'/><category term='Paris'/><category term='Acre'/><category term='Berlim'/><category term='Contos'/><category term='Coleções'/><category term='A sombra da cidade'/><title type='text'>Viagens da Gabi</title><subtitle type='html'>Relatos de viagens externas, internas e a intersecção entre o interno e o externo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>102</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-4346637305060624503</id><published>2011-11-23T00:10:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T00:10:56.647-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Jardim Vermelho</title><content type='html'>Quando as pessoas falam sobre os atuais conflitos da comunidade USP em relação à presença da PM no Câmpus, dá a impressão de que é um assunto que começou agora, com a detenção de dois alunos que fumavam maconha. É um engano transmitido pela mídia. O confronto é antigo e um dos marcos ocorreu em 09/06/2009, conforme se pode notar em vídeos como este (e outros que vocês podem encontrar no Youtube):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/umPd5Sz9tjQ/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/umPd5Sz9tjQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/umPd5Sz9tjQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, foi na noite de 09/06/2009 para 10/06/2009 que tive um sonho muito simbólico, que acabei transformando num conto. Tentei publicá-lo algumas vezes. Uma dessas tentativas foi na revista "Originais Reprovados", que tem o objetivo de publicar poesias e contos de alunos da USP. Ironicamente, o texto foi reprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirvo-me, então, do Blog para manifestar sensações de mais de dois anos atrás, que voltam à tona com frequência agora, com os novos conflitos... Com vocês, baseado em um sonho real:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iTgFBukAZdc/TsxVTluK5HI/AAAAAAAAFQo/7XQY9aMu8mM/s1600/flores-vermelhas1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-iTgFBukAZdc/TsxVTluK5HI/AAAAAAAAFQo/7XQY9aMu8mM/s320/flores-vermelhas1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;O jardim vermelho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o sol batia no jardim do seu Raimundo, as flores pareciam ainda mais encarnadas. Esticavam seus braços de folhas compridas e largas e sacudiam devagarzinho as corolas, cabeleiras ruivas dependuradas nas cabeças de sépalas. Os miolos laranja-avermelhados, com sementes achatadas e pintadas como as de um girassol, lembravam rostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as manhãs, seu Raimundo passeava por entre as plantas. Ninguém o avistava quando ele se embrenhava na multidão de caules. Elas mediam entre um metro e meio e um metro e oitenta de altura e seu Raimundo conversava com elas de igual para igual, sem precisar sequer abaixar-se para olhá-las nos olhos: bom dia, dona Margarida! Bom dia, Gerânio! Rosinha, como vai? As flores sorriam e coravam, tornando ainda mais vivo o vermelho que lhes era inerente. Seu Raimundo alimentava-as e regava-as gentilmente. Saía revigorado, enquanto as flores permaneciam, cada vez mais humanas. Qualquer Homo sapiens que visitasse o jardim reconhecê-las-ia como suas semelhantes. Inalando o perfume suave de seiva com néctar, poderia sentir que tinham alma, vida, personalidade e voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como gritaram as flores naquela tarde de junho! O inverno já se aproximava, fazia-se sentir no ar seco e temperatura instável, mas o sol ácido do meio da tarde vinha lembrar que ainda era outono. Derramava nas flores seus raios alaranjados e o reflexo dava a impressão de labaredas no matagal. As plantas gostavam do sol e alegremente empenhavam-se em converter gás-carbônico em açúcares, liberando oxigênio através do verde de que vitalmente suas células se tingiam, ao mesmo tempo em que as faces ruborizadas seduziam pequenos insetos, responsáveis pelo correio-elegante que alcançaria seus objetos de desejo, que poderiam morar a alguns metros de distância. Ou seja, distraíam-se com seus assuntos naturalmente vegetais, quando a primeira granada explodiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu fumaça com grãos de terra, folhas rasgadas e pétalas arrancadas. As outras flores todas se assustaram e teriam corrido se não fosse pelas raízes, que jamais souberam desprender-se do chão. Outra granada, pétalas escorriam em gotas de sangue e o barulho da explosão machucava até quem estava distante. Logo mais já se ouviam rajadas de metralhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Raimundo ouviu os tiros e gritos apavorados das suas plantinhas vermelhas. Correu para a janela e não entendeu direito a confusão armada em seu quintal. Soldados com escudos e capacetes e coturnos cercavam o jardim, sempre em trios: um na frente, dois na retaguarda. Andavam meio que agachados e as fardas camuflavam-se nos talos e folhas. Violentamente batiam e atiravam e explodiam tudo ali, ao mesmo tempo em que se escondiam por detrás dos escudos, prevenindo-se quanto à certa e iminente retaliação das plantas. Seu Raimundo correu até lá, dando de cara com o peito estufado de condecorações de um general. Dois comparsas estavam enganchados em seu uniforme, como carrapichos, apontando fuzis para seu Raimundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Afaste-se!&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Afastem-se vocês do meu jardim! Que é que vocês estão fazendo nas minhas flores?&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não interessa! São ordens superiores.&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ordens de quem?! Esta propriedade é minha! Fui eu que plantei tudo aqui!&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cala a boca, ou o senhor vai se encrencar! Quer dizer que o senhor é o líder do exército comunista?&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Comunista?! Que comunista?!&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O senhor acha que somos tontos! Que fantasiar todo mundo de flor engana a gente! Não é, seu Raimundo?!&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fantasias?! As flores são reais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos carrapichos do general apontou para seu Raimundo o fuzil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sai daqui, seu Raimundo! Não vai querer se encrencar mais ainda! Vai pra casa! Já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Raimundo voltou para casa, sem opção. Chorava de raiva, de humilhação, de luto. A esposa estarrecida na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que é que eles tão fazendo, Raimundo?&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Combatendo nosso exército comunista.&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Credo! Pensei que um negócio desses só acontecesse com moinhos de vento!&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pelo menos os moinhos podiam se defender...&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E agora, o que a gente faz?&lt;br /&gt;-&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Há algo a ser feito? Infelizmente, só nos contos é que as flores vencem os canhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou as cortinas e tapou os ouvidos até o anoitecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-4346637305060624503?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/4346637305060624503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=4346637305060624503' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4346637305060624503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4346637305060624503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/11/o-jardim-vermelho.html' title='O Jardim Vermelho'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iTgFBukAZdc/TsxVTluK5HI/AAAAAAAAFQo/7XQY9aMu8mM/s72-c/flores-vermelhas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-3827210350159020823</id><published>2011-11-10T21:29:00.001-02:00</published><updated>2011-11-10T21:34:02.420-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>MINHA POSIÇÃO COMO ALUNA DA USP (há 9 anos...)</title><content type='html'>1. Nunca usei maconha. Nem experimentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Acredito que a USP fica dentro do Brasil e do Estado de São Paulo e deve seguir as leis nacionais e estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Acredito que quem não concorda com as leis deve discuti-las e lutar por mudanças. Sem ferir a liberdade das outras pessoas, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Sou contra o uso de maconha dentro do câmpus, pelo menos enquanto ela não é legalizada. Até porque, caramba, não dá pra ficar alimentando o tráfico e ao mesmo tempo lamentando as guerras nos morros cariocas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Sou a favor da legalização da maconha. Sim, minha gente, vamos parar de alimentar o tráfico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Sou contra invasões da reitoria. Isso fere a liberdade de quem quer continuar trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Sou contra a militarização do Câmpus. Alguém conhece alguma universidade particular em que a PM fique lá, constantemente? Eu não conheço. Aqui na UFABC, que é pública, eu também nunca vi PM, e não considero que é um local pouco seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Sou a favor de aumentar o contingente e o treinamento da Guarda Universitária; de melhorar a iluminação do câmpus; de colocar mais circulares internos circulando pelo câmpus; de intervenções psicossociais em grande escala nas comunidades vizinhas, usando a mão de obra subaproveitada dos estudantes de graduação e de pós, para aumentar a segurança a partir da efetivação da educação e da saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Sou a favor de que os estudantes lutem por melhor treinamento e melhores salários dos policiais em todas as eferas, visto que eles apenas perpetuam na USP o que vêm fazendo fora dela (sem maiores repercussões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Sou a favor de maior democracia. De assegurar a estudantes e servidores não-docentes o direito ao voto. Do Governador do Estado parar de invalidar a democracia ao escolher o segundo (ou terceiro!) colocado da lista tríplice. De que as decisões referentes à Universidade sejam discutidas com a Comunidade, em vez de baixadas por decreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Sou contra a hierarquia universitária, em que títulos como Dr., PHD, Professor Titular, etc. têm definido aqueles que ocupam os cargos de Direção, mesmo que o ser que está por detrás do título adquirido como pesquisador não tenha nenhuma habilidade como gerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Sou a favor da criação de uma forte imprensa de esquerda, que faça frente à forte imprensa de direita com que estamos acostumados a lidar. Sim, porque imprensa imparcial não existe, bem como não existe psicólogo imparcial. E os conceitos de esquerda e direita são relativos. Refiro-me a algo como imprensa yin-yang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Pergunto-me em qual dos grupos me encaixo, toda vez que vejo aquela fotinho compartilhada no Facebook que divide alunos da USP em duas categorias. Pergunto-me se temos como classificar seres humanos em categorias (principalmente elegendo apenas duas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Pergunto-me se há outros alunos, funcionários não docentes, funcionários docentes, outros membros da comunidade USP ou de fora dela que compartilham das minhas opiniões. E se é possível se articular e criar outro grupo, não para mero efeito de classificação, mas sim de ação. Mas não creio muito nisso, porque se essas pessoas existirem, provavelmente estarão ocupadas com outros afazeres, como pesquisa, trabalho, ações em outras áreas. Assim como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo: manifesto aqui que não me sinto representada por nenhuma das vozes que falam em nome dos estudantes da USP. E que por falta de melhor veículo de expressão, estou usando as redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links inspiradores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/04/muito-alem-da-polemica-sobre-a-presenca-ou-nao-da-pm-no-campus-da-usp/"&gt;Muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no campus da USP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uma_aula_de_crise"&gt;Uma aula de crise&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/notes/shayene-metri/desabafo-de-quem-tava-l%C3%A1-reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse/233831886679892"&gt;Desabafo de quem tava lá [Reintegração de Posse]&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-3827210350159020823?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/3827210350159020823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=3827210350159020823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3827210350159020823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3827210350159020823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/11/minha-posicao-como-aluna-da-usp-ha-9.html' title='MINHA POSIÇÃO COMO ALUNA DA USP (há 9 anos...)'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-5159303157990756476</id><published>2011-09-28T00:36:00.001-03:00</published><updated>2011-09-28T15:38:14.929-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yoga'/><title type='text'>Sobre o Filho Pródigo e o perdão</title><content type='html'>O corpo estava todo dolorido do esforço do dia anterior, mais os asanas da aula de yoga. Deitada no chão, eu procurava soltá-lo totalmente, com a certeza de que eu não afundaria piso abaixo, apesar do meu próprio peso parecer infinitamente maior. Era a preparação para o relaxamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando entrou na sala de visitas da minha mente uma pessoa que preciso muito perdoar. Estava sentado em posição de lótus, pele morena, brilho nos olhos, que se mantinham firmes no horizonte, sem piscar. Uma pedra na testa, como aquelas figuras tipicamente indianas. De repente, algo o arrastava para longe e a imagem ia ficando pequena. Senti um aperto no peito, vontade de trazer a imagem para mais perto. Saudade. E então senti que o perdão não acontece quando a gente está apegado à dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de perdão é o apego à dor. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lembrei daquele homem que conversava com a Mãe Divina, quando ele disse para as pessoas se livrarem do que não precisavam. Desapegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vi que se eu deixasse ir embora a dor que aquela pessoa me trazia, ela jamais seria a mesma pessoa para mim. Por isso tanto vigor ao tentar reter a imagem antiga e dolorida, machucada pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei a imagem do homem em posição de lótus ir embora, devagarzinho. Chamei de dentro de mim muitas outras imagens de outras pessoas que preciso perdoar. Foram todas passando por mim, naquele mesmo asana, e fui fazendo o exercício de me desprender de todas elas. Podem ir embora! Desapego... desapegar para perdoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É como o intestino preso, sabe? A gente se apega à merda e não deixa ela sair. Mesmo sabendo que não serve pra nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hahahahaha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério! Até sonhei com isso ontem. Eu estava limpando um monte de merda em cima de um sofá, achando que era do cachorro. Mas então, vi que em volta de cada montinho tinha um halo de sangue. Pensei: nossa, acho que meu intestino estava tão preso que me machuquei pra cagar. Só então eu percebi que a merda toda era minha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Lucas, capítulo 15, versículos 11-32.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11- Certo homem tinha dois filhos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12- o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me &amp;nbsp;a parte dos bens que me cabe. E ele repartiu os haveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13- Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15- Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16-Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17- Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm &amp;nbsp;pão com fartura, e eu aqui morro de fome!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18- Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19- já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20- E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21- E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22- O pai, porém, disse aos seus servos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23- trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemos-nos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24- porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25-Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26- Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27- E ele informou: veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28- Ele se indignou e não queria entrar, saindo, porém, o pai procurava conciliá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29-Mas ele respondeu a seu pai. Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30- vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31- Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32- Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse &amp;nbsp;teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei muito bem o que dizem os padres e pastores, porque nunca fui lá muito de igreja. Mas essa parábola me lembra uma cena da minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, meu pai disse ao meu irmão que daria a ele 10 reais para cada nota acima de 8 que ele tirasse. (Meu irmão, naquele tempo, ainda não era nerd e dava um certo trabalho com as notas da escola...).&amp;nbsp;Fiquei toda contente imaginando o que eu faria com uns 70 ou 80 reais referentes ao meu boletim do próximo mês (eu era nerdíssima!). Mas meu pai me disse que a proposta não se estendia a mim, porque ele não tava afim de ir à falência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu me identifico com o irmão mais velho da parábola. Meu mental se debate matutando como o filho pródigo pode ser recompensado por uma simples promessa de interromper o mau comportamento, enquanto pra quem sempre andou na linha, fica tudo na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os padres e pastores dizem que o filho pródigo foi perdoado porque se arrependeu. Contesto, com base nas palavras do próprio personagem: "Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!&amp;nbsp;Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti". Ou seja: foi premeditado. O filhinho, quando viu que estava passando fome, resolveu se fingir de arrependido e pedir para ser trabalhador do seu pai, para garantir minimamente o ticket refeição.&amp;nbsp;Vai ver que estava até testando os limites do pai. Como foi reforçado, e não punido, continuou testando e se encrencando cada vez mais. Dizem que hoje é viciado em crack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpretação chocante? Pode ser, mas ninguém pode dizer que esteja errada. Não se preocupe, isso diz muito mais sobre mim do que sobre a Bíblia. É como olhar para as nuvens e dizer que formas elas têm: um teste projetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: O problema é que não entendo o perdão. E não posso mesmo entender, porque não é compreensível. Eu sei que é algo que tenho que praticar, e não compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PSICÓLOGA: Não sei nem se é da ordem do praticar... é sentir... acessar... Acho que é isso, acessar. De repente você encontra um lugar em você e ele está lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: Deve ser... e não sei o que fiz para bloqueá-lo desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digitei no meu navegador mental: www.perdao.god.br&lt;br /&gt;(Sim, .br porque Deus é brasileiro!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi aparecer uma mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACESSO NEGADO! Você não tem permissão para acessar essa página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E concluí comigo mesma: tá bom, com essa censura, devo estar na China!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PSICÓLOGA: Sabe... perdoar não é divino, é humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PSICÓLOGA: Sabe por que Jesus disse "Perdoa, eles não sabem o que fazem"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: Por causa do Barrabás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PSICÓLOGA: Sim, mas não é só isso. É que enquanto esteve na Terra, Jesus teve a oportunidade de viver como os homens vivem e percebeu o quanto era difícil. Aqui na Terra sentimos frio, fome, dor... Ele não sentia nada disso lá no Céu. Então, percebendo o sofrimento da humanidade, entendeu o que nos faz ficar assim. Percebeu que não sabemos o que fazemos. Mas só pôde perceber depois que passou pela experiência de ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: Bom... faz sentido. Eu sempre resisti a encarar o fato de que sou humana, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me disseram, uma vez, que a parábola do Filho Pródigo representa a vivência de experiências de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia pode ser entendida de forma simples: Deus nos fez à Sua imagem e semelhança, para que possamos adquirir experiência, que Ele não tem. Conforme vivemos, Ele se enxerga através de nós, pois somos simplesmente Seu reflexo: algo assim, como espelhos.&amp;nbsp;Isso quer dizer que toda experiência é válida, porque contribui para o&amp;nbsp;processo de autoconhecimento divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o Filho Pródigo tem mais valor que o filho mais velho. O Filho Pródigo saiu de casa, correu mundo, conheceu prostitutas, conheceu a fome, conheceu o prazer e a dor. Voltou para casa com toda a experiência de um Iniciado, enquanto o outro não largou a segurança do lar e não trouxe nenhuma experiência nova para contribuir com a Evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, entendo para que serve o perdão: é para que possamos aprontar. Sim, porque sem aprontar, como é que vamos adquirir experiência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, entendo, mas não adianta entender, é preciso acessar. E enquanto o acesso estiver negado, sob a censura do governo chinês, não vai adiantar nada essa masturbação mental que me domina e me fascina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: Acho que é como quando eu sonhava com monstros e magos negros: o perdão está bloqueado em meu porão mais profundo e é difícil olhar para a sombra, encarar meu monstro interior. Mas uma hora vou ter que fazer isso, ou então virá uma avalanche, como no ano passado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PSICÓLOGA: Na verdade, o que você vai encarar é a sua própria fragilidade. Vai olhar para dentro de si e ver uma menina muito, mas muito frágil. E isso assusta mais do que qualquer monstro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: É... acho que sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, diante de tamanha (e desconhecida) fragilidade... diante da inflexibilidade da censura ao acesso... diante da minha incapacidade de perdoar... o jeito é pedir: "Perdoa-me, eu não sei o que faço!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente sonhei que minha casa pegava fogo. Tudo em chamas e, conforme eu andava pelos cômodos, mais objetos entravam espontaneamente em combustão. Fui separando livros e porta-retratos, documentos e todos os objetos que eu acreditava que precisaria levar para fugir da cidade. Sim, porque a cidade toda pegava fogo e passava por constantes explosões. Lembro até de pegar uns miojos no armário, caso eu não encontrasse nenhum lugar para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas eu queria levar, mas desisti. Deixa que queimem... Não me fazem mais sentido, preciso apenas do básico. Do resto, o jeito é me desapegar... Pra que servem tantas fotos? Pra que tantas lembranças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pra que servem tantas lembranças? Por que me apego tanto a detalhes do rodapé da memória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa a dor passar... deixa ir... let it be...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-5159303157990756476?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/5159303157990756476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=5159303157990756476' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5159303157990756476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5159303157990756476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/09/sobre-o-filho-prodigo-e-o-perdao.html' title='Sobre o Filho Pródigo e o perdão'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-8174897147832131564</id><published>2011-09-21T00:04:00.002-03:00</published><updated>2011-09-21T00:07:54.408-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yoga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><title type='text'>O chamado</title><content type='html'>Enquanto eu assistia ao show do Teatro Mágico, em homenagem à comemoração dos 5 anos de vida de uma certa Universidade, eu não imaginava que vinte e quatro horas depois eu estaria no alto de um morro, sentindo um vento gelado arrepiar os pêlos dos meus ossos e segurando nas mãos uma vela, enquanto assistia a um senhor grisalho conversar com Ela... que eu não podia ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou, mais de dez da noite. Era um chamado. Eu tinha compromissos no dia seguinte, mas desmarquei tudo. Quando a Mãe chama, a gente precisa atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem três caminhos para alcançar a Iluminação, dizia um orientador espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janana é o caminho da Inteligência. Bhakti, o da Devoção. Karma, o da Vontade. Os três conduzem à Iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Jnana, a gente conhece as coisas e busca chegar a Deus (entenda-se Deus como o seu Eu Interno) pelo estudo, pelo conhecimento. Por Bhakti, a gente chega a Deus pelo amor, pela fé incondicional, por doar-se ao próximo. E por Karma, chegamos a Deus pelo trabalho, disciplina e perseverança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jnana e Karma, OK, eu pensava. Estudar e conhecer é muito fácil, é a melhor coisa do mundo. Trabalhar é sossegado também. Mas esse negócio de devoção eu não entendo. Não dá pra compreender como alguém pode ter fé incondicional e acreditar em algo que não compreende. Também não dá pra entender como alguém pode simplesmente amar a Tudo e a Todos e fazer o Bem pelo Bem, se em todo bem está implícito o mal, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na média da humanidade, geralmente Bhakti é o caminho mais procurado. As pessoas vão à igreja e aprendem a amar ao próximo como a si mesmo, perdoar, oferecer a outra face, doar-se ao próximo. Tudo tão simples, que nunca compreendi. Claro que não, porque não há o que compreender. É preciso apenas praticar. Mas praticar como, se não entendo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Bhakti é o grande mistério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abri a porta do carro e respirei, o ar era tão leve, que me preencheu com serenidade (tão logo acabou a crise de espirros!). Eu estava em uma fazenda em Minas Gerais, com muitos cachorros, umas plantas florindo antecipadamente a primavera, uns passarinhos coloridos. Pouco tempo depois,&amp;nbsp;re-conheci quem eu nunca vi, mas já ouço e leio há quase um ano e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom que atenderam ao chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um jantar vegano (ou seja, sem nenhum produto de origem animal), aconselharam-me a vestir muitos agasalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando Ela aparece, fica ainda mais frio! Não sei por quê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subindo a trilha, eu enxergava muito mais gente do que havia ali, de fato. Sim, outros seres também subiam, naquela escuridão que se acentuava pelos meus olhos saturados de luz da vela, cuidando para que ela não se apagasse. Em meio às brumas, um sussurro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veja! É ali, naquela arvorezinha, que Ela costuma se manifestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já reparou que sua impaciência é gritante? - Disse a terapeuta, na quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apesar da sua impaciência gritante... - Disse meu amigo, no sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não levei relógio e minha noção de tempo se apaga em Minas Gerais... então eu não&amp;nbsp;sabia há quanto tempo estava ali, ouvindo aquela oração coletiva e sem conseguir pronunciar uma só palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora silêncio, porque Ela já está chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rajada de vento frio bateu nas minhas costas e tive a impressão de que me transpassou. Pela única vez naquela noite, a chama da vela que eu segurava se apagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos orar. Vamos pedir misericórdia. Ela disse que devemos orar, para prevenir o pior. O ano que vem será decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- MISERICÓRDIA! MISERICÓRDIA! Misericórdia para toda la humanidad!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a voz intrometida dentro da minha cabeça perguntou: "O que é misericórdia?". Respondi: "Hummm... você tem um dicionário?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cordeiro de Deus, retirai os pecados do mundo, tende piedade de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi isso nas poucas vezes em que estive em uma missa. Desde criança, sempre fui maldosa. E me perguntava: "Tá! E por que Ele faria isso?!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento é inusitado, mas tem base em um raciocínio simples: o que a humanidade ganha se for sempre perdoada? Como é que poderia aprender com os próprios erros? Como mandar para o céu um pecador, sem que ele tenha pago a dívida? Não faz sentido... não faz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora toda essa gente, aí, pedindo misericórdia à Mãe Divina. Eu tentei, sim, tentei acompanhar a oração, mas cada palavra que eu dizia me soava falsa. E a voz na minha cabeça, aquela mesma voz que me perguntou o que é misericórdia, acrescentou: "Cala a boca. Desde quando a gente quer misericórdia pra humanidade? A humanidade não faz por merecer o perdão. E sabemos que estamos incluídos nisso: já aprontamos demais, não é? Desde que o mundo é mundo, estamos aqui, contribuindo para tudo se acabar. Pois é. Melhor mesmo é todo mundo se f***. Só depois poderá vir a redenção..."&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E em meio a tanta gente orando para atender ao pedido d'Ela, eu me mantinha irracionalmente calada. Os olhos pesados, quase se fechando. Eu me retorcendo por dentro e pensando: "cadê o café? Sério mesmo que estou tão viciada em cafeína?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Uma pessoa que tem impaciência gritante não pode tomar café. Muito menos viciar nele. O efeito é semelhante ao da cocaína.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pálpebras pesadas, eu ainda ouvia o que aquela gente dizia, coisas sobre misericórdia, redenção, doar-se, orar, não comer carne... Mas tudo parecia uma realidade paralela, que no infinito se encontrava com a realidade interna. Meus olhos se fixaram no ponto de intersecção entre o que está dentro e o que está fora. E então, uma outra voz falou. Era bem mais serena e calma que a primeira, quase um acalanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não acredito em misericórdia e perdão, porque não perdoo ninguém. E acho que se não consigo perdoar, o perdão não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo se aqueceu dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas isso é mesmo um absurdo, não? - Continuou a mesma voz. - É claro que o perdão existe. Se tanta gente perdoa, por que Deus(a) não há de perdoar? O perdão está em todo lugar, inclusive dentro de mim. Por que foi que eu o bloqueei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha dormido muito bem à noite, mas no carro, de volta ao mundo da impaciência gritante de Santo André, o sono me pegava outra vez. Tentei manter os olhos abertos, mas de repente, eu olhava em volta e já tinha rodado cem quilômetros com a cabeça pendendo sobre os ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Cada vez que meus olhos se abriam, eu ouvia tudo de novo: Mas o que é misericórdia? Cadê o dicionário? Como é que se perdoa? É justo perdoar? Existe perdão para quem não perdoa?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bhakti é o grande mistério!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-8174897147832131564?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/8174897147832131564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=8174897147832131564' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8174897147832131564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8174897147832131564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/09/o-chamado.html' title='O chamado'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-2416694319993680838</id><published>2011-06-10T20:14:00.001-03:00</published><updated>2011-06-10T20:16:50.953-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Di-Djei Motorista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por falar em transportes, trânsito, longas viagens de casa ao trabalho, lembrei de um tempo em que eu morava no Butantã e trabalhava na Vila Mariana. O texto abaixo é de 2008. A experiência é atual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Di-Djei Motorista&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“Senhor passageiro: Este veículo irá transportá-lo com conforto e segurança. Cuide bem dele.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Placa pendurada em quase todos os ônibus de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Transportes públicos servem para nos conduzir de um espaço ao outro enquanto aproveitamos para perder tempo e aumentarmos nossos níveis de irritação com a lotação, o calor, a posição incômoda, os atrasos. Mas devo admitir que têm a vantagem de nos colocar em contato com o mundo. Em São Paulo, as viagens de ônibus são longas. Morando no Butantã e trabalhando na Vila Mariana, um sexto de cada dia meu dedicava-se disciplinadamente a essas viagens: das sete às nove da manhã, para ir; das seis às oito da noite, para voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que antes ficava enjoada se tentasse ler dentro de veículos em movimento, logo aprendi a ler até de pé – é uma segunda alfabetização: uma mão se agarrava para manter o equilíbrio nas curvas e freadas, enquanto a outra segurava o livro aberto diante do rosto e trocava as páginas quando precisava. Mas a realidade era também um livro interessante de se ler e muitas vezes roubava minha atenção das páginas de papel que eu segurava. Há todo tipo de gente dentro dos ônibus: Deus é um ótimo criador de personagens e por isso, em vez de viajar praguejando, eu lia movimentarem-se onibusmente as cenas da Divina Obra Literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim no dia em que a volta demorou três horas, em vez de duas. Saí da empresa, seis da tarde, como sempre. Já estava escuro. Ponto de ônibus da Pedro de Toledo, cheio de gente. O ônibus parou seis e dez e formou-se a longa fila de passageiros entrando e passando a catraca. Chegou em bom horário, pensei, oito e pouco estarei em casa. Mas São Paulo adora desafiar as previsões e logo conseguiu desmanchar a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodamos uma quadra. Paramos. Congestionamento. Normal, tem todos os dias. Não... Tá diferente... Pior que o normal. Dez minutos depois, ainda estávamos uma quadra adiante do ponto em que embarquei. O motorista desligou o motor: mau sinal. Significa que sim, tá tudo fudido, mesmo. Cansada de olhar pela janela para uma paisagem que não se movia, peguei na pasta os rascunhos da dissertação de mestrado e uma caneta dentro da bolsa. Se com o ônibus em movimento eu conseguia ler, com ele parado dava até para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de meia hora revisando a dissertação, fazendo anotações, reformulando trechos me conduziram duas ou três quadras para a frente, ainda na Pedro de Toledo. Quando o ônibus andava, eu levantava a ponta da caneta do papel e voltava a pousá-la na folha uns dois metros para a frente, quando já era possível escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz do ônibus apagou. Olhei para o motorista, que estava logo à minha frente – eu havia sentado nos bancos da parte dianteira do ônibus, aqueles que ficam antes da catraca. No veículo em que eu estava, o motorista morava dentro de uma cabine formada por uma cortininha florida e umas cordas de varal. Mas ele havia aberto a cortina e, espichado sobre o banco, se espreguiçava, esticando as pernas, os pés em cima do painel. De fato, congestionamento deve ser um ótimo intervalo para um cochilo. Mas, infelizmente para mim, eu já não podia escrever, nem ler: muito escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazer? Mudar para minha outra brincadeira: observar as pessoas, coisa que dá para fazer no claro ou no escuro. Uma moça novinha, dessas de piercing e cabelo curtinho, continuava lendo, mesmo sem luz. Forçava a vista. Tinha um rapaz que chegou a reclamar com o outro do lado: “Eita, agora o cara ainda apaga a luz e dorme. Nem dá pra eu continuar lendo... Que merda!”. Um homem de calça e camisa sociais extremamente inquieto, falando no celular. “Não, ainda não cheguei em Pinheiros. Tô aqui na Pedro de Toledo ainda. Um puta congestionamento. Ué, que que você qué que eu faça? Essa merda num anda!”. Uma senhora também resolveu telefonar, um pouco atrás de mim. “Vai botando as batata pra cozinhá, quando eu chegá em casa termino a janta. Mais vai demorá... Tá parado aqui no começo, mesmo. Num sei como é o nome da rua, eu num conheço nada aqui, mais o ônibus nem andô direito depois que saiu do terminal. Num sei, parece que vai passá lá na Avenida do Rio Piqueno, daí eu vô a pé pra casa... É... Mais bota as batata no fogo que depois eu termino aí a janta.”. Um adolescente mergulhado no som do MP3 player, que o protegia da realidade tanto quanto um livro costuma me proteger. De longe, dava para ouvir as batidas do surdo da bateria: deve ser rock, pensei eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma música diferente começava a tocar, fluindo viscosamente de dentro da casinha de cortina do motorista. Pagode. Agora sim, eu mereço! Em todo caso, era engraçada e divertida a atitude. Stress pra quê? Tudo parado, uma imensidão impotentizante de nada pra fazer, o negócio era seguir as sábias palavras de uma conhecida política paulistana – que, por sinal, gabava-se de ter melhorado o trânsito de sua cidade natal: “Relaxa e goza!”. O motorista cantava alto junto com a música e pelo ônibus, algumas pessoas pareciam indignadas. Outras começaram a cantar também, e vi até uma mocinha meio que rebolando sentada no banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz gritou, lá do fundo: “Abre a porta aí, vai, motorista! Eu quero descê! Chega dessa merda, eu vô a pé!”. O motorista deu um tapinha no botão que controla a porta, o rapaz desceu, mais umas quatro ou cinco pessoas resolveram aproveitar a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um pouquinho de pagode, mais um tapinha em algum botão e de repente pulsava o Techno. Putzputz, eu costumava dizer. O motorista empolgou. Dançava sentado na balada particular improvisada na sua danceteria de cortina. Aumentou o volume. Com as mãos, batucava no painel do ônibus, apagando e acendendo as luzes, no ritmo eletrizante da música. Di-Djei Motorista, a balada estava completa! Abria-se espaço entre o ônibus e o carro da frente, ele nem se dava ao trabalho de religar o motor: apenas soltava o freio e deixava o veículo deslizar, putzputzando o freio com o pé, obrigando todos os passageiros a dançarem com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas caras feias no ônibus: já estava tudo parado e o motorista ainda inventava essas gracinhas. Eu, por minha vez, ria. Ria muito do aparente bom humor do motorista. A cobradora também ria, e vez ou outra nós trocávamos olhares sorridentes. Esse putzputz congestionado, que animava metade do ônibus e deixava ainda mais irritada a outra metade, nos conduziu até o final da Pedro de Toledo, onde um caminho vazio milagrosamente abriu-se à nossa frente. Avenida Quarto Centenário quase limpa: enxergavam-se áreas grandes de asfalto, em vez de um tapete de carros, como se via na rua anterior. O motorista, então, resolveu recuperar o tempo perdido: ligou o motor e socou o pé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ônibus rápido tem também que parar rápido – e são muitas as paradas de um ônibus. Há os semáforos, os pontos, os barbeiros... Tudo contribui para a alta necessidade do pé se enfiar no freio. Cada freada brusca era seguida por uma cara feia do motorista, que certamente preferia que ninguém descesse nem subisse no ônibus, até chegar no tão-periférico Vila Dalva, onde morava o ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A balada cada vez mais frenética, o putzputz acelerava o motor do veículo, as luzes agora piscando apenas nos intervalos – que nos pareciam muito mais longos que o normal – dos semáforos e paradas nos pontos. Cansada, quase o tempo todo no escuro, meus olhos foram pesando. Adormeci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desadormeci putzputzantemente em Pinheiros, agora sem luzes piscando. O corredor do ônibus estava cheio de gente de pé e agradeci a Seilaquém por estar sentada. Quando um ônibus demora a passar, os passageiros vão brotando nos pontos. O primeiro veículo que passa fica, obviamente, insuportavelmente lotado. Parecia ser o nosso caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito repentino: “Vai, seu Filhadaputa! Não ficou na minha traseira, buzinando? Agora vai, que eu que vô atrais colado na tua traseira tamém!”. A balada ambulante não era suficiente para sossegar os ânimos do motorista, que agora não me parecia tão calmo quanto quando alongou os pés por cima do painel. Tomamos parte numa perseguição ao Filhadaputa. O ônibus tentava se meter na bunda do carro dele – talvez impulsionado por uma sádica fantasia inconsciente. O Filhadaputa tentava escapar, mudando de faixa, mas o ônibus mudava junto, coladinho atrás. Nos semáforos, o pára-choques dianteiro do ônibus aproximava-se vigorosamente do pára-choques traseiro do Filhadaputa, tentando conquistá-lo, e eu já quase certa de que, mais cedo ou mais tarde, rolaria um beijo. Até que o Filhadaputa virou à esquerda e o ônibus, obrigado a seguir o itinerário da linha, continuou em frente, triste pelo não contato com seu objeto de desejo. Escapou o Filhadaputa! “Pronto, dei uma lição nele!”, finalizou o motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas horas e meia de viagem. O estômago já doendo da fome de quem almoçou sete horas atrás. A bexiga cheia e em ônibus urbano não tem banheiro, apesar das viagens normalmente demorarem mais que uma viagem intermunicipal. Eu assustada com a velocidade, as freadas bruscas, as curvas que faziam o veículo se inclinar, quase capotando, enquanto o motorista procurava chegar logo ao ponto final onde, provavelmente, o final do expediente o aguardava ansiosamente. Sim, eu assustada com a velocidade e ao mesmo tempo aliviada porque a cada espaço per-corrido, diminuía o espaço que me separava de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três horas depois de pegar o ônibus na Pedro de Toledo, eu me espremia entre as pessoas para conseguir passar pela catraca e alcançar alguma das portas de saída. Os passageiros mal-humorados, para passar para o lado de fora era preciso espremê-los e pisar num tapete de pés que disputavam entre si escassa área de chão. Finalmente, consegui me desentalar e saltar do ônibus na Corifeu. Ar fresco... alívio!&lt;br /&gt;Subi a ladeira para casa, exausta, prestes a cozinhar o jantar, comer, lavar a louça, tomar banho e dormir. Dali menos de doze horas, eu pegaria de novo a mesma linha, desta vez no outro sentido, para voltar ao trabalho. É... preciso mudar de casa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-2416694319993680838?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/2416694319993680838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=2416694319993680838' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2416694319993680838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2416694319993680838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/06/di-djei-motorista.html' title='Di-Djei Motorista'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-3117472820002284113</id><published>2011-06-06T21:59:00.001-03:00</published><updated>2011-06-06T22:21:03.372-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santo André'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Todo dia</title><content type='html'>- Eu queria merrmo é tá na Bahia uma hora dessa, cumendo um vatapá, um cuzcuz de tapioca, um acarajé do Rio Vermelho, deitado na rede de mainha! - Disse o cobrador, que pertencia à minoria privilegiada que consegue viajar sentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então por que não vai duma vez?! - Perguntou uma passageira intrometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vô e levo ocê junto, minha flor! - Respondeu o cobrador, num tom tão carinhoso e espontâneo que me fez rir sozinha lá no fundo do busão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07:13, saio no portão e vejo o 477P-10 passando direto pelo ponto, do outro lado da avenida. Droga! Paro no ponto de ônibus, tremendo debaixo de um casaco que me cobre do pescoço aos joelhos, jogado por cima de um agasalho de lã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;477P-10, é quase um número de telefone! Só essa merda de cidade gigante pra precisar de tanto dígito pra definir uma simples linha de ônibus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descem vários ônibus, que eu nem imagino para onde vão. Gosto de imaginar como são esses lugares. Tipo assim, quem é que mora em Vila Brasilina? Onde é mesmo o Jd. Zoológico? Shopping Plaza Sul não tem graça, é aqui do lado. O meu preferido é o Jd. Clímax! Imagine como deve ser esse bairro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, começa a ficar repetitivo: outro Clímax? Outro Brasilina? Vai juntando gente no ponto de ônibus e as pessoas começam a comentar: "já passaram 2 Ipiranga do outro lado!", "já faz mais de meia hora que tô aqui!"... Um casal de velhinhos parece sentir mais frio que eu. Sempre me pergunto o que os idosos, que já se aposentaram e podem dormir até tarde, fazem num ponto de ônibus antes das 8h da manhã, num frio de doer os ossos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma moça com cara de ter mais ou menos a minha idade puxa assunto. Trabalha na Paulista, com assessoria de imprensa. Estranha nunca ter me visto no ponto de ônibus: "É que eu estou trabalhando nesse novo emprego há pouco tempo. Comecei a pegar esse busão na semana passada", explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa outro busão, mas esse vai para RESERVADO, um lugar que bem poderia ficar logo antes do Clímax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acende um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também, quer ver que assim que eu acender o cigarro, o busão vai passar? Não vou dar nem dois tragos e essa merda aparece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então acende logo, que eu tô atrasada! - Respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu certo. Passou o terceiro Ipiranga do outro lado. Olho no relógio do celular: já era para eu ter chegado em Santo André.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça terminou o cigarro, me contou sobre os desfiles e jantares a que precisa ir, graças ao seu difícil trabalho de assessora de imprensa. Eu contei sobre as minhas diversas mudanças de casa, umas 7 desde 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08:07, enfim surge o 477P-10 Ipiranga! Na falta de um, chegam logo dois. Entro no ônibus, já muito irritada. Olho para a cara do motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caramba! Quase uma hora! Já era pra eu estar em Santo André, trabalhando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem abaixa a cabeça, talvez pra esconder a cara feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do busão e do metrô, chega a hora do trem da CPTM. Integração gratuita na estação Tamanduateí.&amp;nbsp;Um som bonito de piano me chamou a atenção. É um projeto cultural: deixam pianos disponíveis em algumas estações, para quem quiser tocar. Alguns passageiros aproveitam para treinar, outros tocam até o bife, mas de vez em quando tem um pianista quase-profissional que resolve nos presentear com seus dons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK, menos mau humor agora. Pena que nunca tenho tempo de parar para assistir. O som vai surgindo devagarinho quando cruzo a catraca que liga o metrô à CPTM, aumenta de volume conforme eu me aproximo da escada (ao lado do piano) e vai diminuindo no ritmo em que a escada rolante me afasta daquele andar, rumo à plataforma. Que pena. Um dia eu venho mais cedo, para ouvir mais um pouco... Um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar na estação Santo André - Prefeito Celso Daniel, eu poderia ir a pé até o trabalho, mas não vou. No primeiro dia, me disseram que é perigoso demais: foram tantos assaltos no trecho entre a estação e a universidade, que decidiram colocar um ônibus gratuito para fazer esse percurso. Recomendaram-me muito cuidado, só ir a pé se estiver acompanhada, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o ônibus, que em teoria passa a cada 10 minutos ou menos, também demora. Demora porque pega trânsito, porque não tem onde parar, porque o número de alunos aumentou consideravelmente e não colocaram mais ônibus, e como são veículos de viagem, não vai ninguém de pé.&amp;nbsp;Mesmo chegando 7:45 na estação, chego no trabalho só umas 8:15. Ou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a pé, eu chegaria em 10 minutos. Um dia eu tentei. Mas com minha deficiência espacial, não consegui achar um meio de atravessar o rio. Eu via a universidade, aquele prédio alto, logo ali na frente, mas não achei nenhum modo conveniente de chegar até lá. Foi quando vi o busão passar e corri para o ponto. Achei melhor ir pelo caminho certo. Um dia eu aprendo a ir a pé. Um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando na estação Tamanduateí, nem ouvi som de piano. Logo na minha cara, um cartaz: "Os trens da CPTM pararam de circular por tempo indeterminado". E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até a SSO. Existe algum ônibus daqui para Santo André?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem um ônibus pra Santo André que sai de Sacomã, moça, mas não sei se você vai conseguir pegar. Está circulando esporadicamente, porque a EMTU também está em greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava pensando em voltar para casa, quando um rapaz me chamou. Ia para o mesmo lugar que eu, organizou um grupinho para dividir um táxi. Fomos todos para a avenida. Levamos um tempo para arranjar o carro, porque em dia de greve, todo mundo tem ideias parecidas. Mas conseguimos um motorista legal, que topou levar nós cinco. Sim, cinco: um no banco da frente, quatro no banco de trás, apertadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos conversando sobre psicologia, engenharia, loucura, suicídio, políticas públicas... Um cara comentou que esse não é o tipo de papo que ele teria numa mesa de bar. É bixo, tinha que ser. Desde que entrei na graduação, comecei a achar comum falar de nerdices na mesa de bar, na da cantina, na da biblioteca, na da cozinha... Um dia ele acostuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui uma das poucas do meu setor que conseguiram aparecer para trabalhar. Um dia de silêncio no trabalho, exceção à regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, as viagens de todo dia são interessantes. Voltei a vivenciar a realidade das ruas, e não o mundo alienado de dentro de um automóvel particular, ambientado com as músicas que quero ouvir e vários objetos pessoais espalhados do porta-luvas ao porta-malas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, adoro viajar, mas não todo dia. Não por obrigação. Não preocupada com as mil coisas que eu deveria estar fazendo enquanto espero o 477P-10, o 476o Novo Trem do Metrô, o trem véio da CPTM que passou por cirurgia plástica, o busão gratuito e desorganizado da universidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: lá vou eu para a oitava mudança, desde 2003. Um dia eu conto para uma outra mocinha no ponto de ônibus sobre essa nova aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não sei por que as pessoas não acreditam quando digo que não gosto de mudar de casa! É sério, gente: sou uma canceriana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-3117472820002284113?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/3117472820002284113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=3117472820002284113' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3117472820002284113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3117472820002284113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/06/todo-dia.html' title='Todo dia'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-1555658182933623869</id><published>2011-05-13T15:00:00.002-03:00</published><updated>2011-05-13T15:14:09.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A sombra da cidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>A higieni(opoli)zação das cidades</title><content type='html'>A mais recente grande mobilização no Facebook é o Churrascão dos Diferenciados, em Higienópolis. O motivo do movimento é a recente decisão do Governo do Estado de São Paulo de alterar o local de uma futura estação de metrô, que seria construída na Avenida Angélica, em Higienópolis, cedendo à pressão de moradores, que assinaram um documento formalizando seu desagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até às 21:40 do dia 12 de maio de 2011 (momento em que escrevo estas linhas), 50.255 pessoas confirmaram presença no Churrascão Modificado (pois o evento do churrasco foi transformado numa manifestação beneficente na praça Vilaboim). Muito mais que os 3.500 moradores de Higienópolis que assinaram o documento posicionando-se contra a estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou usuária do transporte público e defensora do direito das pessoas circularem por aí da forma mais fácil e menos custosa aos bolsos e ao meio ambiente. Mas hoje, em vez de engrossar o coro dos que defendem o metrô da Av. Angélica, vim apenas falar – mais uma vez – da sombra da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Convite para o Churrasco da Gente Diferenciada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RwhAvPVw_28/Tc1xe4lU6sI/AAAAAAAAFAU/7xeF9A9dXYE/s1600/folheto-churrasco-higienopolis-630_191221.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://2.bp.blogspot.com/-RwhAvPVw_28/Tc1xe4lU6sI/AAAAAAAAFAU/7xeF9A9dXYE/s400/folheto-churrasco-higienopolis-630_191221.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista à Folha de São Paulo, a psicóloga Guiomar Ferreira disse: "Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada...". (A profissional envergonha a minha categoria.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também a advogada Anna Claudia de Salles, presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) de Perdizes/Pacaembu, bairro que provavelmente vai abrigar a estação, no lugar de Higienópolis. Essa ilustre senhora disse: "Infelizmente, seremos mais abordados por pessoas flutuantes.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oi, Gabriela. Eu queria saber se você poderia acompanhar a assistente social em uma abordagem social que precisa ser feita com urgência. O diretor do museu se queixou das pessoas em situação de rua que têm ficado lá. A prefeitura solicita que o CREAS atue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas eu vou lá para fazer o quê? Pedir para se retirarem? Eu, psicóloga, pedir para as pessoas saírem de um local público? Que direito ou que dever eu tenho de fazer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, não é isso... Vocês só tem que conversar com eles, sugerir que venham ao nosso serviço, para pensarem em alternativas para sair das ruas... O de sempre, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Alternativa? Que alternativa eles têm? O que eu posso oferecer a eles de melhor? Não existe um espaço para eles, albergue, república, nada! Eles vão chegar aqui, vão conversar, depois vão voltar para a rua, para o museu, para qualquer outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, não é isso... Vá apenas para ver quem está lá, se já está cadastrado em nosso serviço. E ofereça atendimento, fale que estamos aqui para apoiá-los, essas coisas... Veja, é que instâncias superiores estão solicitando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo bem. Eu vou. Mas não vou dizer para ninguém sair de lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Certo, fique tranquila, não é isso que estou pedindo a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quem vem nos buscar? Fiquei sabendo que um motorista está de licença médica, o outro se recusa a fazer abordagem social e o outro está levando alguém para uma reunião em outra cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A Guarda Municipal vai buscar vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A Guarda Municipal?!! Mas assim fica complicado! Temos tido muito trabalho para desvincular nossa imagem da guarda municipal. As pessoas que atendemos se queixam de sofrer violência por parte da guarda. São papeis que não podem se misturar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Peça para os guardas ficarem distantes. Eles só têm que levar vocês até lá, não precisam ir com vocês abordar as pessoas. Diga para ficarem longe, e vocês vão procurá-los quando acabarem a abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos minutos, uma Kombi da prefeitura estacionou na nossa porta. Respirei mais aliviada quando vi que não era uma viatura da GM, nem tinha qualquer coisa escrita que indicasse vínculo com a GM. Entrei no veículo com a assistente social, carregando um caderno, uma caneta e alguns papeis com o endereço do CREAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que eu sentia que nada disso ia adiantar: a maioria das pessoas em situação de rua já frequentava nosso serviço. Provavelmente, daríamos de cara com nossos velhos conhecidos. E eu ficava imaginando o que poderia dizer. “Oi, tudo bem? Sua noite foi boa? Quer um marmitex?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos no museu e não havia nada de diferente. Apenas alguns funcionários limpavam o local. Não encontramos sequer um visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por favor, senhora... Nós gostaríamos de falar com o diretor do museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele não se encontra no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Disseram que havia algumas pessoas em situação de rua aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah, sim! Estava um monte de gente aqui hoje cedo, a maior bagunça! Uma sujeira danada! Eles dormem aqui, usam droga, largam seringa jogada, mijam e cagam no chão... Depois que foram embora, sobrou um monte de coisa, até calcinha tinha ali, pendurada na cerca! Vocês são da prefeitura? Olha, tem que vir cedo, umas 6h da manhã, daí vocês pegam eles! A prefeitura têm que fazer as coisas direito, eu morro de medo, tem uns aí que têm doença, AIDS... Vai passar pra gente, que trabalha aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então eles já foram, senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Já foram, mas vem amanhã bem cedinho, umas 6 ou 7 horas, que vocês pegam eles! A prefeitura tem que fazer alguma coisa! Eu acho que tem que ser assim: quem não é da cidade, manda embora! Faz que nem antigamente, bota dentro de uma Kombi e solta em Itatiba! Acaba logo com o problema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfiar numa Kombi e soltar em Itatiba acaba logo com o problema... Não foi a primeira vez que ouvi isso. Nos grupos de pessoas em situação de rua, os que estavam nessa condição há mais de dois anos sempre falavam de operações feitas pela guarda municipal e por uma suposta assistente social (pelo que apurei depois, era uma funcionária comissionada que, definitivamente, não era assistente social). Nessas ocasiões, eles eram obrigados a entrar numa Kombi que os deixava na divisa dos municípios de Valinhos e Itatiba. A informação foi confirmada por diversos funcionários da assistência social da cidade. Disseram-me que uma vez, isso saiu no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de um ou dois anos atrás, foi surgindo uma nova forma de atendimento e as operações para levar pessoas em situação de rua para Itatiba foram encerradas. Mas muitos ilustres moradores do município de Valinhos ainda acreditam que essa é a melhor solução para deixar as pessoas de bem livres de “mendigos”, “pedintes”, “indigentes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não fosse tão politicamente incorreto, diriam que o melhor seria haver na cidade uma câmara de gás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas diferenciadas, pessoas flutuantes, pessoas em situação de rua... São eufemismos que deixam o preconceito ainda mais evidente. Lendo as falas da psicóloga e da advogada de Higienópolis, transcritas com aspas, vejo a Sombra da Cidade, desta vez em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão aí, sejam cobertas de luz ou de sombra. Um mendigo, um indigente, um pedinte, uma pessoa diferenciada ou flutuante, um drogado, um camelô, um vendedor ambulante, é também um pai, um trabalhador (normalmente desempregado), um doente e, acima de tudo, um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito mais conveniente esconder a sombra do que olhar para ela, não é mesmo? Pega o que é sujo e joga fora, limpa, higieniza, tira do alcance do olhar. Mas é justamente dessa maneira que ficamos cada vez mais presos por detrás de muros, cercas eletrificadas, alarmes e vidros com insulfilme, enquanto “pessoas diferenciadas” reivindicam – e confiscam para si – a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a solução for transportá-los para a cidade vizinha ou mudar de local uma estação de metrô, estaremos apenas deslocando o problema social, temporariamente. Sim, temporariamente, pois como disse um senhor que esmurrou a porta do CREAS durante uns três dias, “Daqui a Campinas eu vou até de joelhos!”. Ou seja, as pessoas se deslocam, mesmo que seja a pé – ou de joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos ilustres moradores de Higienópolis e de Valinhos, ou de qualquer lugar, eis um desafio: encontre uma pessoa flutuante e diferenciada. Converse com ela. Pergunte sobre sua vida. Olhe nos olhos dela enquanto ela fala, mesmo que todo o discurso pareça completamente sem sentido. E agora? Você ainda é o mesmo? Essa experiência foi um diferencial na sua vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-1555658182933623869?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/1555658182933623869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=1555658182933623869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1555658182933623869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1555658182933623869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/05/higieniopolizacao-das-cidades.html' title='A higieni(opoli)zação das cidades'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RwhAvPVw_28/Tc1xe4lU6sI/AAAAAAAAFAU/7xeF9A9dXYE/s72-c/folheto-churrasco-higienopolis-630_191221.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-2739963747504670621</id><published>2011-05-12T15:10:00.001-03:00</published><updated>2011-05-13T15:12:46.153-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yoga'/><title type='text'>Encontros e reencontros - Parte IV</title><content type='html'>&lt;span class="z19Dle zG9tqc" id="col-z13sxdfwiovhe1lpe04chbyxssi2txdiprg0k"&gt;&lt;span class="HgYomf"&gt;&lt;span class="QGJaM Ig Uqtsze" style="display: block;"&gt;&lt;i&gt;[Texto escrito em 11 / 05 / 2011]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  a gente lança uma pergunta ao Universo, Ele responde. É preciso ficar  atento, porque a resposta pode estar em qualquer lugar: no trecho de um  livro que você pegou por acaso na estante, num e-mail desses de corrente  que um amigo chato mandou pela internet, na conversa com um colega de  trabalho, no mendigo que te abordou na rua, nas reações do corpo em  termos de adoecimento e cura, num sonho, num assalto... em qualquer  lugar, sem exceção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 11 de abril de 2011, lancei a  pergunta: "Como é que posso deixar de lado a minha consciência, a minha  individualidade, para me tornar o Todo?". &lt;i&gt;(ver&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/04/encontros-e-desencontros-parte-iii.html"&gt;Encontros e reencontros - Parte III&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  resposta foi rápida, pois o Universo não tem pressa e também não tarda.  E foi simples, porque tudo no mundo é muito mais fácil do que parece. E  se escrevo agora, após exatos 30 dias, é porque eu mesma levei tempo  para assimilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte da resposta veio  através do amigo Aluysio Robalinho, que tomo a liberdade de citar, mesmo  sem ter pedido permissão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Será mesmo preciso abdicar da  consciência individual para penetrar no todo? (ou deixar que ele nos  penetre?)... Se a espiritualidade de que falamos é quântica... há  possibilidade de manter as duas consciências (individual e universal,  part...ícula e onda, como na luz) íntegras... Os orientais dizem que há  várias espécies de Samadhi... e se não me falha a memória, o "samadhi da  forma" permite que vc. mantenha os limites da consciência particular, o  que, no fundo, não vem a ser outra coisa senão o que veio a se chamar  "avatara individual"..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também chegou um email, quase  que ao mesmo tempo. Continha dois anexos, duas versões de um mesmo  documento, que não cheguei a abrir naquela noite, porque já estava muito  cansada e sem condições de pensar em mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRATADO DE LA UNIDAD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IBN ARABI (traducido y comentado por Roberto PLA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Gloria  a Allâh, ante cuya Unidad no hay nada anterior, si no es Él, que&amp;nbsp;es el  Primero! ¡Gloria a Allâh, después de cuya Singularidad no hay  un&amp;nbsp;después, si no es Él, que es el Siguiente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con relación a Él  no hay antes, ni después; ni alto ni bajo; ni cerca, ni&amp;nbsp;lejos, ni cómo,  ni qué, ni donde, ni estado, ni sucesión de instantes, ni&amp;nbsp;tiempo, ni  espacio, ni ser. Él es tal como es. Él es el Único sin necesidad&amp;nbsp;de la  Unidad. Él es lo singular sin necesidad de la Singularidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Él no  está compuesto de nombre, ni de denominado, porque Él es el&amp;nbsp;nombre y el  denominado. No hay nombre salvo Él. No hay denominado&amp;nbsp;salvo Él. Por  ello se dice que Él es el nombre y el denominado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Él es el  Primero sin anterioridad. Él es el Último sin posterioridad. Él  es&amp;nbsp;Evidente sin exterioridad. Él es Oculto sin interioridad. Porque no  hay&amp;nbsp;anterior, ni posterior; no hay exterior, ni interior, sino Él.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei  que estava prestando vestibular. Estava em uma sala da Unicamp, com  muitos candidatos, entre eles meu namorado, que também faria prova. Não  sei que curso desejávamos, mas era o mesmo. As paredes da sala eram  revestidas de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia de prova, fomos estimulados a  escrever nas paredes da sala com canetinha. No segundo dia, entrei na  sala e vi uma espécie de grafite nos azulejos, acima da lousa, que não  estava lá no dia anterior... uma frase escrita com caneta de quadro  branco. Não lembro qual era a frase, mas lembro que me fez um sentido  enorme, parecia que era algo para eu meditar neste momento da minha  vida. E no final da frase, havia uma assinatura em letras maiúsculas: o  nome completo do amigo que me mandou por email o Tratado de la Unidad!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  sonho, fiquei meio cismada, porque eu não tinha contado que ia prestar  vestibular. Pensei: o que esse cara tá fazendo em Campinas? Como  descobriu que eu estaria aqui?! Como entrou nesta sala?!!! Como é que  ele pode estar tão envolvido na minha vida, sendo que eu nem o conheço  pessoalmente? Depois descobri que ele estava em Campinas há alguns dias,  dormindo na estação de trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamaram-me para ajudar a entregar  as provas para os outros candidatos. Para isso eu precisava pendurar um  lençol no pescoço. Eu já estava embrulhada em um lençol que tinha  trazido de casa, mas me entregaram outro: era preciso mudar de "veste".  Comecei a entregar as provas, mas eu tinha dificuldade de achar as  pessoas... vi que tinha vários nomes de pessoas que não estavam na sala e  faltavam as provas de pessoas que estavam na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Psicóloga:&lt;/b&gt; E esse amigo, o que significa neste momento de sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu:&lt;/b&gt;  Não sei. Ele me mandou um email, tinha dois arquivos em anexo, depois  ele me ligou e insistiu para eu ler. Mas ainda não sei o que é, está  tudo muito complicado, minha cabeça está só nos relatórios que preciso  finalizar para o Fórum para fechar esta etapa de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Psicóloga:&lt;/b&gt; Então talvez seja por isso que você não se lembra da frase que ele escreveu... Quem sabe depois que você ler...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Su  existencia está únicamente en los textos de la profecía. Sin  embargo,&amp;nbsp;sólo Él existe y no puede dejar de existir puesto que jamás  vino a la&amp;nbsp;existencia. Por eso ha dicho el Profeta: "Quien se conoce a sí  mismo&amp;nbsp;conoce a su Señor". También ha dicho: "Yo conozco a mi Señor, por  mi&amp;nbsp;Señor". El Profeta de Allâh ha querido hacerte comprender que tú  no&amp;nbsp;eres tú, sino Él: Él y no tú; que Él no cabe en ti y tú no cabes en  Él; que&amp;nbsp;Él no sale de ti y tú no sales de Él.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lo que quiero decir  es que tú no eres, o posees tal o cual cualidad, que&amp;nbsp;no existes y que  no existirás jamás, ni por ti mismo, ni por Él, en Él o&amp;nbsp;con Él. Tu no  puedes cesar de ser, porque no eres. Tú eres Él y Él es tú,&amp;nbsp;sin ninguna  dependencia o casualidad. Si alcanzas a reconocer en tu&amp;nbsp;existencia esta  cualidad de la nada, entonces conoces a Allâh, En otro&amp;nbsp;caso, no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apenas ontem, 10 de maio, é que conversei novamente com o amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  que quero dizer é bem simples... (e passei um tempo pensando em como  continuar, porque as coisas simples são as mais difíceis de se  escrever).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abdicar da individualidade para abrir-se à  coletividade é ilusão, porque não existe individualidade, nem  coletividade... existe unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou seja, as indagações que eu me fiz naquele momento são inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inúteis porque não têm razão de existir... por outro lado, úteis por me revelarem meus próprios bloqueios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si  alguno pregunta: "¿Cómo se opera la Unión, puesto que afirmas que&amp;nbsp;sólo  Él es? Una cosa que es única no puede unirse más que con ella&amp;nbsp;misma". La  respuesta es: En realidad, no hay unión ni separación, como&amp;nbsp;no hay  alejamiento ni aproximación. Se puede hablar de unión entre dos&amp;nbsp;o más y  no cuando se trata de una cosa única. La idea de unión o de&amp;nbsp;llegada  comporta necesariamente la existencia de dos cosas al menos,&amp;nbsp;análogas o  no. Si son análogas, son semejantes. Si no son análogas,&amp;nbsp;forman  oposición. Pero Allâh --¡que Él sea exaltado!-- está exento de&amp;nbsp;toda  semejanza, así como de todo rival, contraste u oposición. Lo que  se&amp;nbsp;llama ordinariamente "unión", proximidad o alejamiento, no son  tales&amp;nbsp;cosas en el sentido propio de la palabra. Hay unión sin  unificación,&amp;nbsp;aproximación sin proximidad y alejamiento sin idea alguna  de distancia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi a noite passada pensando em  respirar (difícil respirar no outono seco...), em umidade, unidade,  cachoeira... Voltei à Chapada dos Guimarães, encontrei o homem que não  sabia boiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu lhe disse naquele dia era apenas uma  ferramenta, útil apenas para agora. Mas é mentira.&amp;nbsp;Na verdade, para  boiar na água, você precisa ser a água. Porque a água não afunda nem se  afoga em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem pareceu meio confuso, mas já que comecei, o jeito era continuar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E na verdade, você já é a água. Você é Tudo. É o Todo. E por isso mesmo, não precisa temer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  A ilusão de separação vem do medo de aceitar-me por completo. Só quando  nos entregamos a nós mesmos por inteiro é que chegamos à noção de  Unidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ASATO MÃ SAD GAMAYA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;TAMASO MÃ JYOTIR GAMAYA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;MRITYOR MÃ AMRTYUM GAMAYA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;OM SHANTIH, SHANTIH, SHANTIH&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-2739963747504670621?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/2739963747504670621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=2739963747504670621' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2739963747504670621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2739963747504670621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/05/encontros-e-reencontros-parte-iv.html' title='Encontros e reencontros - Parte IV'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-7478883132165238318</id><published>2011-05-10T16:21:00.000-03:00</published><updated>2011-05-10T16:21:48.301-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bolívia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paranapiacaba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Berlim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coleções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Placas pelo mundo</title><content type='html'>Vira e mexe aparece um e-mail com as placas estranhas que as pessoas encontram pelas ruas. Sempre me pergunto se são reais ou fabricadas em Photoshop e congêneres.&amp;nbsp;Enfim, resolvi seguir a tendência e postar algumas placas que vi nas minhas viagens. Essas eu vi mesmo, posso atestar que são verídicas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em&lt;b&gt; Natal (RN)&lt;/b&gt;: É pras ostras prestarem atenção? Ou estão me chamando de ostra?! Sei lá... mas não vi ostra nenhuma nesse lugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ltBm3wy3244/TbooEgS-XXI/AAAAAAAAE-U/M1FSd_EQJbA/s1600/Aten%25C3%25A7%25C3%25A3o+Ostras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-ltBm3wy3244/TbooEgS-XXI/AAAAAAAAE-U/M1FSd_EQJbA/s400/Aten%25C3%25A7%25C3%25A3o+Ostras.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Ainda em &lt;b&gt;Natal (RN)&lt;/b&gt;: achei uma ótima ideia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0Xabp-ewvfA/Tbonw9LlQCI/AAAAAAAAE-Q/i6zO15CB4To/s1600/Bar+proibido+som+de+carro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-0Xabp-ewvfA/Tbonw9LlQCI/AAAAAAAAE-Q/i6zO15CB4To/s400/Bar+proibido+som+de+carro.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/canarana.html"&gt;&lt;b&gt;Canarana&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;(MT)&lt;/b&gt;: jeito original de alertar para o perigo!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WFLY6AfzBS8/TL0PFCF1bqI/AAAAAAAAAfk/8BMWcQYoPHM/s1600/SAM_0307.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-WFLY6AfzBS8/TL0PFCF1bqI/AAAAAAAAAfk/8BMWcQYoPHM/s400/SAM_0307.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/nova-xavantina.html"&gt;Nova Xavantina&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(MT)&lt;/b&gt;: ãh?! Alguém explica?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Xz0yefNKfT8/TbortFSiaDI/AAAAAAAAE-Y/SZRlXKmagXM/s1600/McGyver+do+Roncador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="373" src="http://2.bp.blogspot.com/-Xz0yefNKfT8/TbortFSiaDI/AAAAAAAAE-Y/SZRlXKmagXM/s400/McGyver+do+Roncador.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cuyaba.html"&gt;Cuiabá&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(MT)&lt;/b&gt;: aparentemente, eles consertam qualquer coisa que não seja um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cjGULDfRtZI/TM8AVXmd3LI/AAAAAAAABcc/gA1cqWT1pcs/s1600/SAM_0359.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-cjGULDfRtZI/TM8AVXmd3LI/AAAAAAAABcc/gA1cqWT1pcs/s400/SAM_0359.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/san-matias-parte-i.html"&gt;San Matias&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(Bolívia)&lt;/b&gt;: "El que se queda afuera se queda" - isso é que é intransigência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Bp6nPmne7AU/TM70hAueUdI/AAAAAAAACdw/u7_nzvgQB_Q/s1600/SAM_0331.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-Bp6nPmne7AU/TM70hAueUdI/AAAAAAAACdw/u7_nzvgQB_Q/s400/SAM_0331.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No aeroporto de &lt;b&gt;Goiânia (GO)&lt;/b&gt;: "Dance rebolation na faixa azul"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qysaPUG60Jc/TL0NcbeVUfI/AAAAAAAAAeY/N2pnKtrZ6-Y/s1600/SAM_0118.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-qysaPUG60Jc/TL0NcbeVUfI/AAAAAAAAAeY/N2pnKtrZ6-Y/s400/SAM_0118.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/parque-estadual-da-serra-azul.html"&gt;Barra do Garças&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(MT)&lt;/b&gt;: como é que se pode conversar com duendes e ver disco voador se é proibido bebidas alcoólicas e drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YrSkwUnJK-U/TLz8TnFAdxI/AAAAAAAAAWg/TBdXcQ3P-L8/s1600/SAM_0143.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-YrSkwUnJK-U/TLz8TnFAdxI/AAAAAAAAAWg/TBdXcQ3P-L8/s400/SAM_0143.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Em&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2008/07/atualizando-agora-estou-em-berlim.html"&gt;Berlim&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(Alemanha)&lt;/b&gt;: "Atenção: foguetes decolando!"&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-L5n6EbeD0eU/Tbou91DEbcI/AAAAAAAAE-c/Mgh_N0qKmc4/s1600/S6302182.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-L5n6EbeD0eU/Tbou91DEbcI/AAAAAAAAE-c/Mgh_N0qKmc4/s400/S6302182.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Em &lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cusco.html"&gt;Cuzco&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(Peru)&lt;/b&gt;: muito interessante! Pena que os brasileiros ainda não descobriram que a capital brasileira da natureza fica no&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/rio-branco.html"&gt;&lt;b&gt;Acre&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, aquele estado que nem existe!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-im7WX7CgxHk/TM7547TxsuI/AAAAAAAABQI/n2RkVBMLiho/s1600/SAM_1243.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-im7WX7CgxHk/TM7547TxsuI/AAAAAAAABQI/n2RkVBMLiho/s400/SAM_1243.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Em &lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/01/paranapiacaba.html"&gt;Paranapiacaba&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(SP)&lt;/b&gt;: O "munitor" faltou às aulas de ortografia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KOtLNOKViRI/TSEp-qNKMwI/AAAAAAAADCA/FMs0QeL9GRc/s1600/SAM_1658.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-KOtLNOKViRI/TSEp-qNKMwI/AAAAAAAADCA/FMs0QeL9GRc/s400/SAM_1658.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-7478883132165238318?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/7478883132165238318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=7478883132165238318' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7478883132165238318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7478883132165238318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/05/placas-pelo-mundo.html' title='Placas pelo mundo'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ltBm3wy3244/TbooEgS-XXI/AAAAAAAAE-U/M1FSd_EQJbA/s72-c/Aten%25C3%25A7%25C3%25A3o+Ostras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-6798039590487686475</id><published>2011-05-06T00:18:00.000-03:00</published><updated>2011-05-06T00:18:25.374-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagens curtas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><title type='text'>Cachoeiras de São Thomé das Letras</title><content type='html'>Engraçado como as grandes mudanças de minha vida têm sido sempre precedidas por viagens. E são viagens que não foram planejadas para estar na intersecção entre fases de vida, mas que, no fim das contas, acabam se revelando como momentos de transição. Eu e Daniel havíamos planejado viajar para São Thomé das Letras na Páscoa, antes mesmo que eu soubesse que a Páscoa encerraria minhas atividades na Prefeitura Municipal de Valinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha ido uma vez a São Thomé, anos atrás, em uma excursão de um final de semana. A programação de atividades da excursão incluía muitas palestras, reuniões, passeios para comprar artesanato, igrejas, pizzas e... nenhuma cachoeira. Os companheiros acreditavam que a iluminação espiritual se dá mais pelas palestras e discussões, e que conhecer as belezas naturais do local poderia ficar em segundo plano. Bem, respeito todas as formas de espiritualidade, mas... por isso mesmo, tenho descoberto minhas próprias maneiras de me encontrar por aí. Hoje, se depender de mim, as cachoeiras, trilhas e montanhas serão o primeiro tópico das minhas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos para gostar tanto das cachoeiras são diversos, alguns de natureza tão subjetiva que não tenho como declarar. A cada contato, vai aumentando o nível de consciência sobre a riqueza da experiência que as cachoeiras me proporcionam. Cada uma tem sua personalidade, suas delícias e seus caprichos. Existem as serenas, as revoltadas, as violentas, as gordas e as magras, as que têm cara de jovem, de mãe ou de avó, as amigáveis e as hostis, as mais masculinas e as mais femininas (embora eu acredite que a natureza de uma cachoeira é fundamentalmente feminina), as mais geladas e as mais frescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que o gelado da água, muitas vezes, é assustador, e que já fiquei olhando de longe, da margem, com aquela vontade enorme de entrar, mas sem coragem. Hoje eu sei que o gelado é apenas a ausência de calor, é só mais uma qualidade da matéria natureza. Esfria o corpo, sim, às vezes deixa meus lábios roxos e me faz tremer por vários minutos, mesmo depois de sair da água. Ainda assim, tenho enfrentado. Entro ordenando ao corpo que mande o calor para as extremidades (sim, após algum treinamento, o corpo começa a obedecer aos nossos comandos). Vou entrando, devagarinho ou de uma vez só, mas entro! Porque nada se compara à experiência de abraçar um rio. Os braços espumantes da Mãe Natureza vão levando embora as impurezas, mas não só as do corpo... é um abraço que lava a alma! Literalmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para os demais aventureiros que gostam de enfiar o pé na lama, o carro em estradas terríveis, se arranhar em espinhos e tomar picadas de insetos, tudo em busca de uma boa queda d'água... seguem as dicas de lugares legais para passear em São Thomé das Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O nível de dificuldade da estrada pode variar em função das condições climáticas, mas saiba que seu carro, inevitavelmente, ganhará uma camada espessa de terra sobre a pintura.&lt;br /&gt;2. O nível de desafio para encontrar o caminho pode variar em função da ação dos duendes.&lt;br /&gt;3. O teor de THC no ar parece ser determinado por data, horário e distância do centro da cidade. Os valores aqui descritos se referem ao momento em que estivemos presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cachoeira da Eubiose&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nível de dificuldade da estrada: Baixo&lt;br /&gt;Desafio para encontrar o caminho: Baixo&lt;br /&gt;Temperatura da água: Gelada&lt;br /&gt;Teor de THC no ar: Médio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QiwWTl2L6Sg/Tb1xK-iB3JI/AAAAAAAAE_A/HCYEdcMVQ8Q/s1600/SAM_2013.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-QiwWTl2L6Sg/Tb1xK-iB3JI/AAAAAAAAE_A/HCYEdcMVQ8Q/s400/SAM_2013.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira cachoeira que visitamos, porque fica bem perto da cidade (cerca de 3 Km). Há placas indicando o caminho, mas em uma encruzilhada, especificamente, a sinalização está meio escondida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delícia para refrescar após 9 horas de viagem (sim, 9 em vez de 5, graças ao congestionamento no começo da Fernão Dias). A profundidade da piscina natural não é muito grande, mas com meu 1,49m de baixura, não deu pé para mim em alguns pontos. Mesmo assim, o local onde fica a queda d'água é raso o suficiente para você poder parar em pé e relaxar enquanto sente a pressão da água nos ombros, costas e cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar da estrada (onde é possível parar o carro) até a cachoeira, é preciso percorrer uma trilha de uns 10 minutos a pé. Enquanto descíamos, vimos três pessoas subirem bufando e dizendo que era muito cansativo. Até chegamos a pensar que seria um longo e árduo caminho até a cachoeira, mas na volta, concluímos que eram seres sedentários demais. Dá para subir tranquilamente, até para mim, que não pratico exercícios físicos regularmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cachoeira das Borboletas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nível de dificuldade da estrada: Alto, se você não for de Jeep&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Desafio para encontrar o caminho: Alto, se você não for com um guia&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Temperatura da água: Fria&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Teor de THC no ar: Alto&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ymZgLXuc3S8/TbYeU9K_A3I/AAAAAAAAEmo/jESMKhDqMBk/s1600/SAM_2093.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-ymZgLXuc3S8/TbYeU9K_A3I/AAAAAAAAEmo/jESMKhDqMBk/s400/SAM_2093.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Essa cachoeira estava incluída no roteiro de um pacote que fizemos, que passou por algumas grutas e pontos místicos da cidade. O passeio era de Jeep, o que foi providencial, porque de carro comum dificilmente conseguiríamos andar por aquelas estradas em aclive que passam no meio das pedreiras. Chegamos no final da tarde e o local estava essa muvuca que vocês veem na foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cachoeira é bonita, sim. Tem um poço profundo, de tal forma que uns malucos chegam a pular de lá do alto para dentro da água (digo malucos porque, a meu ver, a profundidade não era suficiente para dar esses saltos... mas enfim, cada um é cada um). Na região das quedas, é possível parar em pé numa boa. A água cai com tanta pressão, que parece que você está levando vários socos nas costas. Mas é bom apanhar assim rs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o nome vem da abundância de borboletas que existem no local, mas não cheguei a vê-las, talvez porque no dia e horário em que fomos,&amp;nbsp;tinha muita gente. Na entrada da propriedade onde fica a cachoeira, há um bar onde o povo se encontra para chapar e encher a pança. Em seguida, uma trilha leve em que o único risco parece ser o de pisar em bosta de vaca. Lá embaixo, o pessoal já estava bem chapado de cerveja e maconha, o que, a meu ver, não é um problema em si. Mas é meio chato encontrar latinhas de cerveja e pontas de baseado na água e meio difícil relaxar com um monte de gente fazendo algazarra. Ou seja, não é o meu perfil de cachoeira, ao menos não para se visitar em feriados prolongados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Antares&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nível de dificuldade da estrada: Alto&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Desafio para encontrar o caminho: Alto&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Temperatura da água: Muito gelada&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Teor de THC no ar: Baixo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eq1LJlQRR5U/TbYjSn3ujrI/AAAAAAAAEyI/qaR-y-ki-P0/s1600/SAM_2175.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-eq1LJlQRR5U/TbYjSn3ujrI/AAAAAAAAEyI/qaR-y-ki-P0/s400/SAM_2175.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a maior cachoeira que encontramos em São Thomé. Uma queda razoável e, por isso mesmo, foi eleita pelas empresas de turismo para a prática de cachoeirismo (descer a cachoeira amarrado em cordas, ou seja, um rapel molhado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer rapel era um desejo que tínhamos já de outras viagens e dessa vez, pudemos concretizar. Acertamos com uma empresa que fica no centro da cidade. O transporte até o local ficou por nossa conta e foi bem complicado encontrar a cachoeira, que fica a uns 18 Km de distância da cidade. As placas ajudam um pouco, mas há várias bifurcações não sinalizadas. A estrada está muito ruim e em diversos trechos foi difícil de passar com o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos em um camping / bar no meio do caminho, pedimos informações para um jovem barbudo que nos sugeriu ir a pé por uma trilha que passava por dentro de sua propriedade. O cara disse ser dono do local, e que montar o camping e o bar foi uma escolha, para que pudesse levar a vida que queria. Como estávamos preocupados em chegar a tempo de fazer cachoeirismo, resolvemos ir de carro mesmo, e então descobrimos que já estávamos bem próximos. Largamos o carro numa espécie de estacionamento, ao lado de uma casinha de madeira que pretendia ser um bar e de um curral de vaquinhas. O resto do caminho era uma trilha pelo meio da mata, que descemos a pé, nos guiando, principalmente, pela audição, olfato e intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapel pareceu uma atividade segura e não muito difícil. O tempo inteiro, a vítima (rs) desce amarrada e com o auxílio de um guia, que também tem controle sobre os nossos equipamentos. Olhar para baixo dá um friozinho gostoso na barriga, que nos faz esquecer o gelado da água da cachoeira. Não deu tempo de pensar em tremer enquanto eu cuidava de soltar a quantidade certa de corda e caminhar de um lado para o outro para aproveitar a queda d'água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, chegamos cedo e a cachoeira é, definitivamente, uma das mais distantes, por isso, não havia muita gente no local. Os grupos de turistas foram chegando aos poucos. Descoberta importante: chegue cedo e a cachoeira será só sua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Filhote de Antares&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nível de dificuldade da estrada: Alto&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Desafio para encontrar o caminho: Alto&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Temperatura da água: Gelada de doer os ossos&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Teor de THC no ar: Nulo&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-n1xLKczml5I/TbYe-_Qc0fI/AAAAAAAAEoU/kgQGIEzUOtQ/s1600/SAM_2109.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-n1xLKczml5I/TbYe-_Qc0fI/AAAAAAAAEoU/kgQGIEzUOtQ/s400/SAM_2109.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Essa pequena cachoeira fica logo acima de Antares e, provavelmente, não tem nome (Filhote de Antares foi criatividade minha). Foi a partir desse patamar que começamos a descida de rapel.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Como chegamos muito cedo (umas 9 e pouco da manhã), não havia ninguém, com exceção de um homem completamente nu, que pareceu surpreso e meio tímido com nossa presença. Ele logo se vestiu e desceu para Antares, então pudemos ter a experiência inédita de uma cachoeira só nossa!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A água era muito, mas muito gelada. Não sei se foi apenas impressão, mas pareceu mais fria que a de Antares, apesar da proximidade. Ainda assim, a pequena queda é deliciosa. É possível subir pelas pedras e encontrar a melhor posição para uma espécie de hidromassagem natural. Como se eu estivesse sentada num colo de pedras enquanto recebia o abraço das águas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Cachoeira do Flávio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nível de dificuldade da estrada: Baixo&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Desafio para encontrar o caminho: Baixo&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Temperatura da água: Fria&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Teor de THC no ar: Alto&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AYPvPraZRps/TbYlQLVFF9I/AAAAAAAAE2k/TPfw_TEIn_w/s1600/SAM_2212.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-AYPvPraZRps/TbYlQLVFF9I/AAAAAAAAE2k/TPfw_TEIn_w/s400/SAM_2212.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Saindo de Antares, decidimos parar em mais alguma cachoeira pelo caminho. Passamos pela Véu de Noiva e Paraíso, mas desistimos de descer, quando vimos o número de carros estacionados na beira da estrada. Seguimos na direção da cidade e paramos na placa "Cachoeira do Flávio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme fomos descendo a trilha, tive a impressão de estar em um Woodstock mineiro. Um carro colocou um rock em um volume que certamente espantou até os duendes e OVNIs do local e o pessoal ficava na trilha, alguns dentro de barracas, segurando latinhas de cerveja, salgadinhos e baseados. Logo abaixo, um outro carro tentava competir, tocando axé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cachoeira não nos atraiu muito. Daniel falou que era "muito rasa", eu falei que era "muito lotada". Subimos e voltamos para a cidade. Mas a foto registrou nossa passagem por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Véu de Noiva&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nível de dificuldade da estrada: Médio&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Desafio para encontrar o caminho: Baixo&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Temperatura da água: Gelada&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Teor de THC no ar: Baixo&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BrLK0ODcHpE/TbYl7UglNWI/AAAAAAAAE4E/oAM32ZsCqc8/s1600/SAM_2221.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-BrLK0ODcHpE/TbYl7UglNWI/AAAAAAAAE4E/oAM32ZsCqc8/s400/SAM_2221.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, voltamos à Véu de Noiva, mas logo cedo, usando a lição aprendida em Antares. Para descer, há uma trilha um pouco íngreme. Lá embaixo, havia pouca gente, do jeito que eu gosto (sim, em cachoeiras e praias, sou antissocial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio difícil chegar até a queda d'água, porque a correnteza é forte. A dica é ir pela margem à esquerda, segurando nas pedras, na medida do possível, até encontrar um patamar onde é possível ficar de pé. A partir dali, pode-se caminhar até a pedra onde a água cai, com cuidado para não escorregar. Vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legal dessa cachoeira é que fica num local aberto, onde bate sol. É um outro clima, uma mistura de quente e frio. O fogo incidindo na água, o masculino no feminino.&amp;nbsp;No mínimo, pode-se aproveitar para secar a pele e pegar um bronzeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Paraíso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nível de dificuldade da estrada: Médio&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Desafio para encontrar o caminho: Baixo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Temperatura da água: Gelada&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Teor de THC no ar: Baixo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tRNbeUSZgpg/TbYmn2xsleI/AAAAAAAAE5s/u6lP_cK0BCg/s1600/SAM_2232.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-tRNbeUSZgpg/TbYmn2xsleI/AAAAAAAAE5s/u6lP_cK0BCg/s400/SAM_2232.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Essa cachoeira fica bem próxima à véu de noiva. Nem é preciso trocar o carro de lugar. A trilha bifurca logo no começo e a da esquerda segue para a Paraíso, enquanto a da direita segue para a Véu de Noiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Essa cachoeira parece ser muito apreciada por famílias com crianças, por causa dessa prainha de água doce. É rasa até mais ou menos a metade da piscina natural, mas a partir daí, não dá mais pé. No local da queda d'água, também é bem profunda. E eu, tonta, quase me afoguei porque me meti debaixo da água num local muito fundo. Com a pressão da água, submergi e não conseguia mais voltar... Sim, quando a cachoeira é hostil, é preciso ter cuidado. A Mãe Natureza também impõe limites.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Sete cachoeiras visitadas, no total. Não, o número não foi premeditado.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Em algum post futuro, darei mais algumas dicas para quem visita São Thomé das Letras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-6798039590487686475?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/6798039590487686475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=6798039590487686475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6798039590487686475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6798039590487686475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/05/cachoeiras-de-sao-thome-das-letras.html' title='Cachoeiras de São Thomé das Letras'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QiwWTl2L6Sg/Tb1xK-iB3JI/AAAAAAAAE_A/HCYEdcMVQ8Q/s72-c/SAM_2013.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-6879461130802800405</id><published>2011-05-02T22:43:00.000-03:00</published><updated>2011-05-02T22:43:25.778-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A sombra da cidade'/><title type='text'>Culpa da mulher</title><content type='html'>Minha primeira impressão de estar num samba do Adoniran surgiu no primeiro mês de trabalho, quando comecei a participar dos atendimentos em grupo a pessoas em situação de rua. Os grupos eram realizados por um assistente social, uma estagiária em assistência social e, a partir de novembro, também por mim, na qualidade de psicóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sinceramente divertido ouvir as histórias sobre a realidade das ruas, porque é um lugar pelo qual eu passo quase todos os dias e, mesmo assim, nunca tinha percebido a potencialidade que existe ali. Nas ruas é possível morar, o que inclui comer, dormir, fazer as necessidades fisiológicas, aprender, conversar, usar drogas, transar, fazer amigos, brigar, trabalhar, ter filhos, festejar e tudo o que se pode fazer entre quatro paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que aquelas pessoas não conseguiam era tomar banho e isso criava um efeito indesejável durante os atendimentos em grupo. Imagine colocar numa sala de, no máximo, uns 15 metros quadrados cerca de 6 ou 7 pessoas (às vezes, chegavam a 12!) que moram nas ruas e não tomam banho há semanas. Um cheiro de suor, urina, cachaça, cigarro e doença exalava das bocas e dos poros. Ligávamos o ventilador, que não ajudava muito, e procurávamos transferir a atenção do nariz para o ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, essas pessoas nem chegavam a aguardar na recepção, porque uma funcionária considerava que sentir esse cheiro não fazia parte de suas atribuições. Havia também uma ideia aqui e acolá de que não podemos misturar essa gente com outras gentes "de família". E de que eles mesmos poderiam se sentir constrangidos de aguardar atendimento junto a pessoas "normais". Alguns meses depois, houve um movimento em direção à inclusão e o acesso das pessoas em situação de rua passou a ser feito pela recepção. Sim, declaro aqui minha impressão, sem ironia: a assistência social em Valinhos está em constante construção e aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei tudo isso para contextualizar o a história que vou contar hoje, de um senhor que estava nas ruas há muitos anos e, durante um atendimento em grupo, resolveu contar como é que foi parar nessa situação. Olhando para mim, contou a desgraça de sua vida como quem conta um "causo" qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi assim, moça... eu morava numa casa, com minha mulher e meus filhos. Todo dia eu ia no bar, tomava uns goró, voltava pra casa e batia na minha mulher. Ela dizia: fica esperto, que um dia te ponho na rua! E no dia seguinte eu ia no bar, tomava uns gole, voltava e batia nela de novo. No dia seguinte ia no bar de novo, tomava umas pinga, voltava e batia nela. Foi assim todo dia, moça. Todo dia eu tomava umas e batia na minha mulher. Ela sempre dizia que ia me botar na rua, mas eu nunca acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então fez uma pausa, olhou para o outro lado, suspirou. Voltou a olhar para mim e completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas cê sabe, né...? Que em mulher a gente tem que acreditar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri. Estimulei-o a continuar a história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dia cheguei em casa e minhas malas tavam todas na rua. Parece que o Juiz falou que eu não podia mais voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: da noite para o dia, esse senhor passou de "pai de família" para "morador de rua", "mendigo", "indigente". E aí a gente vê como os rótulos são provisórios e imprecisos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-6879461130802800405?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/6879461130802800405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=6879461130802800405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6879461130802800405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6879461130802800405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/05/culpa-da-mulher.html' title='Culpa da mulher'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-5591729592013743561</id><published>2011-04-28T21:37:00.002-03:00</published><updated>2011-05-02T22:53:07.673-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A sombra da cidade'/><title type='text'>A sombra da cidade</title><content type='html'>O que você vê na foto abaixo?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-46DgW7pWPBM/Tbn4PffiS_I/AAAAAAAAE90/sKNeez5QMq4/s1600/Sombra.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-46DgW7pWPBM/Tbn4PffiS_I/AAAAAAAAE90/sKNeez5QMq4/s400/Sombra.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São camelos? Camelos pretos? Quase! As formas pretas que aparentam ser os camelos são, na verdade, as sombras deles. Os animais, em si, são os risquinhos brancos logo abaixo das sombras. A foto foi tirada ao entardecer, em um ângulo que permitiu essa bonita e esclarecedora confusão. Às vezes, a sombra permite que enxerguemos as formas de uma maneira mais próxima da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu soube que ia trabalhar na Prefeitura Municipal de Valinhos, tudo o que eu conhecia era o estereótipo que todos os campineiros têm do município vizinho: é uma cidade muito rica, com condomínios luxuosos, ótima qualidade de vida. Ideia essa baseada em fatos históricos... quando o povoado surgiu, era formado por fazendas de grandes barões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diz a&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valinhos"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;: "A fazenda Dois Córregos, hoje bairro Dois Córregos, pertenceu ao brigadeiro Luís António de Sousa Queirós, tido como o homem mais rico da capitania, que chegou a possuir, só em Campinas, dezesseis engenhos de açúcar, e ainda pertenceu a Joaquim Policarpo Aranha, barão de Itapura, também abastado fazendeiro em Campinas.". Foram personagens desse tipo que levaram a fama por terem fundado a cidade, e não os escravos que trabalharam nos gigantescos engenhos e que eram, de fato, a força motriz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito mais tarde, pessoas muito ricas de Campinas começaram a se mudar para a cidade vizinha, que além de muito próxima, era tida como mais tranquila, mais gostosa, mais próxima da natureza. Surgiram os condomínios luxuosos, as diversas chácaras e o valor da terra foi subindo a tal ponto, que não vi diferença entre o preço do aluguel em Valinhos e o preço do aluguel nas áreas próximas ao metrô de São Paulo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fama de cidade rica e com ótima qualidade de vida é tamanha, que quando digo que atendia em Valinhos pessoas muito pobres, os conhecidos me perguntam: "mas existem pobres em Valinhos?!". Quando digo que atendi pessoas em situação de rua, me perguntam: "mas existem mendigos em Valinhos?!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, e como existem! Tudo o que vi, no meu trabalho como psicóloga do&amp;nbsp;Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Valinhos foi a sombra da cidade, composta por pobreza, violência, pessoas em situação de rua e uma administração pública que, apesar de ter pessoas muito bem intencionadas, também tem outras que sofrem do ranço do provincianismo, como se tivessem estacionado na época dos barões de café.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isso eu constato, mas não me queixo: vivenciar a sombra da cidade me deu a oportunidade de ter uma overdose de realidade, que muitas vezes me tirou o sono e me tirou do sério, mas que certamente me deu inspiração para muitos anos de vida e de trabalho. Durante quase seis meses, vivi assim, como se estivesse dentro de um samba do Adoniran Barbosa (que, diga-se de passagem, nasceu em Valinhos!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carl Jung, fundador da psicologia analítica, dizia que todos nós temos uma sombra, que é aquele ponto cego de nós mesmos, a parte que não queremos enxergar, porque traz tudo aquilo que renegamos. Pegando emprestado um trechinho do site &lt;a href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=157&amp;amp;sec=53"&gt;Psiqweb&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa.".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Carl Gustav Jung, fundador da Psicologia Analítica&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6PmtwEsZJ1M/Tbn_FKkEHzI/AAAAAAAAE94/siPyviNxIN8/s1600/Jung.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-6PmtwEsZJ1M/Tbn_FKkEHzI/AAAAAAAAE94/siPyviNxIN8/s200/Jung.png" width="169" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ideia pode parecer difícil para os menos habituados aos conceitos da psicologia analítica, mas é mas simples do que se imagina. Imagine que você pega um objeto qualquer, digamos, um vaso. Imagine que liga uma lanterna e faz a luz incidir sobre ele. O que acontece? Um lado fica completamente iluminado, enquanto o outro fica no breu. Agora, imagine que a luz é a consciência e a escuridão é o desconhecido. É essa a metáfora que Jung usou ao se referir à sombra do ser humano. E acrescentou que o processo de tornar-se Si-Mesmo (ou seja, de tornar-se inteiro, consciente, verdadeiro) envolve conhecer e assimilar a própria sombra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, a&amp;nbsp;sombra, em si, não é ruim: ela pode conter características muito importantes, criativas, positivas. E mesmo o que há nela de realmente perigoso precisa ser conhecido, pois o que é melhor: ter o inimigo à sua frente, ou dar as costas a ele?! Cabe a nós, portanto, ter a coragem de olhar de frente para a nossa sombra. Essa costuma ser uma tarefa árdua, dolorosa, espinhosa, mas... falo por experiência própria: quando nos damos a chance de mirar a sombra, o mais comum é surgir o alívio e o pensamento de "ufa! então era isso... só isso!". Segue-se o sentimento gostoso de conciliação com nós mesmos, de acolhimento de uma parte que é bem nossa e que não precisa mais se esconder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem, normalmente se pensa na sombra individual, essa que cada indivíduo carrega consigo. No entanto, não é dessa que quero falar. Lance luz sobre uma coletividade de pessoas, tal como os cerca de 105 mil habitantes de Valinhos, e veja a sombra que se forma: a gigantesca sombra para a qual toda uma sociedade se recusa a olhar. Tem-se, então, a sombra coletiva. Recorro à frase de Aristóteles, que se tornou a máxima da psicologia da gestalt: "O todo é maior que a soma das partes", pois a sombra coletiva não me parece ser apenas uma somatória das sombras dos indivíduos e sim, um ente em si mesmo, capaz de influenciar e ser influenciado pelas sombras individuais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim como os indivíduos, a sociedade também reluta em enfrentar a própria sombra. Prefere olhar para o outro lado e levar a vida como se a metade escura do vaso não existisse, fazendo calar os poucos que se atrevem a falar sobre ela. Graças a essa negligência, há alguns (muitos, eu diria) que sucumbem à sombra, tornam-se prisioneiros dela. Estes são vistos como problemas, corpos estranhos que precisam ser expurgados em busca de uma sociedade perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando falo de Valinhos, falo da cidade que conheci de perto e que me ajudou a perceber coisas das quais eu não tinha clareza anteriormente. Mas o que vi lá, eu poderia ter visto em qualquer outro local que tenha uma alta concentração de seres humanos. E, por isso, as histórias que vivenciei, e que pretendo relatar, provavelmente farão sentido para quem as ler, esteja onde estiver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devo confessar que, conforme fui conversando com a sombra coletiva, fui me afeiçoando a ela. Sim, eu GOSTEI de mergulhar na sombra e, por isso, decidi escrever minhas experiências como psicóloga do CREAS de Valinhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos próximos posts, pretendo relatar fatos reais, embora com nomes fictícios e algumas possíveis alterações para preservar a identidade dos personagens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sombra coletiva, eu lhe empresto a minha voz!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-5591729592013743561?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/5591729592013743561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=5591729592013743561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5591729592013743561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5591729592013743561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/04/sombra-da-cidade.html' title='A sombra da cidade'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-46DgW7pWPBM/Tbn4PffiS_I/AAAAAAAAE90/sKNeez5QMq4/s72-c/Sombra.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-2554361719072834979</id><published>2011-04-19T22:09:00.001-03:00</published><updated>2011-04-19T22:10:42.051-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yoga'/><title type='text'>Outra despedida</title><content type='html'>- Durante a inspiração, estenda o braço lá no alto, fixando o olhar em um ponto à sua frente. O outro braço permanece flexionado, como se segurasse uma flecha que você pretende disparar em direção a um alvo. Agora sinta que há algo te puxando pelo braço, te puxando lá para cima, como se te arrastasse para o céu. Esse asana é o da conquista de objetivos. Qual é o objetivo do seu Eu interno? Aonde Ele quer que você vá? Deixe que te leve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que a professora de yoga silenciou, aquela estranha força me puxou para o alto, me arrebatou. "Essa força é real, não é só imaginação, eu a sinto...", pensei.&amp;nbsp;Algo dentro de mim se movimentou e diversas imagens vieram à minha mente, numa breve visão de um futuro distante, em que há alguma coisa muito importante a ser feita no meu mundo profissional, provavelmente em outra cidade, provavelmente uma decisão que vai afetar muita gente... Mas isso é depois, é muito distante no tempo e no espaço. O agora... Agora não é mais tempo de estar em Valinhos. É tempo de partir, de trilhar outros rumos, em que eu possa crescer a partir da experiência que tive até aqui. O que me segura onde estou? Sem dúvida, o apego, a dedicação a todas essas pessoas que, na sua simplicidade, me mostraram seu lado mais negro para que da lama eu pudesse ajudá-las a criar Homens e Mulheres. Mas já é hora de partir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, numa expiração bem forte, solte a flecha! Deixe que vá em direção ao seu alvo, ao seu objetivo, para o qual você está olhando agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus braços acompanharam a súbita e intensa expiração que lançou a flecha dos meus objetivos mais profundos ao desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro dias depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi! Estou te ligando pra avisar que saiu hoje sua nomeação no Diário Oficial! Você já vai poder vir trabalhar aqui na UFABC!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contive a euforia que me tomou naquele momento, para não chamar a atenção no ambiente de trabalho. Tudo o que eu queria era entrar na internet imediatamente e ver meu nome publicado no DOU. No fundo, por mais que a fonte da informação fosse absolutamente confiável, eu só acreditaria vendo. Mas o CREAS estava sem internet há alguns dias e sem previsão de voltar a conectar-se com a realidade virtual. Tive que esperar chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já sabe o que vai fazer lá? Em que área vai trabalhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, mas não preciso saber ainda... eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não está com medo? Muito ansiosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou. Mas eu vou, porque sei que é o caminho que preciso trilhar a partir daqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comunicado oficial ao CREAS ficou para o dia seguinte. E seguiu-se um período de muito trabalho, em que me esforcei por finalizar minha atuação nos casos mais complicados, passar informações para outros profissionais, escrever muitos, mas muitos relatórios para o Fórum e o Conselho Tutelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, eu avaliava os cinco meses de trabalho, lembrava de quão intenso foi tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhar com a violência da casa dos outros é trabalhar com a violência da nossa própria casa. É rever o nosso passado, mergulhar nos nossos sentimentos mais terríveis para que seja possível compreender os sentimentos do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No histórico da minha família, também existem episódios de violência física exagerada contra crianças, de dependência de álcool e outras drogas, de abuso sexual contra crianças e deficientes mentais. Felizmente, nada disso aconteceu diretamente comigo, mas está em algum lugar, no sangue, em alguma memória, em algum pedacinho de cromossomo que vem passando há tantas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que eu me envolvia tanto com as famílias que eu atendia, a ponto de sonhar que estava conversando com mães, ou escrevendo relatório para o Fórum, ou procurando tirar crianças de uma casa em que havia uma pedra verde feita de césio 137 dentro da televisão. Tratou-se de um trabalho externo que correspondia ao interno, uma limpeza a partir do contato intensivo com a sujeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso enquanto eu morava em minha cidade natal, tão perto da família como não ousei estar nos últimos sete anos! Observando os sentimentos de dez anos atrás voltarem à tona, como se eu desentupisse uma privada. Resistindo ao cansaço físico, mental e, sobretudo, emocional que me fez dormir por três dias seguidos, com breves interrupções para comer, tomar algo alcoólico (de preferência, bem forte) e, se possível, reclamar da vida para alguém que me tivesse feito sofrer anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando senti que voltei a estar numa relativa harmonia, sem rancores ou temores, separando o que é meu e o que é do outro... veio a força, a estranha força que me puxou pela mão, e para a qual eu me entreguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora relaxe, deixe a mente serena, apenas observe os pensamentos passando, como se fossem nuvens. E se entregue! Se entregue ao Eu Superior, deixe que Ele te leve para onde quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por este céu azulado da minha cabeça, passou uma nuvem vagarosa, dizendo assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem, pode me levar. Eu me entrego! Já chega! Eu me entrego! Me leve aonde eu preciso ir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-2554361719072834979?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/2554361719072834979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=2554361719072834979' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2554361719072834979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2554361719072834979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/04/outra-despedida.html' title='Outra despedida'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-3525094822331810928</id><published>2011-04-11T22:43:00.004-03:00</published><updated>2011-04-19T22:31:17.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yoga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Encontros e reencontros - Parte III</title><content type='html'>- Relaxe... mergulhe profundamente... a mente vai ficando serena, vai se concentrando no corpo, no agora, no presente... solte mais o corpo... respire... respire... a atenção está apenas no corpo, na respiração...&amp;nbsp;deixe a mente se aquietar... a mente não gosta de ser observada, ela sempre vai criar estratégias para escapar, mas vamos tentar manter a mente aqui, no corpo, porque mente, corpo e emoção são uma mesma coisa... respire... mergulhe mais ainda, vamos mais fundo... respire... solte o corpo... agora vamos deixar o Uno entrar, vamos nos tornar Um só com Ele... respire... se entregue...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixar Ele entrar? Tornar Um só com Ele? Tudo ia muito bem no relaxamento que encerra a aula de yoga, mas essa fala me perturbou. "Como é que posso deixar de lado a minha consciência, a minha individualidade, para me tornar o Todo?".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Relaxe bastante o corpo - disse eu. Relaxe tudo: pernas, braços, cabeça, pescoço, tórax, tudo... Se você estiver completamente relaxado, seu corpo vai flutuar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tentava ensinar um homem de cerca de 40 anos a boiar na piscina natural formada pela cachoeira, na &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/chapada-dos-guimaraes.html"&gt;Chapada dos Guimarães&lt;/a&gt;. Ele e a esposa não sabiam nadar e nem flutuar na água e ficavam observando as diversas cachoeiras de longe, enquanto eu sempre atravessava nadando e me metia debaixo da queda d'água.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Cachoeira na Chapada dos Guimarães&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eYZOCe_P8bE/TM8FLox7PZI/AAAAAAAABiY/BgAlHMpcNYE/s1600/SAM_0446.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-eYZOCe_P8bE/TM8FLox7PZI/AAAAAAAABiY/BgAlHMpcNYE/s320/SAM_0446.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem deitava na água completamente tenso, meio travado e, obviamente, começava a afundar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tá vendo? Não dá certo, não tem como...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É que você está tenso, precisa relaxar... precisa confiar na água, a água não vai te deixar afundar, vai fazer seu corpo subir. Se você relaxar completamente, seu corpo vai flutuar... Confie na água! Confie que ela vai te sustentar! Se solte... se entregue...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não adiantou nada, o homem continuava tenso, musculatura rígida e o corpo afundava, deixando-o ainda mais desesperado e diminuindo cada vez mais as chances de que ele descobrisse a delícia de deixar a água conduzir o corpo completamente relaxado...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Relaxe o corpo, filha... se você ficar tensa, afunda... confie no papai, o papai está te segurando...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu pai tentava me ensinar a boiar na água do mar, lá na praia do Lázaro, em &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/09/ubatuba.html"&gt;Ubatuba&lt;/a&gt;. Me pegava no colo, deitada, estendia os braços por baixo do meu corpo e dizia para eu relaxar. Então ia tirando os braços de levinho para que eu flutuasse na água salgada, mas nesse momento eu me tornava rígida, afundava e ia parar novamente nos braços dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Relaxe... solte o corpo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou relaxando, pai...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tem que relaxar mais, você ainda está muito dura, assim afunda mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu, com todos aqueles medos infantis dentro do corpinho de criança pequena, confiava no papai, mas não na água. Essa água mole não me sustenta. Se eu me soltar, afundo. E ponto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi em um certo local da&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/montanha-machu-picchu.html"&gt;Montanha Machu Picchu&lt;/a&gt;&amp;nbsp;que, de repente, eu estava muito consciente do meu corpo e da minha respiração e fui mergulhando lá no fundo, cada vez mais fundo, sem deixar a mente mentir para mim. Fui me embrenhando no centro de mim mesma e percebendo que era o mesmo que ir entrando na Montanha. Sim, eu era a Montanha, era aquelas pedras, aquelas árvores, eu era os pássaros, eu era a água, era as nuvens, era os sons... Eu era o Todo, estava completamente entregue, ou pelo menos pensava assim, quando Algo me perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você quer...?&amp;nbsp;Você se entrega...?&amp;nbsp;Está pronta para ser o Todo? Abdica de sua própria consciência individual para ser o Coletivo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não... eu não quero... eu gosto demais da minha consciência individual, quero continuar sendo eu mesma...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem... voltarei a te fazer essa pergunta mais tarde...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...respire... mergulhe mais ainda, vamos mais fundo... respire...&amp;nbsp;solte o corpo...&amp;nbsp;agora vamos deixar o Uno entrar, vamos nos tornar Um só com Ele... respire... se entregue...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A entrega exige confiança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixar de lado a mente individual e dar espaço ao Todo é dar um passo no escuro. É me soltar na água mole, tendo a plena confiança de que serei sustentada. É soltar o corpo tendo a certeza de que braços invisíveis me amparam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi assim na viagem, &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/search/label/De%20Roncador%20a%20Machu%20Picchu"&gt;De Roncador a Machu Picchu&lt;/a&gt;. É assim na minha vida, cada vez que me solto e deixo que as águas me levem para onde devo ir... O segredo é a entrega: relaxar corpo, mente e emoções e simplesmente sentir o embalo das ondas e da correnteza que suavemente nos carregam, ainda que não saibamos para onde. Quanto mais tensão, mais afundamos. De nada adianta o controle ilusório da mente sobre o corpo: é preciso relaxar para que possa emergir a Unidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A entrega é sempre um exercício de flutuar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Gate gate paragate parasamgate bodhi svaha!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-3525094822331810928?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/3525094822331810928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=3525094822331810928' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3525094822331810928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3525094822331810928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/04/encontros-e-desencontros-parte-iii.html' title='Encontros e reencontros - Parte III'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eYZOCe_P8bE/TM8FLox7PZI/AAAAAAAABiY/BgAlHMpcNYE/s72-c/SAM_0446.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-6348500612552682036</id><published>2011-02-13T17:43:00.000-02:00</published><updated>2011-02-13T17:43:56.209-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roncador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Feira livre... demais!</title><content type='html'>Desde pequena tenho paixão pelas feiras livres, dessas que ficam no  meio da rua e vendem vegetais em geral, além de roupas, papel de carta,  canetas, utensílios domésticos e o maravilhoso pastel. Quando comecei a  trabalhar na Vila Clementino, em São Paulo, troquei o almoço de muitas  quintas-feiras por um pastel de feira bem grande e recheado, o que  certamente faria os médicos me darem cartão amarelo, se um dia soubessem  desse meu hábito. Além do pastel, em si, havia o atrativo de andar  entre as bancas, comprar umas frutas fresquinhas, temperos a granel,  bolachinhas de nata com goiabada, pechinchando tudo. Nunca podia faltar  uma dúzia de umas 14 bananas para a semana. Eu me divertia com os gritos  dos feirantes: "mamão, olha o mamão, mamão pra comer com pão, é barato  porque dá no mato!". "Olha a melancia, melancia, moça bonita não paga,  mas também não leva!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Aracy, Feira livre&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XEjQWguhegM/TVgyuxUBsDI/AAAAAAAAEAU/UT0sbrNJmSs/s1600/Feira+livre.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://1.bp.blogspot.com/-XEjQWguhegM/TVgyuxUBsDI/AAAAAAAAEAU/UT0sbrNJmSs/s400/Feira+livre.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dia o Kassab, prefeito que nasceu com vocação especial para síndico de prédio e  administra, atualmente, o gigantesco condomínio de São Paulo, resolveu  botar ordem nas feiras, apoiado pela câmara de vereadores. Agora não se  pode mais gritar, as bananas têm que ser vendidas por peso e não por dúzia, e as feiras  têm horário para terminar: tudo limpo, impreterivelmente, às 13h. Tive o  prazer de ouvir, na semana seguinte à lei de proibição aos gritos dos  feirantes, um rapaz berrar: "Olha a goiaba! Goiaba, 5 por 2! O Kassab  não deixa eu gritar, mas eu grito assim mesmo!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu conhecia muito bem as feiras de São Paulo e as  de Campinas, que são muito parecidas com as paulistanas. Mas é preciso  lembrar que as feiras livres acabam assumindo as características do  local onde se encontram, com disponibilidade maior dos produtos  regionais. Foi uma percepção imediata, assim que entrei no Mato Grosso,  em minha primeira noite de viagem, quando eu caminhava de Aragarças a  Barra do Garças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem em frente a uma igreja, próxima à  Praça da Maçonaria, havia uma aglomeração de gente e eu, muito curiosa,  fui ver o que era. Sorri sozinha quando percebi que se tratava de uma  feira livre. Muito interessante: a feira era noturna, ao contrário de  todas as que conheço no estado de São Paulo. O que, convenhamos, faz  sentido: além de ser um período em que o trânsito é menos intenso,  ainda evita o sol, que na região do Mato Grosso é de queimar! As pessoas  que estavam lá não pareciam estar apenas providenciando a subsistência da família: a  feira era um ponto de encontro. Grupos de amigos formavam rodinhas, com  latas de cerveja na mão. Meninas arrumadas passeavam trocando olhares  com os rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, levei um susto: um homem  passou ao meu lado segurando duas galinhas mortas, penduradas de  ponta-cabeça, pelos pés. Outro passou com uma galinha viva no colo. Logo  vi uma barraca de feira com diversas galinhas cacarejantes em gaiolas. Ao contrário das  barracas de aves de São Paulo, com balcão resfriado em que só vemos o frango já  morto, depenado e em pedaços, de forma que nem nos lembramos que já  foi um ser vivo, na feira de Aragarças as galinhas são "de verdade".  Havia tanta fruta que eu não conhecia que passei um tempo pegando-as nas  mãos, apertando, cheirando e, consquentemente, provocando olhares curiosos dos vendedores e  clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não eram só produtos alimentícios que  eram vendidos naquela feira: havia também barracas com jogos. Uma delas  me chamou a atenção: uma roleta com logotipos de times de futebol e  notas de dinheiro em volta. Fiquei observando de longe, enquanto dois  meninos que deviam ter entre 10 e 12 anos apostavam. Tentei entender as  regras do jogo, mas não consegui. Só fiquei pensando como é que em uma  feira no meio da cidade, aos olhos de todos e em frente a uma igreja,  poderia haver um jogo de azar envolvendo dinheiro e crianças. Mas para  aquela gente, parecia natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sabendo que a  feira, no dia seguinte, iria para Aragarças e, no outro dia, para Pontal  do Araguaia. Se eu tivesse ficado mais tempo em Barra do Garças,  provavelmente teria ido procurá-la novamente. É em espaços assim que se  entende uma cultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-6348500612552682036?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/6348500612552682036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=6348500612552682036' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6348500612552682036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6348500612552682036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/02/feira-livre-demais.html' title='Feira livre... demais!'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XEjQWguhegM/TVgyuxUBsDI/AAAAAAAAEAU/UT0sbrNJmSs/s72-c/Feira+livre.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-2899052662432053608</id><published>2011-01-29T21:39:00.002-02:00</published><updated>2011-01-29T21:53:16.958-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Encontros e reencontros - Parte II</title><content type='html'>&lt;i&gt;O auto-conhecimento, muitas vezes, vem de fora para dentro. Algumas conversas com pessoas que passaram brevemente por minha vida e por minha viagem fizeram com que eu me entendesse um pouco mais...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ¿Tienes frio?&lt;br /&gt;- No, no te preocupes.&lt;br /&gt;- Estás helada.&lt;br /&gt;- Sí, pero no tengo frio.&lt;br /&gt;- ¿Has traído un abrigo?&lt;br /&gt;- No, no es necesario. No tengo frio.&lt;br /&gt;- Coge mi abrigo, por favor.&lt;br /&gt;- No, gracias, no es necesario.&lt;br /&gt;- Coge mi abrigo, tus brazos están fríos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele colocou a jaqueta sobre minhas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se no te cuidan, no te cuidas. Ya lo he percebido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É a pura verdade... e nos conhecemos hoje, como foi que ele descobriu tão rápido?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao albergue em&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cuyaba.html"&gt;Cuiabá&lt;/a&gt; morrendo de fome, cerca de 21h. Nenhum restaurante ou lanchonete num raio de cinco quadras, mas disseram-me que havia um carrinho de espetinhos muito bom numa esquina ali perto. E enquanto as duas moças simpáticas assavam meu espetinho na churrasqueira e me preparavam um prato com salada, farofa, vinagrete e mandioca cozida como acompanhamento, contei a elas sobre meu percurso de viagem e a árdua tentativa de entrar na Bolívia por &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/san-matias-parte-i.html"&gt;San Matias&lt;/a&gt;, que acabou me levando a voltar a Cuiabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então você está viajando há mais de uma semana sozinha?&lt;br /&gt;- Sim, estou andando por aí há pouco mais de uma semana.&lt;br /&gt;- Mas e o namorado?&lt;br /&gt;- Ah, ... bom, não tem não...&lt;br /&gt;- Mas não tinha nenhuma amiga pra vir com você?&lt;br /&gt;- Estamos em outubro... todo mundo estudando ou trabalhando...&lt;br /&gt;- Nossa... eu queria ter sua coragem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me despedi das moças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando voltar a Cuiabá, passe aqui pra comer com a gente de novo. É legal conversar com você! Você tem um monte de experiências de vida...&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um monte de experiências de vida... nunca alguém me disse isso.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui caminhando pensativa, quando ouvi atrás de mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá vai Gabi, a corajosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Acontece que, cerca de seis meses antes de ouvir uma quase-desconhecida me chamar de corajosa, ...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Amigo:&lt;/b&gt; "Coragem" foi a palavra que escolhi pra me definir.. rss&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu:&lt;/b&gt; eu sei, hahahaha&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Amigo:&lt;/b&gt; Coragem eu tenho.. rss. eu não tenho é sorte! ahahha&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu:&lt;/b&gt; sorte eu tenho, rs...&amp;nbsp; coragem, em poucas situações... cancerianos são medrosos por natureza&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Amigo:&lt;/b&gt; dizem que medo e coragem andam lado a lado.. rss tomam café da manhã juntos.. trocam olhares... passeiam e cantam lado a lado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastei-me do carrinho de espetinhos a passos ligeiros, de paulistana com pressa. Queria chegar logo ao albergue, pois estava cansada e não sabia se as ruas escuras daquela região de Cuiabá poderiam ser consideradas seguras. Alguns metros depois, passei por um ponto de ônibus, sem olhar para os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você caminha bem, hein, moça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei na direção desse chamado. Era um homem sentado no banco da parada de ônibus, sorrindo. Ele não tinha as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Acontece que, anos antes, eu sonhei...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma prova da disciplina Comportamento Animal em que os alunos precisavam subir uma montanha. Eu era monitora da disciplina e, por isso, fui acompanhando. Logo ultrapassei todos eles e segui na frente. Vi que alguns ficavam para trás, caíam, se machucavam. Alguns poucos chegaram ao final do trajeto, já cansados, com as roupas rasgadas. Eu estava lá, tranquila, sentindo-me com todo o vigor que havia em mim desde o início da subida. E não entendi o porquê, já que, mesmo sendo monitora, eu nunca tinha subido aquela montanha ou feito qualquer outra atividade que me garantisse algum condicionamento físico ou habilidade especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da trilha, havia uma fenda e era necessário pular para o outro lado, para a outra montanha. Havia um senhor que admiro bastante parado ali, de braços cruzados, aguardando. Os alunos perguntaram: "nós precisamos mesmo pular?" Ele disse: "Vocês é que sabem. Por terem chegado até aqui, já garantiram nota sete, que é o mínimo para passar. Se quiserem chegar à nota dez, precisarão arriscar. Mas sabem que é perigoso, então é por sua conta e risco. Não posso decidir por vocês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos desistiram, resolveram voltar. Perguntei: "E eu, posso pular?". Ele disse, com a mesma serenidade e sorriso irônico: "A resposta que dei a eles vale para você, com exceção de que você nem sequer precisa ou quer nota alguma. Você já passou por esta matéria.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulei. Já do outro lado, sem um arranhão, fiquei feliz e gritei: CONSEGUI! E aquele senhor, que guadava a fenda da montanha, me disse: "Eu sabia que você conseguiria! Você, em outras vidas, foi Aquela que Percorre Caminhos. Você sabe como percorrer um caminho.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O sonho de repente voltou à minha mente, quando ouvi o inesperado comentário do deficiente físico que eu não conhecia:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Você caminha bem, hein, moça!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sim, parece que reaprendi a caminhar. &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-2899052662432053608?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/2899052662432053608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=2899052662432053608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2899052662432053608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2899052662432053608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/01/encontros-e-reencontros-parte-ii.html' title='Encontros e reencontros - Parte II'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-2309712122651488534</id><published>2011-01-27T23:31:00.001-02:00</published><updated>2011-01-27T23:35:27.128-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagens curtas'/><title type='text'>Foi bom paramim</title><content type='html'>As melhores viagens são as de improviso: gosto dos planos frouxos, com espaço para me esticar. Logo que descobri que teríamos um feriado prolongado em Valinhos, graças ao padroeiro São Sebastião e à festa do figo, comecei a escolher uma cidade para visitar. Pensei em muitas ideias, de interior de Minas a litoral de São Paulo e por alguns dias acreditei que iria para Ilha Comprida com a amiga Lia. Mas de última hora, Lia não pôde ir e a escolha seguinte foi Paraty. De repente, eu e meu irmão Samuel - sobrevivente de uma maratona de vestibulares - reservamos hotel e consultamos mapas e GPS para organizarmos nossa viagem em poucas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nada como um vestido florido e uma cidade a conhecer...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIXJbr4KhI/AAAAAAAADwc/69HpwFFY6sI/s1600/SAM_1759.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIXJbr4KhI/AAAAAAAADwc/69HpwFFY6sI/s400/SAM_1759.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira alegria foi encontrar o restaurante de beira de estrada Vaca Preta, que fica no comecinho da Tamoios (ou finalzinho, para quem vem de Paraty a São Paulo). Era o lugar onde sempre parávamos para comer quando íamos a Ubatuba com a família. Lá tem lanches grandões, banheiros razoavelmente limpos e uma vaca preta com certificado de vacinação, num cercado, onde se pode tomar leite tirado na hora. Durante a viagem, estávamos imaginando se o Vaca Preta ainda existia ou se havia virado um posto com sobrenome Graal, quem sabe com o nome Profissional do Sexo Afrodescendente, para ser mais politicamente correto do que Vaca Preta. E a vaca, quem sabe seria de plástico, uma teta jorrando capuccino, outra iogurte, outra leite com nescau, outra milk shake. Mas o Vaca Preta continua no mesmo lugar, o mesmo de sempre, a vaca ainda de carne e osso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Samuel nos revezamos na direção e estreamos o nosso novo GPS. Um  pouco além de Ubatuba, o  bichinho começou a endoidar. Achou que  estávamos saindo da pista e,  quando chegamos a Paraty... a telinha  indicou que caímos no mar! Eu sempre soube que Samuel  era um péssimo  motorista rsrsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Homem ao mar!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIW_Ifhe7I/AAAAAAAADwE/wglK0oXz7Lk/s1600/SAM_1756.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIW_Ifhe7I/AAAAAAAADwE/wglK0oXz7Lk/s400/SAM_1756.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos no Historic Centre Hostel, num quarto coletivo para 12 pessoas, no sótão (calooor!), com um único banheiro, que era lavado apenas uma vez ao dia. A vantagem, além do preço, eram as pessoas legais que ficavam por lá. Hóspedes de vários países. Funcionários que passavam o dia sentados na sala, sem camisa, tomando cerveja com os hóspedes. Pessoas extravagantes e aleatórias que apareciam por lá do nada para bater um papinho, apesar de não estarem hospedadas no albergue, como a mulher que, uma noite, chegou falando inglês conosco e, após descobrir que éramos brasileiros, falou: "Ai, que chiquérrimo, nunca esperei encontrar alguém do Brasil aqui!". Na noite seguinte ela chegou chapada e, após falar sobre astrologia e cartas, perguntou se a gente tinha um béqui pra arrumar pra ela. "Perguntar não ofende", completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Béqui a gente não curte, mas álcool de vez em quando vai bem. Todas as noites saíamos pelo centro histórico para pegar ar fresco, olhar as lojas de artesanatos, ouvir Bossa Nova (que sempre tocava em algum bar ou restaurante), sentar numa mesinha ao ar livre e tomar cerveja. Experimentamos também a cachaça Gabriela, minha xará, que é curtida com cravo, canela, gengibre e mel. Muito doce e saborosa. Também tomamos capirinha de açaí e cachaça com pimenta: misturas exóticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os barcos &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIXV0RJSfI/AAAAAAAADw0/5n90MR93TnI/s1600/SAM_1762.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIXV0RJSfI/AAAAAAAADw0/5n90MR93TnI/s400/SAM_1762.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos um passeio de escuna de oito horas, parando para nadar na Ilha dos Cocos, Mangaguá e Praia Natural. Quando comprei o passeio, haviam me dito que o barco pararia em Paraty Mirim, mas a informação estava errada. Se por um lado fiquei desapontada por não conhecer essa praia, por outro arranjei mais um motivo para voltar a Paraty. As três paradas eram muito boas para nadar. A água era tão cristalina que eu conseguia enxergar o fundo, mesmo em regiões com dez metros de profundidade. Na Praia Natural, nadei junto a um cardume de peixinhos listrados que estavam felizes comendo pedaços de frutas que as pessoas atiravam do barco. Logo que saímos do local, cruzamos com dois golfinhos que iam na direção dos peixes, provavelmente querendo comer aqueles que comeram as frutas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Peixinhos listrados&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIZUNSgCXI/AAAAAAAAD1s/ipCEjFUaQdc/s1600/SAM_1797.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIZUNSgCXI/AAAAAAAAD1s/ipCEjFUaQdc/s400/SAM_1797.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também passeamos de jipe pelas cachoeiras e alambiques de Paraty. Lugares muito bonitos, uma pena que estivessem sempre cheios de gente e que a excursão tenha passado por eles com bastante pressa. Mas deu para sentir a pressão da água gelada nas costas, levando embora as preocupações e ziqueziras, deixando-me renovada para mais algumas semanas de trabalho no CREAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lugar, em especial, merece ser mencionado: Cachoeira do Tobogã. Uma pedra enorme e lisa, com uma leve inclinação, que funciona como um escorregador natural. Os turistas e criancinhas escorregam sentados, mas há profissionais de Surf na Pedra que descem de pé, fazendo acrobacias. Vi moleques descerem de costas, dando rodopios, usando as imperfeições do declive para saltar, em altas exibições arriscadas de habilidade e equilíbrio. Desci duas vezes, sentada, é claro. Perguntei ao Samuel se ele não iria, e ele disse que não era doido. Por inferência, confirmei mais uma vez que ele me acha doida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-6ef2eed0e8188011" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6ef2eed0e8188011%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331944940%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D72ED486DCA94EB40FE06EE9DB578E5369D270904.54B06A1983F12E52B136FFC2307D159739E45669%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6ef2eed0e8188011%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Df1t8l9o-cyHiXVbPfnxE74Vj2Vk&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6ef2eed0e8188011%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331944940%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D72ED486DCA94EB40FE06EE9DB578E5369D270904.54B06A1983F12E52B136FFC2307D159739E45669%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6ef2eed0e8188011%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Df1t8l9o-cyHiXVbPfnxE74Vj2Vk&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo saímos logo depois do café da manhã e fomos a Trindade, uma praia que fica a uns 20 minutos de Paraty, já a caminho de Ubatuba. Muito limpa e não muito lotada, a praia tinha um mar bravo no qual não ousei entrar. No entanto, as psicinas naturais formadas por um rio que desemboca no local são maravilhosas para refrescar. Andamos bastante até a ponta da praia, já povoada por bares e guarda-sóis. Voltamos às piscinas naturais e, então, escorreguei e bati meu pé numa pedra, com tanta força que fiquei até sem ar. Deixei o pé por alguns minutos dentro da água gelada do rio, tentando evitar inchaço. Voltei mancando para o bar, perto de onde paramos nosso carro. Enquanto comíamos uma grande e deliciosa porção de camarões, eu gelava o pé com a latinha de Coca-Cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Trindade&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIbvqub_mI/AAAAAAAAD6k/EYQ3nTWb0sA/s1600/SAM_1862.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIbvqub_mI/AAAAAAAAD6k/EYQ3nTWb0sA/s400/SAM_1862.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, Samuel precisou dirigir o caminho todo: eu não estava em condições de pisar na embreagem. Dia seguinte, pé ainda inchado e dolorido, fui tirar raio X. Felizmente, não era fratura, mas foi preciso passar um dia todo de molho. O feriado prolongou-se mais um pouco e pude dar um gás na pesquisa de doutorado, enquanto mantinha meu pé para cima com a ajuda de um banquinho e passava óleo de andiroba com cravo de tempos em tempos para controlar a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda voltarei a Paraty com mais tempo, porque vale a pena. Em alguns poucos quilômetros, a cidade reúne cultura, história e áreas de preservação ambiental, tornando-se um destino bastante acolhedor para as minhas necessidades de viajante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-2309712122651488534?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/2309712122651488534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=2309712122651488534' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2309712122651488534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2309712122651488534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/01/foi-bom-paramim.html' title='Foi bom paramim'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TUIXJbr4KhI/AAAAAAAADwc/69HpwFFY6sI/s72-c/SAM_1759.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-1728345744034007163</id><published>2011-01-13T19:08:00.000-02:00</published><updated>2011-01-13T19:08:00.093-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><title type='text'>Crematório</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Eu deveria estar finalizando o relatório da CAPES, mas enquanto não despejar o sonho em algum lugar, não funciono...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TS9pFfZmwkI/AAAAAAAADt8/FQdEqPeeouI/s1600/fogo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TS9pFfZmwkI/AAAAAAAADt8/FQdEqPeeouI/s400/fogo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o coração acelerado, eu entrava na escola em que cursei o Ensino Médio. O prédio estava um pouco mudado... parecia mais um shopping. Adolescentes andavam juntas, usando uniforme: bermuda verde e camiseta amarela. Estranhei... no meu tempo não se usava uniforme neste colégio. Mas logo percebi que, na verdade, era o figurino característico de um time de futebol de salão. Dei risada, lembrando do quanto eu odiava as aulas de educação física e qualquer coisa que remetesse a esportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia entrado naquela escola muitas vezes como aluna, mas era a primeira vez que entrava como profissional. Um porteiro cochichou comigo, explicando que havia uma audiência numa sala de aula do terceiro andar. Três famílias estavam sendo processadas, "e todos sabem que são inocentes, mas como tem muito filhadaputa no mundo, resolveram meter processo...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi para acompanhar. Em uma sala de aula, as famílias se reuniam com profissionais do Fórum. Bem no centro da outra, havia uma estante cheia de livros e três homens, um negro e dois brancos, colocavam sobre ela mais alguns volumes. Uma moça surgiu na sala, retirando do corpo as jóias de ouro: "tomem, preciso entregar isto também". Tratava-se da execução da sentença, apreendendo objetos das famílias acusadas. As jóias seriam recolhidas e devolvidas ao final do julgamento, em caso de absolvição, mas os livros seriam queimados ainda naquela tarde. A jovem que entregava as jóias parecia ter cerca de 18 anos, era alta, meio cheinha, cabelos pretos cacheados, bonita. Eu sabia que ela se chamava Bruna. O senhor que recebeu as jóias sussurou: "você não deveria me entregar, não precisava... poderíamos fingir que já está tudo aqui.". Mas ela disse: "Não importa, quero fazer tudo dentro da lei. Vou reaver as jóias quando terminar o processo e provarmos que somos inocentes". O homem prendeu colares e pulseiras num tubo, de forma que os fechos engancharam lá dentro, mas os pingentes ficaram pendurados para fora. Pendurou o tubo num gancho de parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, começou uma cerimônia. Dois homens e uma moça acomodavam os livros na estante, derrubando-os para que ficassem na posição horizontal, preparando-os para serem queimados. Trechos de música soavam e, em seguida, eles derrubavam mais uma parte dos livros. Isso aconteceu três vezes. Uma das músicas me tocou profundamente e fiquei me contendo para não chorar. Então, o homem negro que fazia o papel de carrasco dos livros me abraçou, em prantos. Compreendi que a música havia tocado a ele também, e lembrei que isso acontecia por causa de uma conversa que tivemos dias antes... Mas as pessoas não sabiam dessa conversa, não sabiam sequer que eu conhecia aquele homem e olhavam para a gente com olhares curiosos e, talvez, um pouco recriminatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele me soltou, jogou álcool sobre os livros e pegou uma caixa de fósforos. Senti que era tudo muito absurdo, uma condenação sem julgamento, a execução de uma sentença irretornável sem que as famílias tivessem tido oportunidade de defesa. E queimar livros me parecia ainda mais absurdo, como é que se queima o conhecimento assim, sem mais nem menos? Como se eu estivesse assistindo a um filme, pensei com todas as forças: "Não é possível... não vai terminar assim... alguma coisa tem que acontecer! vai acontecer alguma coisa... por favor, alguma coisa..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salva pelo despertador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-1728345744034007163?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/1728345744034007163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=1728345744034007163' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1728345744034007163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1728345744034007163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/01/crematorio.html' title='Crematório'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TS9pFfZmwkI/AAAAAAAADt8/FQdEqPeeouI/s72-c/fogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-8186217209813615879</id><published>2011-01-06T21:12:00.002-02:00</published><updated>2011-01-07T09:08:42.188-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagens curtas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campinas'/><title type='text'>Duas pequenas colisões e um grande contraste de Caráter</title><content type='html'>Valinhos, 28 de dezembro de 2010. Tocou o telefone do CREAS, era meu irmão: "Gabi, estou ligando para avisar que o vô faleceu hoje cedo". Resolvi ir à casa de minha avó, abraçá-la e ficar com a família. Alguém ainda me perguntou: "Você está bem para dirigir? Quer que alguém te leve?". Ainda não consegui melhorar o radar para avaliar a dimensão dos meus sentimentos em situações extremas. Acreditei que estava bem e dispensei o auxílio. Quando dei ré no carro, para sair do estacionamento, ouvi um barulho de colisão: bati num carro estacionado atrás do meu, que eu simplesmente não tinha visto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSZLZHy_sxI/AAAAAAAADto/XTIz2fcdWnU/s1600/Carrinho+amassado.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSZLZHy_sxI/AAAAAAAADto/XTIz2fcdWnU/s1600/Carrinho+amassado.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ainda meio passada, pedi para chamarem a dona do veículo, que estava sendo atendida no Plantão Social. Quando ela viu o próprio carro naquela situação, desesperou-se, gritou, quase chorou, dizendo que havia comprado o veículo há menos de um mês. Procurei acalmá-la e garanti que eu pagaria o prejuízo. Pedi para ela tirar o carro dali, pois na posição em que estavam, se eu tirasse o meu primeiro, o estrago seria maior. Foi então que constatei que os danos haviam sido pequenos, principalmente para ela: apenas uma pequena rachadura no parachoque. Reforcei que pagaria o prejuízo e a moça sorriu: "Ah, não, isso já estava assim quando comprei!". Fiquei sinceramente feliz por perceber a honestidade da moça, e ela por descobrir que nada havia acontecido ao seu carro recém-comprado. Inesperadamente, abraçou-me e pediu desculpas, ao mesmo tempo em que eu me desculpava novamente. Alguns colegas de trabalho lhe disseram que eu estava meio nervosa pelo falecimento de meu avô e ela, compreensivamente, falou: "sei bem como é, perdi meu pai há menos de um mês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sempre topamos com pessoas honestas por aí. Hoje voltei de Valinhos para Campinas, bem devagar, devido à chuva. Quando cheguei no final da Rodovia Magalhães Teixeira, naquele ponto em que a pista se estreita para pegar a D. Pedro I, havia um pequeno congestionamento, que me obrigou a parar o carro. Percebi o perigo da situação e liguei o pisca alerta. Atrás de mim, vinha um carro desses bem chiques e poderosos, que estava distante e certamente teria tempo de parar, mas em vez disso acelerou. Vi pelo retrovisor quando deu uma guinada brusca para a esquerda, tentando desviar, e senti um impulso forte quando a frente do carro dele pegou, de lado, a traseira do meu. Uma peça voou longe, felizmente era do carro dele. Em seguida, simplesmente acelerou, correndo pelas faixas brancas que indicavam o estreitamento de pista e fugiu. Anotei a placa e vim muito nervosa para a casa da minha mãe, com as pernas tremendo e a boca seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando aqui, eu estava realmente muito nervosa, ou, para usar uma expressão melhor, puta da vida. O prejuízo material certamente foi pequeno: um leve amassado, uns arranhões na pintura. O que me revoltou foi a falta de consideração do motorista, que fugiu sem dar nenhuma satisfação. Decidi registrar boletim de ocorrência e fazê-lo pagar, não por precisar do dinheiro, mas para que pelo menos assumisse a responsabilidade pelos seus atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na internet e encontrei uma informação interessante: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/carros/ultnot/2005/09/09/ult634u1760.jhtm"&gt;Saiba onde fazer o boletim de ocorrência on line em caso de acidentes de trânsito&lt;/a&gt;. De acordo com essa notícia da Uol, no estado de São Paulo, é possível fazer o BO no &lt;a href="http://www.polmil.sp.gov.br/unidades/cprv/aviso.asp"&gt;site da Polícia Militar&lt;/a&gt;, em caso de acidente de trânsito sem vítima. Entrei lá. Se alguém entender como funciona essa droga, me avisa. O formulário pede o número do boletim, que obviamente não tenho, entendo que deveria ser gerado pelo próprio sistema. Não tem campos para eu preencher os dados do outro veículo, nem para descrever como foi o acidente. E também não achei nenhuma página de Ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi ir pessoalmente fazer o BO, mas quando telefonei na PM para perguntar aonde deveria ir, descobri que o posto de atendimento fica a 14 Km de minha casa. Decidi averiguar se valeria a pena sair daqui com chuva para fazer isso. Então percebi, por diversos sites e fóruns, que não basta ter a placa do carro: preciso também provar que foi esse veículo que colidiu com o meu. No meu caso, não há testemunhas. Então imaginei que eu poderia usar as imagens das &lt;a href="http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&amp;amp;SecaoID=508074&amp;amp;SubsecaoID=609211&amp;amp;Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&amp;amp;ID=515003&amp;amp;Titulo=C%E2meras%20nas%20rodovias%20do%20Corredor%20D.%20Pedro"&gt;Câmeras nas rodovias do Corredor D. Pedro&lt;/a&gt; para essa finalidade. Telefonei na &lt;a href="http://www.rotadasbandeiras.com.br/home/"&gt;Rota das Bandeiras&lt;/a&gt; para checar e fui informada de que eles só poderiam ceder as imagens mediante ordem judicial, e isso caso a colisão tenha sido realmente filmada, pois nem todos os trechos da estrada são monitorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, o procedimento envolveria: 1. Fazer boletim de ocorrência do outro lado da cidade; 2. Abrir processo no Pequenas Causas, pagando advogado; 3. Torcer para que a Justiça tivesse a competência de pedir as imagens para a Rota das Bandeiras, bem como para que as imagens estivessem disponíveis; 4. Comparecer às audiências, encarar os diversos trâmites, para ver se o proprietário do veículo resolve pagar o prejuízo e/ou se o juiz considera que ele deve pagar, porque quando o proprietário não tem muito dinheiro, o juiz meio que deixa para lá. Claro que esse processo todo levaria alguns anos, muita energia e dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: já estou pensando como as diversas pessoas do &lt;a href="http://forum.carrosderua.com.br/index.php?showtopic=125567"&gt;Fórum&lt;/a&gt; que encontrei via Google, que sugerem que a solução para batidas pequenas em que o responsável foge é pagar do próprio bolso o prejuízo e ficar quieto, ou quem sabe descobrir o endereço do cara e enchê-lo de porrada. Sim, porque o sistema judiciário favoresce o comportamento de bater e depois fugir sem pagar e pune o comportamento do cidadão que exige seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que um dia mais pessoas tenham o Caráter da usuária do CREAS, a honestidade de assumir o que é sua responsabilidade e o que é a do outro, para que as coisas possam ser resolvidas na base do abraço e da compreensão... Ah, e dizem por aí que essa mulher é doida! Fico feliz de ser doida como ela...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-8186217209813615879?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/8186217209813615879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=8186217209813615879' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8186217209813615879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8186217209813615879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/01/duas-pequenas-colizoes-e-um-grande.html' title='Duas pequenas colisões e um grande contraste de Caráter'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSZLZHy_sxI/AAAAAAAADto/XTIz2fcdWnU/s72-c/Carrinho+amassado.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-1335377673240443511</id><published>2011-01-06T00:19:00.003-02:00</published><updated>2011-06-06T22:31:05.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santo André'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagens curtas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paranapiacaba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><title type='text'>Paranapiacaba</title><content type='html'>A viagem estava programada desde novembro. De repente, percebi que as  festas de final de ano poderiam fazer sentido se fossem tratadas como um  simples feriado em que se pode passear por aí... Mas o contexto em  que viajei foi inesperado: meu avô faleceu na terça-feira, dia 28. Como funcionária pública, tive direito a três dias de folga. Após estar com a família e participar de todo o ritual fúnebre, segui meu rumo. A partida do meu avô antecipou minha partida... e senti que esses dias de luto que prolongaram meu feriado, proporcionando algum repouso e tempo para refletir, foram o último presente que ele me deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me impressiono com as mudanças de paisagem que se dão numa curta distância. É o caso de Paranapiacaba: menos de 50 Km de São Paulo e muda a arquitetura, o calçamento das ruas, o clima, a cabeça dos moradores, a qualidade do ar e da vida, os preços, os transportes, os meios de comunicação. Sentia-me como se estivesse em outro país, até porque a maior parte das conversas foi em esperanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Trem em exposição em paranapiacaba&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEgxYubXII/AAAAAAAACyg/BVGr6m5WysY/s1600/SAM_1540.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEgxYubXII/AAAAAAAACyg/BVGr6m5WysY/s400/SAM_1540.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A primeira aventura foi dirigir até lá. Até pouco tempo atrás, eu tinha tantos medos de encarar o trânsito e tanta dificuldade de me localizar... Esperei em vão que o GPS que comprei dia 14 de dezembro chegasse a tempo. O jeito foi verificar o trajeto no Google Maps e prestar muita atenção nas placas. Assim, depois de atravessar São Paulo de norte a sul, com uma pausa para deixar a avó e a tia avó no Itaim Bibi, perder o rumo algumas vezes até encontrar a rodovia Anchieta, atravessar o trilho do trem e uma estrada de terra de mais de dez quilômetros, cheguei a Paranapiacaba e à &lt;a href="http://www.pousadashamballah.com.br/"&gt;Pousada Shamballah&lt;/a&gt;, onde aconteceu o &lt;a href="http://nova2011.wordpress.com/"&gt;2o NOVA (Novjara Aranĝo)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;As flores de Paranapiacaba me encantaram &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEjgZIwPmI/AAAAAAAAC4A/VVf2_XXxzeU/s1600/SAM_1584.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEjgZIwPmI/AAAAAAAAC4A/VVf2_XXxzeU/s400/SAM_1584.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim que cheguei, a neblina mais parecia uma nuvem que caiu do céu sobre o vilarejo. Logo percebi que tudo em Paranapiacaba é úmido e enevoado: garoa, orvalho, chuva, água brotando do solo em nascentes espalhadas por todo lugar. Tudo no vilarejo tem um cheiro meio molhado de ferro, trem e coisas antigas... Criada para abrigar as ferrovias da SPR (São Paulo Rail), a vila tem um estilo inglês e muito patrimônio histórico preservado. Além disso, há também o patrimônio ecológico: Mata Atlântica, com muitas possibilidades de trilha. Caminhamos durante 4 horas até Taquarussu, guiados pelo simpático Lalas, professor de biologia que gostava muito de falar os nomes das plantas e dos animais pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paranapiacaba me lembrou &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/aguas-calientes.html"&gt;Águas Calientes&lt;/a&gt;: talvez pela presença marcante da ferrovia, mas certamente também pela estrutura pequena de serviços. Tudo o que se vende tem de vir de fora por caminhos complicados, o turista tem poucas opções dentro do vilarejo e, portanto, tudo é caro. Uma refeição sempre custava pelo menos 15 reais, uma latinha de cerveja custava uns 3 reais. A cidade não tem padaria e, pelo menos na parte baixa, também não vi farmácia, supermercado ou outros estabelecimentos comerciais que garantissem uma certa conveniência. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Esperantistas em Taquarussu&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEmJVEry4I/AAAAAAAAC64/hL7BSqOz0D0/s1600/SAM_1606.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEmJVEry4I/AAAAAAAAC64/hL7BSqOz0D0/s400/SAM_1606.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Naquele vilarejo pequeno, claro que a chegada de cerca de 30 esperantistas é um evento que chama a atenção. Despertávamos olhares curiosos quando saíamos pela cidade falando uma língua que, para eles, deveria soar estranho. E eu, que não falava esperanto há alguns meses, fui reacostumando o ouvido e a boca, de forma que a linguagem foi se automatizando. Quando éramos forçados a falar português, pela presença de algum não esperantista, era até difícil mudar a sintonia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atmosfera toda da cidade remetia ao passado, não só pelas construções preservadas, mas também porque me parecia propícia para a prática de magia de um estilo com o qual não estou mais acostumada... algo que parece que fiz há muito tempo e já quase me esqueci como era, embora ainda retorne nos meus sonhos. Disseram-me que a cidade é ponto de encontro de bruxos e que costuma haver convenções de bruxas e magos, sempre com abertura nas sexta-feiras 13. Imagino o quanto deve ser interessante acompanhar o evento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a viagem remetesse ao passado, havia novidade nas pessoas que conheci, sempre muito antenadas e sintonizadas com o presente. Os jovens esperantistas costumam ter a mente aberta, uma forma carinhosa de tratar uns aos outros e uma grande responsabilidade perante o mundo, o que não os impede de encher a cara e falar bastante besteira misturada aos assuntos sérios. Estranhamente, eu tinha vontade de tomar cerveja ou a famosa cachaça de cambuci, mas com doses pequenas já sentia uma espécie de alergia, começava a espirrar sem parar, ficava irritada... e acabei passando uma das viradas de ano mais sóbrias dos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Cachoeira no Parque das Nascentes&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEqaE1DI5I/AAAAAAAADik/j0VJe7BbCf4/s1600/SAM_1664.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEqaE1DI5I/AAAAAAAADik/j0VJe7BbCf4/s400/SAM_1664.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De repente, lembrei daquele&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/12/potencial-de-vinho.html"&gt;sonho&lt;/a&gt; que tive algumas semanas atrás, quando descobri que "a língua que falo é  esperanto". Depois disso me surgiram tantas associações que fiquei  bastante introspectiva, apenas contemplando o que surgia de dentro de  mim, um tanto quanto inspirada pela chuva e pelo tempo quase sempre fechado. "&lt;i&gt;Esperanto não é minha língua nativa, obviamente. Aliás, não é, ou pelo menos não deveria ser, a língua nativa de ninguém. O propósito do esperanto é ser usado como meio de comunicação por pessoas que não falam a mesma língua. Então, é possível construir um idioma comum entre os que falam idiomas diferentes...&lt;/i&gt;" Uma parte do passado morria junto ao membro mais velho de minha família, levando consigo uma série de mágoas e traumas. Tudo o que posso dizer, sem me alongar, é que na segunda-feira seguinte fui trabalhar, pedi marmitex no almoço e, quando me dei conta, tinha comido quase a metade do arroz... Para quem me conhece, sabe a importância desse inesperado acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer que os assuntos no parágrafo acima são desconexos, mas podem acreditar: estão interligados e fazem muito sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-1335377673240443511?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/1335377673240443511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=1335377673240443511' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1335377673240443511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1335377673240443511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2011/01/paranapiacaba.html' title='Paranapiacaba'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TSEgxYubXII/AAAAAAAACyg/BVGr6m5WysY/s72-c/SAM_1540.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-3604493718551621901</id><published>2010-12-26T21:25:00.000-02:00</published><updated>2010-12-26T21:25:38.079-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Encontros e reencontros - Parte I</title><content type='html'>O bar do &lt;a href="http://www.thepointhostels.com/cusco.html"&gt;Hostel The Point&lt;/a&gt; era um ponto de encontro entre turistas de toda parte que se hospedavam no hotel, oferecendo baladas de vários estilos, jogos, campeonatos, comida e, claro, muito álcool. A principal vantagem, a meu ver, era a conveniência: eu ia lá de bermuda e chinelo, sem bolsa, sem documento, sem dinheiro, porque anotava o consumo na caderneta e pagava no &lt;i&gt;check out&lt;/i&gt;, e quando queria dormir era só andar (ou, quem sabe, me arrastar) alguns metros até o meu quarto. Foi lá que comecei a aprender a dançar salsa, que comi alguns lanches quando a fome apertou e o cansaço não permitiu andar até a Plaza de Armas e que fiz alguns amigos, como no episódio que vou contar a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava saboreando uma Cusqueña, cerveja pela qual me apaixonei logo no primeiro dia, quando um rapaz de olhos e cabelos claros, pele bronzeada, chamou-me para jogar sinuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- I'm sorry, I'm very bad on that.&lt;br /&gt;- There's no problem! I just need a partner.&lt;br /&gt;- Ok, but I don't know how to play.&lt;br /&gt;- I can teach you the rules.&lt;br /&gt;- I know the rules. The problem is I can move the ball on the right direction OR beat it strongly. Doing both things at the same time is impossible to me.&lt;br /&gt;- No problem, we're playing for fun. Let's play with us, I need a partner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Bar do Hostel The Point&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TRfKYb9UvNI/AAAAAAAACwE/4aCBQ8WDxok/s1600/Bar+do+hostel+The+Point+01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TRfKYb9UvNI/AAAAAAAACwE/4aCBQ8WDxok/s400/Bar+do+hostel+The+Point+01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitei o convite mais para me entrosar do que porque, de fato, estivesse afim de jogar. O rapaz estava acelerado, parecia estar sob efeito de algo mais forte que as Cusqueñas que eu tinha visto em suas mãos. Logo comecei a conversar com a dupla rival, também em inglês, até que, após uns cinco minutos de conversa, lembrei de perguntar o nome de um dos rapazes e deu-se o diálogo já relatado no post &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/uma-tarde-em-lima.html"&gt;Uma tarde em Lima&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Márcio, and you?&lt;br /&gt;- Márcio from Brazil?&lt;br /&gt;- Yes, where are you from?&lt;br /&gt;- Brazil too.&lt;br /&gt;- Ah, que bom, vamo começá tudo dinovo, cumé que cê tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, eu e meu parceiro perdemos a partida, porque eu sou mesmo um zero à esquerda em qualquer jogo que exija coordenação motora e raciocínio espacial. Pelo menos ele nunca poderá queixar-se de que não avisei. Mas esse episódio me rendeu alguns amigos: Márcio e seus dois companheiros de viagem, com quem eu encontrava pelos corredores e pelo bar do hostel. Por pouco tempo, porque eles logo partiram para outras cidades, como Arequipa e Puno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, em Lima, após comer um almoço um tanto quanto indigesto perto da Plaza 2 de Mayo, vi um McDonald's e fiquei com vontade de tomar sorvete para tirar o gosto da boca. Foi então que, no caixa, um rapaz me chamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gabriela?&lt;br /&gt;- Sí... yo lo conosco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dos amigos de Márcio que, coincidentemente, comprava sorvete no mesmo lugar e na mesma hora que eu. Fiquei feliz por arranjar companhia, porque Lima é uma cidade grande e a sensação de desamparo ao me virar sozinha era maior que em Cuzco ou Águas Calientes. Logo eu já estava reentrosada, resolvemos ir à orla e começamos a bater papo enquanto tomávamos nossos sorvetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;No Peru, até o McDonald's vende pollo!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM763cPL4_I/AAAAAAAACT0/XbOz3ZYC4ZQ/s1600/SAM_1279.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM763cPL4_I/AAAAAAAACT0/XbOz3ZYC4ZQ/s400/SAM_1279.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aquele rapaz da sinuca... tava muito loco hein? - Comentei.&lt;br /&gt;- Tava não... ele &lt;u&gt;é&lt;/u&gt; louco.&lt;br /&gt;- Daonde ele é?&lt;br /&gt;- Dos Isteitis. E tá no hostel há cerca de um mês.&lt;br /&gt;- Nossa, viagem longa...&lt;br /&gt;- Não era pra ser... Acontece que ele perdeu o passaporte e ficou preso no hostel. Enquanto não tiver o documento, só pode sair de lá pra ir até a embaixada resolver esse problema.&lt;br /&gt;- Nossa! Que situação! Ele está há um mês trancado no hostel?!&lt;br /&gt;- Sim, e sem dinheiro. Tem dormido no sofá lá embaixo, pra não ter que pagar um quarto.&lt;br /&gt;- E como ele arrumou aquelas Cusqueñas?&lt;br /&gt;- Ele pede, os hóspedes sempre pagam umas e outras. Aquelas que ele tomou fomos nós que pagamos. Ele começou a pedir mais uma, mais uma, até que eu disse, cara, não dá... Ele ficou meio bravo...&lt;br /&gt;- Mas também, ele disse que o passaporte já tá pronto faz uma semana. Ele que não quer ir buscar.&lt;br /&gt;- Um cara desses, mano, pode ser que nem tenha perdido o passaporte. Acho que ele mesmo é que deu um jeito de sumir com ele. Deve ter jogado na privada e dado a descarga. O cara tá curtindo ficar lá no hostel, isso sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na rua, encontramos uma cabine telefônica e eles resolveram parar para entrar em contato com as respectivas famílias e namoradas. Meus pais estavam inacessíveis naquele dia, então aguardei do lado de fora. Quando o último rapaz apareceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falei com ela.&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;- Tá brava porque não liguei mais. (Ria) Falei que eu tava com vocês, que saímos pra beber ontem, hoje viemos pra Lima, só deu tempo de ligar de novo agora. Pô, deixa eu aproveitar, né? Depois do que ela me disse ontem, tenho que aproveitar essa viagem o máximo que puder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo minha cara de ponto de interrogação, um deles explicou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele vai ser pai! Recebeu a notícia da namorada, ontem!&lt;br /&gt;- Ah, que notícia boa pra se receber no Peru, por telefone, hein?&lt;br /&gt;- Bom, eu já tava em Puno... Fui pra um bar na beira do lago e enchi a cara pra comemorar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que, voltando ao Brasil, minha vida estaria completamente mudada: novo trabalho, nova cidade, algum tempo na casa da mãe, muitas coisas para redefinir. Agora conhecia um outro para quem a viagem provavelmente também marcava a intersecção entre duas fases tão diferentes de vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como foi em Nazca? - Perguntei.&lt;br /&gt;- Da hora lá... Tem uma torre onde dá pra subir e ver algumas formas no chão. Mas pra ver tudo, só de avião. O Bruno pegou um aviãozinho teco-teco pra ver as linhas.&lt;br /&gt;- Sério?! Que legal!&lt;br /&gt;- Putz, dá um cagaço, isso sim! - Disse Bruno.&lt;br /&gt;- Hahaha, mas vale a pena, não?&lt;br /&gt;- Ah, já fui uma vez, não quero nunca mais! O cara fica fazendo umas manobras loucas, dá mergulho, vira de lado, de ponta cabeça... Cara, quase gorfei... É pra doido aquilo!&lt;br /&gt;- Hahahaha! E vocês, não foram?&lt;br /&gt;- Ah, cara... quando vi o preço já desanimei um pouco... e depois, falando com um piloto, perdi a coragem de vez...&lt;br /&gt;- Por que, o que o piloto disse?&lt;br /&gt;- Tava tendo uma manifestação pra fechar aquele aeroporto, porque recentemente morreram quatro franceses num voo desses em Nazca... Parece que logo que decolaram, bateu um vento de cima pra baixo que atirou o avião no chão, de uma altura de uns 20 metros, mas com tanta força que não sobreviveu ninguém. Daí o piloto ficou falando que é besteira isso, porque o aeroporto é seguro. Claro que por volta das 11 horas da manhã tem vento, ele não faz mais voo nesse horário, mas no resto do dia é sossegado, é só ter cuidado... É raro morrer gente, antes desses franceses só teve uns dois ou três acidentes no ano... Eu hein, ele acha pouco?!&lt;br /&gt;- Pois é, eu vou ser pai, tenho que pensar nisso agora, né?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando que mesmo com esse risco, se eu tivesse chegado a Nazca, eu pegaria o aviãozinho teco-teco... Certas alegrias na vida vêm acompanhadas de algum risco. Fiquei surpresa com esse pensamento, que jamais teria passado pela minha cabeça alguns meses atrás...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;As linhas de Nazca, que só formam um desenho compreensível quando vistas do alto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TRfNoiDq38I/AAAAAAAACwI/B6hwcgJ5sZc/s1600/colibri+de+nazca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TRfNoiDq38I/AAAAAAAACwI/B6hwcgJ5sZc/s400/colibri+de+nazca.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no aeroporto de Lima, onde passei momentos difíceis, conforme já expliquei em &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/o-complicado-retorno-ao-brasil.html"&gt;O complicado retorno ao Brasil&lt;/a&gt;, pensei naquele rapaz do Hostel The Point. Ele estava há um mês sem dinheiro e sem documento, preso em um albergue, dormindo num sofá, comendo e bebendo o que lhe davam alguns turistas bondosos em troca de uma boa conversa e umas partidas de bilhar. E pelo visto, gostava dessa vida, já que não demonstrou interesse em ir buscar o documento que estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, é possível sobreviver com muito pouco. É perfeitamente possível. E se eu não me desesperasse, poderia até curtir aquela noite no aeroporto de Lima, quando todas as seguranças me foram removidas de uma só vez... ou não, uma garantia eu ainda tinha. De repente, num momento Poliana, pensei: &lt;i&gt;estou contente, porque pelo menos tenho passaporte!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-3604493718551621901?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/3604493718551621901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=3604493718551621901' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3604493718551621901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3604493718551621901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/12/encontros-e-reencontros-parte-i.html' title='Encontros e reencontros - Parte I'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TRfKYb9UvNI/AAAAAAAACwE/4aCBQ8WDxok/s72-c/Bar+do+hostel+The+Point+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-7277675568550078406</id><published>2010-12-17T22:56:00.001-02:00</published><updated>2010-12-17T23:01:34.674-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Um piolho na cabeça de um puma: Sacsayhuaman</title><content type='html'>Por 25 soles, peguei um microônibus na Plaza de Armas para fazer o city tour, com direito a guia explicando cada lugar por onde passamos. O passeio incluía diversos pontos turísticos e, como cada um deles tem curiosidades muito específicas, vou contar em posts separados. Falarei agora sobre Sacsayhuaman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma fortaleza construída pelos incas, com rochas gigantescas trazidas de montanhas distantes. Dizem que quem começou a construção foi o inca Pachacuti, por volta de 1430 dC. O trabalho durou em torno de 50 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade sobre Cuzco é que a cidade foi planejada para ter o formato de um puma, símbolo do poder temporal. Os incas acreditavam na existência de três mundos, cada qual simbolizado por um animal: o mundo subterrâneo (dos mortos) era representado por uma serpente, o terreno (dos homens) por um puma e o céu (dos deuses) por um condor. Claro que agora fica mais difícil de visualizar o formato da cidade, que já cresceu e se espalhou, mas dizem que o projeto da cidade era mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O projeto original de Cuzco, em formato de puma&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQv-yX685QI/AAAAAAAACvc/vfbFZYBlNe4/s1600/Cuzco_Puma.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQv-yX685QI/AAAAAAAACvc/vfbFZYBlNe4/s400/Cuzco_Puma.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, Sacsayhuaman ocupa a posição indicada com uma letra E no mapa: é o alto da cabeça do puma, ou seja, o centro de controle, o comando, o que tem a ver com a função política e militar que tinha a fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça de um puma, assim como a dos gatos, é ligeiramente enrugada e até isso os incas tentaram reproduzir: Sacsayhuaman tem três muralhas (cada uma representando um dos três mundos) em ziguezague, que vistas de cima, lembram essas rugas felinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o que vemos atualmente é cerca de 20% do que já existiu um dia. Os espanhóis destruíram a maior parte dessa obra arquitetônica, usando as pedras para construir casas e catedrais. A Igreja Matriz, localizada na Plaza de Armas, é uma das que foram construídas com pedras retiradas de Sacsayhuaman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da imponência do local que, um dia, já foi ainda maior, posso dizer que eu era, ali, não mais que um piolho na cabeça do puma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;As três muralhas em ziguezague&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span id="goog_416688733"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_416688734"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1jsHS14TI/AAAAAAAAArE/iuFLGiwNFwI/s1600/SAM_0754.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1jsHS14TI/AAAAAAAAArE/iuFLGiwNFwI/s400/SAM_0754.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Subi diversos degraus, meio tonta por causa do soroche, sentindo os pés pesados como se sobre eles estivessem aquelas pedras que os incas usaram para a construção. Mas valeu a pena, porque lá no alto das muralhas há um mirante, do qual se pode enxergar toda a cidade (e descobrir que, de fato, o formato atual passa bem longe de ser um puma). Foi interessante ver de cima os locais por onde eu já havia passado, como a Plaza de Armas, que de repente parecia minúscula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Plaza de Armas, vista do mirante de Sacsayhuaman &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1j6g7r-4I/AAAAAAAAAro/84v19E8Ps_Y/s1600/SAM_0766.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1j6g7r-4I/AAAAAAAAAro/84v19E8Ps_Y/s400/SAM_0766.JPG" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Cada pedra usada na construção tem de ser polida para que se encaixe nas outras. Os incas fizeram isso com uma precisão intrigante, pois nos encaixes entre as pedras não se consegue passar, nem mesmo, a lâmina de uma faca. Algumas pedras, por isso, assumem formatos não convencionais, como a pedra de onze ângulos. Pela foto a seguir vocês podem estimar o tamanho da pedra, considerando que eu tenho 149 cm de altura. Não consigo sequer imaginar o peso que ela tem, muito menos como foi que um grupo de incas trouxe uma rocha tão grande desde o alto de uma montanha íngreme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pedra de onze ângulos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1kMmwS8vI/AAAAAAAAAsU/3v_giwVvyYQ/s1600/SAM_0775.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1kMmwS8vI/AAAAAAAAAsU/3v_giwVvyYQ/s400/SAM_0775.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outra curiosidade a respeito de Sacsayhuaman é que nesse local, em todos os solstícios de inverno (dia 24 de junho), celebra-se o Inti Raymi, festival relacionado com o culto do deus sol (Inti). Nessas ocasiões, as pessoas sobem até a fortaleza e dançam as danças típicas, realizando toda a ritualística que permaneceu na tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme eu ia aprendendo sobre as histórias do local, os costumes, as tradições, algo em mim começava a se encaixar, quase tão perfeitamente quanto as rochas polidas pelos incas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-7277675568550078406?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/7277675568550078406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=7277675568550078406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7277675568550078406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7277675568550078406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/12/um-piolho-na-cabeca-de-um-puma.html' title='Um piolho na cabeça de um puma: Sacsayhuaman'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQv-yX685QI/AAAAAAAACvc/vfbFZYBlNe4/s72-c/Cuzco_Puma.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-7266912130222792659</id><published>2010-12-15T08:54:00.002-02:00</published><updated>2010-12-15T08:57:55.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><title type='text'>Potencial de vinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQifKNWba3I/AAAAAAAACvI/Tr5RTVipO0I/s1600/uvas+verdes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="210" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQifKNWba3I/AAAAAAAACvI/Tr5RTVipO0I/s320/uvas+verdes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Era uma sala de aula pequena, com uma lousa verde dessas antiquadas em que se escreve com giz. Mas não era uma sala de escola, e sim de uma clínica. Lá eram atendidos os adolescentes infratores que cumpriam medidas sócio-educativas e eu, como psicóloga, resolvi acompanhar uma das aulas para ver como era. Uma colega, assistente social, começou a reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como este é nosso primeiro encontro, quero que vocês se apresentem. Digam o nome, a idade, uma coisa de que gostam e que língua vocês falam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que língua vocês falam? Isso é engraçado. Acho que vou dizer que falo esperanto, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adolescentes se apresentaram. Eram uns cinco ou oito, quem sabe dez. Chegou a minha vez de falar e fiquei meio perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu nome é Gabriela, eu gosto de... do que eu gosto mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém apareceu na porta e disse à assistente social que havia um telefonema esperando por ela. Os adolescentes dispersaram e fiquei meio chateada de não poder me apresentar. Nem falei que a língua que falo é esperanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do quintal (sim, a sala era em um quintal), havia uma escada e vi descer por ela uma senhora muito gorda, com avental, levando nas mãos uma bandeja enorme, cheia de cachos de uva. Era grande mesmo a bandeja, devia ter, assim, um metro e meio de comprimento por meio de largura e as uvas eram tantas que formavam uma montanha. A senhora ia descendo, passinho por passinho, meio desengonçada e cheguei a me levantar pensando em oferecer-lhe ajuda. Tarde demais: a gorda balançou, bambeou, rebolou e pimba! Caiu no chão, derramando uvas para todos os lados. Algumas vieram parar bem nos meus pés e fiquei pensando que, ao pisá-las, sem querer eu fazia um princípio latente de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Belisquei uma uva, fui colocá-la na boca, mas meu pai, que misteriosamente surgiu na minha frente, segurou minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filha, essa uva acabou de cair no chão, é melhor lavá-la, de preferência colocar algum produto para desinfetar, como água sanitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não comi a uva, mas fiquei pensando: que bobagem! Ele não sabe que não tenho medo de doença, que não ligo de comer frutas que caíram no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o despertador tocou, tive muita vontade de rir da cena da mulher gorda balançando e caindo na escada, desengonçada como uma foca. Mas levantei rapidinho, porque era hora de ir trabalhar naquele lugar onde são atendidos alguns adolescentes infratores que cumprem medidas sócio-educativas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-7266912130222792659?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/7266912130222792659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=7266912130222792659' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7266912130222792659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7266912130222792659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/12/potencial-de-vinho.html' title='Potencial de vinho'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQifKNWba3I/AAAAAAAACvI/Tr5RTVipO0I/s72-c/uvas+verdes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-1518852518814483500</id><published>2010-12-13T19:39:00.000-02:00</published><updated>2010-12-13T19:39:20.421-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campinas'/><title type='text'>O Cometa atrasado e desorganizado</title><content type='html'>Tempos atrás, publiquei&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/famigerada-rodoviaria-de-campinas-uma.html"&gt;A famigerada rodoviaria de campinas&lt;/a&gt;, falando sobre incidentes que vivi numa única viagem curtíssima de Campinas até São Paulo. Já naquele post, queixei-me da Viação Cometa. Nos finais de semana seguintes, continuei tendo problemas com essa empresa. Vou publicar aqui um resumo do que tenho passado com essa tosca companhia de ônibus que monopoliza o trecho Campinas-São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Primeiro incidente:&lt;/b&gt; foi aquele que já relatei. Ao chegar ao guichê, descobri que o próximo ônibus sairia dali uma hora (o normal são uns 10 ou 15 minutos de espera). Depois, descobri que estavam sem Sistema (vejam minha opinião sobre o maldito Sistema em &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/o-complicado-retorno-ao-brasil.html"&gt;O complicado retorno ao Brasil&lt;/a&gt;). Além de não poder usar cartão de débito, a passagem foi preenchida a mão. Acontece que as atendentes venderam passagem para um horário que não existia, o que me obrigou a brigar para conseguir horário no próximo ônibus, que sairia vinte minutos depois da uma hora que eu já tinha esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segundo incidente: &lt;/b&gt;passei cerca de 15 minutos numa fila gigantesca para comprar passagem. Quando finalmente fui atendida, disseram-me: "estamos sem sistema. Você terá que pegar a fila do outro guichê". E lá fui eu, esperar mais 15 minutos na outra fila para comprar uma passagem. Pelo menos não venderam um horário que não existia, né? Mas não poderiam ter avisado que o todo poderoso Sistema estava fora do ar ANTES de eu esperar 15 minutos na fila errada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Terceiro incidente: &lt;/b&gt;neste último final de semana, cheguei na rodoviária e encontrei uma fila assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-f9e5bdc5047116e1" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v7.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df9e5bdc5047116e1%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331944940%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7BEE9E9B96BA09E1494036BA38AF6E0DD32661DC.26306B28AE4060FFD6292E75DF556983564FBAF7%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df9e5bdc5047116e1%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Ds7m4qbhQZdyTg0NH9NTq-ysXY-0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v7.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df9e5bdc5047116e1%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331944940%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7BEE9E9B96BA09E1494036BA38AF6E0DD32661DC.26306B28AE4060FFD6292E75DF556983564FBAF7%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df9e5bdc5047116e1%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Ds7m4qbhQZdyTg0NH9NTq-ysXY-0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Reparem no relógio ao final do vídeo, marcando o horário: 18:45. Quando finalmente cheguei no guichê, eram cerca de 19:00, mas comprei passagem para as 20:01, como vocês podem ver na imagem abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQaJo6ZTFVI/AAAAAAAACvA/qTag9laMz1g/s1600/SAM_1382.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQaJo6ZTFVI/AAAAAAAACvA/qTag9laMz1g/s400/SAM_1382.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já que eu teria que esperar uma hora até pegar o ônibus, resolvi usar esse tempo para encher o saco do gerente. Pedi para chamá-lo. A funcionária, com cara de assustada, perguntou "para quê". Eu disse que era para falar dos péssimos serviços prestados pela empresa Cometa. O rapaz apareceu e perguntei se poderia entrar. Ele preferiu falar de longe, através de uma brecha do vidro do guichê, aos gritos porque o barulho da rodoviária atrapalhava a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em que posso ajudá-la, senhora?&lt;br /&gt;- Cara, esse serviço de vocês tá muito ruim! Precisa melhorar!&lt;br /&gt;- Mas está ruim em que sentido, senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei os três episódios acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Sistema, senhora, é operado pela Embratel. Não é culpa da nossa companhia. Quando a Embratel sai do ar, ficamos sem Sistema.&lt;br /&gt;- Mas por que as outras companhias de ônibus não ficam sem Sistema quando vocês estão sem Sistema?&lt;br /&gt;- Porque devem usar outra operadora, oras...&lt;br /&gt;- Então por que vocês não trocam de operadora, ou exigem um serviço melhor da operadora de vocês?&lt;br /&gt;- Ah, isso não tem jeito, senhora.&lt;br /&gt;- E a fila? Você acha certo ter uma fila desse tamanho?!&lt;br /&gt;- É o final de ano, senhora. E olha que teve gente que comprou a passagem com antecedência! Mas a empresa está dando conta da demanda.&lt;br /&gt;- Dando conta da demanda?! Há uma fila enorme, as passagens estão sendo vendidas para uma hora depois, e o senhor diz que está dando conta da demanda?! Por que não colocam mais ônibus? Por que não colocam mais atendentes nos guichês? Se você sabe que no final do ano a demanda aumenta, por que não aumenta a oferta de serviços?&lt;br /&gt;- Por que a senhora não reclama em nosso site?&lt;br /&gt;- Já procurei no site de vocês e não encontrei um canal para reclamações e sugestões.&lt;br /&gt;- Mas tem sim, tem lá num cantinho da página...&lt;br /&gt;- Não encontrei esse cantinho.&lt;br /&gt;- Então pode reclamar por escrito, tem um formulário.&lt;br /&gt;- Ok, me vê um formulário por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi tudo isso em quinze linhas, que era o tamanho máximo aceito para os textos de reclamação. Deixei meu nome, endereço, e-mail e telefone. Isso foi no sábado, já é segunda-feira e ainda não tive uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem por quê? Porque a Cometa é a única empresa que faz o trecho Campinas-São Paulo. Tem o monopólio, desde que comprou a Cristália. Podem reparar no vídeo que Cometa e Cristália estão no mesmo guichê: não há concorrência! E assim, nós, consumidores-viajantes, temos que pagar R$21,50 por uma viagem que, de carro, sairia cerca de R$30,00 (com muito mais conforto e rapidez), além de tolerar todo o descaso da empresa pelos clientes e pelas suas reclamações e sugestões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aviso importante:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para terminar, deixo aqui uma séria recomendação aos leitores que viajam de Cometa no trecho Campinas-São Paulo. Se os atendentes tentarem vender a vocês as poltronas número 43 e 44, não aceitem! Essas poltronas não existem, mas têm sido vendidas mesmo assim. Já aconteceu com minha mãe e com meu irmão, em ocasiões diferentes. Os motoristas disseram que tem sido um problema muito comum e que, apesar de terem reclamado diversas vezes, continua ocorrendo. Minha mãe reclamou no site da Cometa (ela achou o cantinho da página que não encontrei!), mas não teve resposta. Portanto, cuidado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-1518852518814483500?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/1518852518814483500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=1518852518814483500' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1518852518814483500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/1518852518814483500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/12/o-cometa-atrasado-e-desorganizado.html' title='O Cometa atrasado e desorganizado'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TQaJo6ZTFVI/AAAAAAAACvA/qTag9laMz1g/s72-c/SAM_1382.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-6937769850771799480</id><published>2010-12-07T21:33:00.002-02:00</published><updated>2010-12-07T22:13:47.206-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><title type='text'>Centros geodésicos</title><content type='html'>A primeira vez que prestei atenção nesse termo foi em &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cuyaba.html"&gt;Cuiabá&lt;/a&gt;, observando as placas que indicavam os pontos turísticos. Mas o que será isso? O taxista que me levava do camelódromo até a rodoviária animadamente me explicava o que havia em cada canto da cidade. Mas mostrou-se surpreso quando perguntei o que é “centro geodésico”. “Onde você viu isso?”. “Naquela placa”, respondi. “Puxa, eu nunca tinha reparado nela...”. Ele morava há seis anos em Cuiabá e, aparentemente, já tinha visto todas as placas e conhecido a maior parte dos pontos turísticos, menos o tal “centro geodésico”. Vai entender... Decidi que mataria a curiosidade na internet na primeira oportunidade. O que é que o Google não sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Marco Zero de Nova Xavantina e suposto Centro Geodésico do Brasil&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz6U8bvszI/AAAAAAAACbE/KUDA3EBqPYM/s1600/SAM_0268.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz6U8bvszI/AAAAAAAACbE/KUDA3EBqPYM/s400/SAM_0268.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fui a Cáceres, depois &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/san-matias-parte-i.html"&gt;San Matias&lt;/a&gt;, de onde retornei a Cáceres assustada e cansada. E nesses dias todos, esqueci de pesquisar o que era centro geodésico. De volta a Cuiabá, fui à &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/chapada-dos-guimaraes.html"&gt;Chapada dos Guimarães&lt;/a&gt;. Lá também havia a placa: “Centro geodésico”. Seria o mesmo, ou outro? Desta vez havia o guia turístico para explicar. Centro geodésico, disse ele, é o ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico. Sabe aquela música “Um índio”, do Caetano Veloso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante&lt;br /&gt;De uma estrela que virá numa velocidade estonteante&lt;br /&gt;E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico&lt;br /&gt;Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio&lt;br /&gt;E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer&lt;br /&gt;Assim, de um modo explícito&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o local a que Caetano se refere na música é o centro geodésico, o coração da América do Sul, o ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico. No &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/search/label/Mato%20Grosso"&gt;Mato Grosso&lt;/a&gt;, temos dois centros geodésicos: o de Cuiabá, que foi marcado por Rondon, quando veio em expedição ao Oeste do país; e o de Chapada dos Guimarães, que foi marcado mais recentemente pela NASA, usando aparelhos sofisticados. Há uma polêmica envolvendo os dois centros geodésicos, porque algumas pessoas acreditam que Rondon estava mais certo e outras tomam o partido da NASA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, consultando a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Geod%C3%A9sico_da_Am%C3%A9rica_do_Sul"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;, encontrei o seguinte texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cuiabá é abrigo do Centro Geodésico da América do Sul, nas coordenadas 15°35'56",80 de latitude sul e 56°06'05",55 de longitude oeste. Situado na atual praça Pascoal Moreira Cabral, foi determinado por Marechal Cândido Rondon, em 1909, o correto ponto do centro geodésico já foi contestado, mas cálculos feitos pelo Exército Brasileiro confirmaram as coordenadas do marco calculadas por Rondon.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o outor anônimo desse artigo da Wikipedia provavelmente mora em Cuiabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há até quem diga que a definição de Rondon a respeito de um centro geodésico não era a clássica e geográfica. Por exemplo, vejam a &lt;a href="http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=287056"&gt;opinião de José Antônio Lemos dos Santos&lt;/a&gt;, de Cuiabá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Centro Geodésico não tem nada a ver com medições prévias. Ele foi um ponto estabelecido pelo marechal Rondon para ser o referencial básico para sua missão de elaborar o primeiro mapa do Brasil ao milionésimo, hercúlea tarefa que lhe havia incumbido o governo brasileiro. Então, ele é um marco ‘zero’ a partir do qual todas as medidas foram tomadas para a elaboração do mapa do Brasil. Estivesse ele lá em Roraima, ou no Rio Grande do Sul, suas medições tinham como origem o centro, aqui no Campo D’Ourique. Depois, esse mapa do Brasil serviu de referência para o mapa da América do Sul. Por isso, é o centro geodésico da América do Sul. (...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma opinião mais interessante, a meu ver, era a do condutor turístico Esmael, que falou em Centro Geodésico histórico (o de Cuiabá, marcado por Rondon) e Centro Geodésico esotérico (o da Chapada dos Guimarães, marcado pela NASA, onde há um mirante e muitos turistas procurando discos voadores). A exploração de ambos os locais ajudaria a incentivar o turismo, portanto não tem por que brigar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tão perto de dois centros geodésicos, não visitei nenhum: faltou tempo. Mas achei interessante a explicação sobre Rondon, NASA e Caetano Veloso e coloquei esses pontos turísticos na minha lista de lugares por onde andarei futuramente. Mal sabia eu que já tinha visto outros centros geodésicos pelo caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um amigo que me explicou, dias depois, que a praça de &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/nova-xavantina.html"&gt;Nova Xavantina (MT)&lt;/a&gt;, marco zero da cidade, é um centro geodésico. Mais tarde descobri que o&amp;nbsp;&lt;a href="http://barradogarcas.com/2010/?Secao=Municipio&amp;amp;Pg=Localizacao"&gt;site da prefeitura de Barra do Garças (MT)&lt;/a&gt; também diz que a cidade encontra-se no Centro Geodésico do Brasil. E há ainda alguns sites que localizam o &lt;a href="http://conexaoto.com.br/2008/01/14/centro-geodesico-do-brasil-sofre-com-acao-dos-vandalos/"&gt;Centro Geodésico do Brasil em Palmas (TO)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e aí, qual dessas afirmações está correta? Vejamos no mapa:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="350" marginheight="0" marginwidth="0" scrolling="no" src="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;amp;msa=0&amp;amp;msid=113222881117197083766.000496d9daf80d3181af6&amp;amp;ll=-10.055403,-48.251953&amp;amp;spn=29.95296,37.353516&amp;amp;z=4&amp;amp;output=embed" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que Cuiabá e Chapada dos Guimarães são mesmo boas candidatas ao ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico. Palmas também é uma boa candidata a centro geodésico do Brasil: parece estar no ponto equidistante entre a fronteira oeste, com a Bolívia, e o limite leste, com o oceano Atlântico. Mas Nova Xavantina e Barra do Garças? Essas não entendi direito. Para serem o centro geográfico do Brasil, só se for na orientação norte-sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que todo mundo quer trazer o centro para perto. E por que não? Nessas horas me lembro da frase que há na Praça do Relógio, na USP: NO UNIVERSO DA CULTURA, O CENTRO ESTÁ EM TODA PARTE. Lembro também de uma conclusão a que cheguei recentemente, no meio de uma especulação filosófica: qual é o centro de uma área ou um volume infinito? Na verdade, qualquer ponto pode ser o centro. Ou seja, o que se faz onipresente tem todos os pontos como centro. Inclusive eu, você, o bandido na cadeia ou o mendigo na esquina somos o centro daquilo que é onipresente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Praça do Relógio, na USP: No universo da cultura, o centro está em toda parte&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TP7GEGhDZ3I/AAAAAAAACuY/eJLkuIpvNoQ/s1600/0%252C%252C15872448-EX%252C00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TP7GEGhDZ3I/AAAAAAAACuY/eJLkuIpvNoQ/s400/0%252C%252C15872448-EX%252C00.jpg" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim prossigo com minhas viagens, sentindo que o centro está em todo lugar e que, portanto, encontrar meu centro é bem mais simples do que eu imaginava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-6937769850771799480?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/6937769850771799480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=6937769850771799480' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6937769850771799480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6937769850771799480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/12/centros-geodesicos.html' title='Centros geodésicos'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz6U8bvszI/AAAAAAAACbE/KUDA3EBqPYM/s72-c/SAM_0268.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-3636572265518285187</id><published>2010-11-30T19:43:00.001-02:00</published><updated>2011-04-19T22:32:28.122-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roncador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><title type='text'>Parque Estadual da Serra Azul</title><content type='html'>Durante minha passagem por Barra do Garças, foi tudo tão agitado que não tive muito tempo de escrever, nem de colocar fotos da cidade. Mas agora volto um pouco no tempo para contar o que fiz por lá, até porque é uma região com enorme potencial turístico e que pouca gente conhece ou pelo menos ouviu falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos lugares que visitei em Barra do Garças, o que gostei mais foi o Parque Estadual da Serra Azul. Localizado em uma montanha, contém um circuito de cachoeiras, um mirante, um Cristo Redentor, um discoporto e vários quilômetros de trilhas. É possível percorrê-las a pé, mas devido à falta de tempo, subi de carro com alguns amigos que fiz por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na entrada do parque, há uma guarita e uma placa, que nos fez dar gargalhadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Normas de uso do parque &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz8TnFAdxI/AAAAAAAAAWg/f1qvEn56VK8/s1600/SAM_0143.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz8TnFAdxI/AAAAAAAAAWg/f1qvEn56VK8/s400/SAM_0143.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ficamos curiosos para saber como é que se pode "conversar com duendes" e "ver discos voadores" sem "bebidas alcoólicas ou tóxicos". Os duendes não quiseram mesmo saber de conversa, mas os discos voadores nós logo avistamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Discoporto de Barra do Garças&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz8VyzGDrI/AAAAAAAAAWk/rq58zZux_XQ/s1600/SAM_0150.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz8VyzGDrI/AAAAAAAAAWk/rq58zZux_XQ/s400/SAM_0150.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, o engraçado passou a me parecer ridículo. Nada contra os que dizem ter avistado ou feito contato com os discos voadores. Não duvido. Mas essas naves e esses ETs mal-feitos e horrorosos quebram o tom sério de qualquer ideia ou paisagem. Conversando aqui e ali, comecei a apurar as informações sobre o Discoporto. Ele foi criado pelo então vereador Valdon Varjão, que também se tornaria prefeito e senador, com o objetivo de incentivar o turismo na região e chamar a atenção para o avistamento de OVNIs. O projeto original envolvia a construção de uma pista de pouso para discos voadores, com cerca de cinco hectares, mas isso não foi concretizado. Dizem que a frequência de turistas e místicos no local é realmente alta, mas não há registros de que tenham sido avistados OVNIs por ali desde a inauguração do discoporto. Não culpo os alienígenas pela ingratidão: no lugar deles, eu me sentiria ofendida com uma homenagem tão horrorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena dizer que o Discoporto é também um marco do centro geodésico do Brasil, ou seja, o ponto equidistante dos limites oeste e leste (oceano Atlântico) do país. Falarei mais sobre centros geodésicos num post futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima parada foi no mirante do Cristo Redentor. Não sou católica nem estritamente cristã e, para ser muito sincera, acho estranho que a maior parte das imagens de Jesus o representem crucificado, morto, sofrendo pela ignorância humana. Para mim, seria muito melhor mostrá-lo alegre, transmitindo o Conhecimento e o Amor que inspiraram os próximos dois milênios. Sendo assim, os Cristos todos que povoam as cidades que visito não me interessam. O que me atrai são os mirantes, já que essas imagens costumam ficar em lugares bem altos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse de Barra do Garças, é possível chegar por uma escada com exatamente 1220 degraus. Mas nós não tínhamos muito tempo e subimos de carro. Foi então que entendi a localização dos limites de município e de estado. Olhando morro abaixo, era possível avistar Aragarças (GO), à esquerda do rio Araguaia; Pontal do Araguaia (MT), ao centro, nessa espécie de triângulo invertido que se formou entre os rios Garças e Araguaia. E à direita, Barra do Garças (MT).&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Vista do Mirante do Cristo Redentor&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz8Yjm10YI/AAAAAAAAAWo/wG3qpXcLRFo/s1600/SAM_0157.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz8Yjm10YI/AAAAAAAAAWo/wG3qpXcLRFo/s400/SAM_0157.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Debaixo daquele sol quente, fiquei aliviada quando fomos para o circuito das cachoeiras. Estacionamos o carro no alto e fomos descendo, parando para tomar banho aqui e ali. Meus amigos me disseram que há cerca de doze  quedas d'água. Tivemos que parar lá para a quinta ou sexta, pois eles tinham hora para voltar, mas foi o  suficiente para admirar a beleza e a calma do local. E nesse meu primeiro dia de viagem, já pude sentir o contato com a natureza, que tanto desejei, eu que estava saturada da vida excessivamente paulistana e urbana. Os sons dos animais, dos pássaros, das águas. O ar fresco, leve. O equilíbrio dinâmico da Vida que se renova a cada instante. E a água batendo forte nos ombros, nas costas, na cabeça, levando embora tudo o que o corpo já estava cansado de carregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Cachoeira do Parque Nacional da Serra Azul&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz89Uyw98I/AAAAAAAAAXw/IoQOLkpsU0M/s1600/SAM_0193.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz89Uyw98I/AAAAAAAAAXw/IoQOLkpsU0M/s400/SAM_0193.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para Barra do Garças, me despedi dos rapazes, que foram para a cidade onde moravam: Canarana. Combinamos de nos encontrar novamente quando eu passasse por lá, mais para o fim da semana. O final da tarde e a noite em Barra do Garças foram agitadíssimos, mas a única coisa que merece ser mencionada neste post foi a passagem pelo Parque das Águas Quentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram-me que era um lugar imperdível: águas termais, naturalmente aquecidas. Cheguei lá à noitinha, mas fiquei decepcionada. Havia no ar um cheio de enxofre, compreensível, pois a água vulcânica deve ser sulfurosa. Mas ele se misturava a um odor de álcool, o que também era compreensível dada a enorme quantidade de latinhas de cerveja jogadas nas bordas das piscinas. Muita gente bêbada conversando e comendo dentro da água, formando uma meleca nojenta. Homens nojentos e bêbados me olhando fixamente, pois garota sozinha de biquíni é presa fácil, não é? Cerca de oito e meia da noite saí do parque e telefonei para um mototaxista ir me buscar. Essa foi a melhor parte do passeio noturno: voltar para a cidade de moto, com o vento batendo no rosto, a estrada toda escura proporcionando uma visão privilegiada das estrelas e da lua cheia. Apesar do ruído do motor, eu ouvia sons de grilos e pássaros e me sentia livre... Parecia mesmo que eu já estava viajando há uma semana, mas então me lembrei: este é só o primeiro dia! Dormi contente da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-3636572265518285187?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/3636572265518285187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=3636572265518285187' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3636572265518285187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3636572265518285187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/parque-estadual-da-serra-azul.html' title='Parque Estadual da Serra Azul'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz8TnFAdxI/AAAAAAAAAWg/f1qvEn56VK8/s72-c/SAM_0143.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-8130675442410754188</id><published>2010-11-23T23:33:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T23:33:03.520-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>A mendiga escritora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo miseráveis os poetas, os seus versos serão bons&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Chico Buarque em: Choro Bandido&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cinco e meia da tarde, os saltos dos sapatos pretos, que eram meu figurino de pesquisadora séria, batiam compassadamente ao lado do braço inerte que jazia sobre a calçada: tloc, tloc, tloc... E meus olhos passavam varrendo seu corpo imundo, estendido entre a crosta de poeira e a nuvem de fumaça, enquanto sua cabeça, pesada demais para sustentar-se em cima de um pescoço tão frágil, apoiava-se numa almofada completamente coberta por um enxame de letras. Os olhos fechados combinavam com a boca aberta e eu imaginando se aquelas palavras penetravam nos seus sonhos por algum processo osmótico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passava por ela quase todos os dias no início de 2008, quando arranjei um emprego temporário perto da Avenida Paulista, com o objetivo claro de juntar uma grana para ir a congressos na &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/search/label/Europa"&gt;Europa&lt;/a&gt;. Todos os dias eu descia uma alameda bem ao lado do MASP e acabava andando por uma esquina, cruzamento da Peixoto Gomide com a Barata Ribeiro.&amp;nbsp;Era ali que vivia(?) a mendiga escritora, personagem que quase cheguei a conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morava na rua, com muitas tralhas mal-acomodadas em caixas de papelão: travesseiro, revistas velhas, liquidificador, panelas, latas, trapos, mancebo, papelão, manta esfarrapada, pregadores de roupa, enfim, uma série de objetos que me pareciam aleatórios, mas deviam ter algum sentido para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que vejo pessoas assim, singulares, acabo cantando por dentro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ninguém pergunta de onde essa gente vem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;Chico Buarque em: Brejo da Cruz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive curiosidade para conhecer os moradores de rua e essa, em especial, era ainda mais intrigante: ela escrevia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia eu a vi escrevendo num saco de papel, desses de pão. No outro, era um caderninho. No outro, folhas avulsas. Sempre muito concentrada, acho que nem me notava passar, nem pescava meu olhar curioso querendo flertar com os manuscritos por uma brecha logo acima dos seus ombros. Sete horas da manhã, a mulher escrevendo embaixo de um guarda-chuva que improvisara de teto, encolhida e umedecida no seu minúsculo e ineficiente refúgio na tempestade. Ela escrevia sem parar em... uma almofada! Com caneta hidrocor. Ah, se ao menos eu pudesse furtar uma única folha com aqueles misteriosos garranchos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, cabeça ainda repousando na almofada, ela lia. Diminuí o ritmo dos meus passos apressados: lia o quê, gente do céu? "Murder in the Orient Express", Agatha Cristie. Será que lia? Será que compreendia? Falava inglês, a mendiga escritora? Afinal, mulher, de onde você vem?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Cada vez mais interessada, fui tomando coragem para conversar com ela. Amanhã, pensava eu, amanhã eu falo. Mas onde é que fica a porta para ingressar nesse mundo tão distante do meu? Compartilhávamos um espaço: eu diariamente invadia a casa dela com o tloc tloc do salto do meu sapato. Mas esse espaço físico não se traduzia num espaço mental ou afetivo que proporcionasse o diálogo, ainda que por alguns momentos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um dia a mulher usou um lençol para improvisar uma cortina no seu lar de paredes invisíveis, que não lhe dava nenhuma privacidade. Por uma frestinha, eu a vi escrevendo. Hoje eu falo com ela! Hoje eu falo! Que nada, faltava coragem. E a mulher escrevendo... num pufe! Sim, um pufe desses de sentar. Às sete horas da manhã já estava, digamos, com 40% de sua superfície preenchida por letras de caneta hidrocor. Às cinco e meia da tarde, já 100% coberto por palavras, funcionava como uma poltrona na provável sala de visitas que ela instalara na calçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Decidi conhecê-la amanhã sem falta de novo. E na saída do trabalho, cinco e meia da tarde, fui passando devagarzinho, o tloc tloc desacelerando, até que parei ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Como é seu nome?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Silêncio. Ela não me via, nem me ouvia? Seus olhos vidrados numa folha de papel, que recebia as marcas imputadas por sua frenética caneta. Tentei de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Oi, tudo bem? Como você se chama?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ela deu um pulo, uma espécie de espasmo, parece ter levado um baita susto, que repercutiu em mim: pulei também. Mas não desisti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Sempre passo aqui e vejo a senhora escrevendo. A senhora gosta muito de escrever, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Os olhos dela cruzaram com os meus e não entendi o que diziam. Muito azuis, quase cinzentos, pupilas estreitas, nenhum brilho, olhar tão opaco, quase se apagando. Parecia desconcertada, sem entender nada, talvez apavorada... E essa falta de sentido em seu rosto me apavorou também. Virei as costas e segui meu rumo, o ponto de ônibus. Mas no meio do caminho, percebi que não queria desistir. Bolei uma nova estratégia: passei na papelaria, comprei caderno, lápis, borracha e caneta. Pedi para embrulhar para presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;No dia seguinte, seis e meia da manhã, eu já passava pela esquina dela. Cadê a mulher? Não estava lá. Suas coisas encostadas no muro, mais organizadas que o normal, encaixotadas, como se ela estivesse de mudança. Fui trabalhar. Na volta, apenas o vazio: nem mulher, nem caixas, nem objetos divertidos, nem palavras, nem letras, nem livros, nem revistas. Só poeira e lixo cobriam a calçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Mudou-se para outra esquina? Foi levada pela polícia? Pela assistência social? Morreu? Mistério. Nunca pude ler suas palavras, que todos os dias me intrigavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Hoje, trabalhando com moradores de rua na Prefeitura de Valinhos, sempre me lembro dela. Agora posso saber das histórias, saber &lt;i&gt;de onde essa gente vem&lt;/i&gt;. Fico torcendo pela mendiga escritora, para que suas palavras não cessem, continuem brotando e preenchendo as almofadas, pufes, cadernos e sacos de pão, quem sabe num movimento capaz de preencher sua vida, talvez tão sem sentido quanto se mostrou o olhar que ela me dirigiu na única vez em que me dirigi a ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-8130675442410754188?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/8130675442410754188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=8130675442410754188' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8130675442410754188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8130675442410754188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/mendiga-escritora.html' title='A mendiga escritora'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-6216979623651486223</id><published>2010-11-22T19:34:00.001-02:00</published><updated>2010-11-22T20:10:26.077-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roncador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><title type='text'>Primeiro encontro</title><content type='html'>Primeiro dia de viagem. Assim que desci do ônibus em que viajei de Goiânia a &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/barra-do-garcas.html"&gt;Barra do Garças&lt;/a&gt;, tudo o que eu queria era tomar banho, comer e dormir e eu não sabia qual dessas coisas faria primeiro. O estômago roncou mais alto e, após largar a mochila no primeiro hotel que encontrei, logo atrás da rodoviária, fui em busca de alimento. Havia uma avenida ali perto e imaginei que, caminhando por ela, eu encontraria alguma lanchonete, restaurante ou coisa do gênero.&amp;nbsp;Muitas coisas remetiam a Goiás nos nomes de bares e hotéis e fiquei pensando se aqueles matogrossenses tinham complexo de goiano.&amp;nbsp;Achei meio estranha a atmosfera sombria e mal iluminada da avenida, que parecia conter apenas botecos. Assim que encontrei um lugar que parecia não ter bêbados, parei para comer.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhando o menu na parede, logo atrás do balcão, sorri ao descobrir que um X-salada custava R$2,50 e um X-tudo R$4,00. Onde é que eu encontraria preços assim em São Paulo? Enquanto aguardava o lanche, resolvi perguntar como poderia ir ao centro da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De que cidade?, perguntou a dona da lanchonete.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ué, desta cidade, de Barra do Garças, respondi eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Aqui não é Barra, é Aragarças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ???&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pra ir pro centro de Barra do Garças, você tem que seguir esta avenida, atravessar duas pontes, daí já vai ver o centro logo à frente. Se entrar na bifurcação à esquerda, vai para o centro de Pontal, que é outra cidade. À direita, tem o centro de Barra do Garças, que também é outra cidade. E aqui é Aragarças, que ainda fica no estado de Goiás. Pra lá da segunda ponte já é Mato Grosso. Mas Barra do Garças é longe, melhor você pegar um mototáxi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Momento em que a cabeça pára para processar informações. Descoberta número 1: eu estava em Aragarças, não em Barra do Garças. Descoberta número 2: eu estava em Goiás, não no Mato Grosso. Descoberta número 3: aqui tem mototáxi, aquela coisa que tentaram regulamentar na periferia de São Paulo, mas o Kassab não deixou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Barra do Garças fica longe? Longe quanto, senhora?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, bem longe! Dá quase 15 minutos andando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ri por dentro. "Quase 15 minutos andando" é longe para eles. E eu acostumada a andar 25 minutos todos os dias para ir de casa até o trabalho, achando que era muito perto... Não, não seria necessário fazer minha estreia no mototáxi naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um homem se aproximou, acompanhado de um garotinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não é daqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De onde você é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Veio visitar parentes?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tá sozinha?!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tô.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quantos anos você tem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 26.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;- Mulher viajando sozinha?!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É. Algum problema?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que veio sozinha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque quis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sua família SABE que você tá aqui? Você brigou com seus pais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sabem sim, só vim passear, não briguei com ninguém não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Interrogatório. O homem repetiu essas perguntas várias vezes, como que querendo encontrar alguma contradição no que eu dizia. Quando finalmente se convenceu, me ofereceu uma cerveja, que recusei. Mas foi o sinal de que eu poderia começar a entrevistá-lo, se quisesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É seu filho?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É sim, meu filho caçula, tem 5 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que lindo! Você tem outros?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tenho 5 filhos, mas só esse e mais dois que moram comigo aqui. Os outros dois tão em São Paulo. Também sou de lá, morava na Zona Leste, mas não piso em São Paulo faz 20 anos. Minha primeira filha é mais velha que você, tá com mais de 30 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E por que saiu de São Paulo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fui assaltado, levaram minha carteira, fiquei morrendo de medo de sair na rua. Decidi que não queria mais essa vida, daí vim pra cá, reconstruí tudo. Mas a família não quis vir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E por que escolheu esta região?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu tinha um irmão que morava aqui. Vim trabalhar com ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho que você nem sente falta de São Paulo né?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De jeito nenhum, não piso mais lá! Da última vez que fui, faz 20 anos, fiquei na casa de um amigo. A janela do quarto onde eu dormia era no segundo andar e tinha grade. Deixei a janela aberta porque tava muito quente, e meu amigo brigou comigo, me chamou de louco, porque alguém podia botar um revólver pela janela e me fazer abrir a porta. Ah, eu não consigo ficar em lugar assim, me sinto preso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A conversa foi se desenrolando enquanto eu comia meu sanduíche e tomava refrigerante. O garotinho pulando pra lá e pra cá, querendo atenção, quase estourou um saquinho de catchup na minha roupa. Enquanto isso, o pai ia se assanhando...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não quer mesmo uma cerveja? Pega aí, eu pago! Graças a Deus, dinheiro não é problema pra mim. Você não bebe? Se você quiser, te levo para conhecer uns lugares legais em Barra do Garças. Toma, pega meu cartão, tem meu telefone aqui. Tenho uma loja aqui em Aragarças e outra em Barra, acredita? Já sou dono de duas lojas aqui na região. Mas olha, não me liga amanhã, liga segunda, porque minha mulher é ciumenta. Tenho certeza que meu filho quando chegar em casa vai caguetar, vai dizer: mãe, a gente conheceu a Gabriela, e minha esposa vai ficar louca da vida. Mas me liga segunda, porque eu vou estar trabalhando, mas como sou empresário, posso sair quando quiser, daí a gente faz um churrasquinho perto de alguma cachoeira, que tal? Me liga, posso te levar pra passear de carro, vamos aproveitar! Até quando você fica aqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À medida que falava, os olhos dele iam se tornando cada vez mais famintos. Fui desconversando, terminei o sanduíche, paguei e estava saindo, quando ele disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então você me liga, né?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ligo, claro, ligo sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pausa. Ele se fez sério.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não vai ligar. Sei que não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentei segurar um sorriso, mas não deu. Foi a primeira coisa que gostei de ouvir sair da boca dele. A primeira atitude imprevista, a primeira vez que ele deixava de ser um personagem plano para tornar-se esférico. Já em pé, pronta para partir no rumo que me disseram ser o de Barra do Garças, respondi:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Adoro conversar com pessoas inteligentes!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E saí pela avenida, sem olhar para trás, apesar de curiosa para ver a reação que se estamparia no rosto dele. Já na ponte, abri a bolsa para pegar a máquina fotográfica e um vento soprou de algum lugar, levando o cartão com o contato dele, que estava no mesmo compartimento. Observando aquele pedaço de cartolina voando rio abaixo, o jeito foi rir de novo, rir de como a natureza parece entender minha vontade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-6216979623651486223?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/6216979623651486223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=6216979623651486223' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6216979623651486223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/6216979623651486223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/primeiro-encontro.html' title='Primeiro encontro'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-753004127829190958</id><published>2010-11-21T13:49:00.001-02:00</published><updated>2010-11-21T13:59:30.815-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bolívia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acre'/><title type='text'>Cobija</title><content type='html'>O Acre faz fronteira com Bolívia e Peru e, por isso, viagens a esses destinos são bem comuns entre acreanos. Há muitos moradores do Acre que nunca foram para outro estado do Brasil, mas já estiveram na Bolívia várias vezes. Para passear? Não, normalmente é para fazer compras, aproveitando que o peso boliviano é desvalorizado em relação ao real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando em Rio Branco, resolvi dar uma de acreana e ir para Cobija, não tanto pelas compras, mas para curar o trauma de Bolívia. Desde que saí de &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/san-matias-parte-i.html"&gt;San Matias&lt;/a&gt;, eu não dormia direito, porque sonhava que estava na Bolívia, que havia manifestações, "bloqueos", "paros" e eu não conseguia passar, que as pessoas me tratavam mal, tentavam me passar a perna, enfim... aquele sentimento terrível das 24h em San Matias continuou intensamente presente nos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Ponte Brasil-Bolívia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcb-kzwlWI/AAAAAAAAAi8/qvJ5ZL78g_s/s1600/SAM_0541.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcb-kzwlWI/AAAAAAAAAi8/qvJ5ZL78g_s/s400/SAM_0541.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O bom é que a tia, o primo e até o amigo do primo toparam rapidinho ir para lá. Saímos de Rio Branco de carro, seguindo por uma estrada que, na maior parte do percurso, passa pela zona rural do estado, com suas gigantescas fazendas, que roubaram espaço da floresta amazônica para a plantação de cana e a criação de gado. Diferentemente das estradas do sudeste, com as quais estou acostumada, as estradas do Acre quase não têm curvas (chega a ser entediante). E também não têm serras e morros na beirada da estrada: é tudo planície, proporcionando um horizonte bem distante de se olhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fronteira do Acre com a Bolívia é marcada por uma ponte, estaiada como parecem ser todas as que têm sido construídas na região ultimamente. E após atravessá-la, é interessante notar como a paisagem é quase a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Fronteira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMccnKN7H0I/AAAAAAAAAjA/OcpY5Tum7L8/s1600/SAM_0546.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMccnKN7H0I/AAAAAAAAAjA/OcpY5Tum7L8/s400/SAM_0546.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cobija tem cara de Brasil. O celular brasileiro pega muito bem, as pessoas falam pelo menos um pouco de português (e se não falam, pelo menos entendem), os preços são marcados em reais e há um clima amistoso. Tantas lojas de bugiganga que eu me sentia quase na 25 de março, em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei uma manhã gostosa: de carro e bem acompanhada, foi fácil... A melhor descrição dessa situação foi a que ouvi da prima, referindo-se à diferença entre Cobija e San Matias: "A Bolívia daqui é calminha, não é como a Bolívia de lá". Cobija tem cara de cidade, San Matias tem cara de faroeste. Nem parece que ambas estão na fronteira do mesmo país.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fomos andando pelas lojas, tirando fotos, tomando cervejas diferentes das nossas (como Paceña e a mexicana Tecate), vendo collas venderem empanadas e sucos em carrinhos pelas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As bugigangas ficaram no Acre, aos cuidados da Tia Dé, que trará para São Paulo na semana que vem. E segui com a mochila mais leve, carregando um trauma a menos. Ufa! Depois disso deu para sonhar melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-753004127829190958?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/753004127829190958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=753004127829190958' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/753004127829190958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/753004127829190958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/cobija.html' title='Cobija'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcb-kzwlWI/AAAAAAAAAi8/qvJ5ZL78g_s/s72-c/SAM_0541.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-8372455273440979484</id><published>2010-11-19T18:09:00.003-02:00</published><updated>2011-04-29T00:55:08.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coleções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Homenagem ao sol</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Eu estava bolando um texto introdutório, mas acho que não preciso explicar...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/agua-boa.html"&gt;Água Boa - MT&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TL0MuHgeBpI/AAAAAAAAAdc/VeaPTPwZLv8/s1600/SAM_0310.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TL0MuHgeBpI/AAAAAAAAAdc/VeaPTPwZLv8/s400/SAM_0310.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/rio-branco.html"&gt;Rio Branco - AC&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM74LECQ7YI/AAAAAAAABMs/9d02qS7QMTU/s1600/SAM_0574.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM74LECQ7YI/AAAAAAAABMs/9d02qS7QMTU/s400/SAM_0574.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cusco.html"&gt;Cuzco - Peru&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1iPyRLEhI/AAAAAAAAAmM/c2rL16AZbus/s1600/SAM_0660.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1iPyRLEhI/AAAAAAAAAmM/c2rL16AZbus/s400/SAM_0660.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Conceição do Rio Verde - MG&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOR08Qohx5I/AAAAAAAACps/jJ-2yGa26gU/s1600/Concei%25C3%25A7%25C3%25A3o+do+Rio+Verde.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOR08Qohx5I/AAAAAAAACps/jJ-2yGa26gU/s400/Concei%25C3%25A7%25C3%25A3o+do+Rio+Verde.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/roncador.html"&gt;Vale dos Sonhos - MT&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TL0LB6qvfYI/AAAAAAAAAbg/e848Q2Vs5jY/s1600/SAM_0228.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TL0LB6qvfYI/AAAAAAAAAbg/e848Q2Vs5jY/s400/SAM_0228.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/chincheros.html"&gt;Chincheros - Peru&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_hv5wNiI/AAAAAAAABa0/LIR0uAhro_s/s1600/SAM_1215.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_hv5wNiI/AAAAAAAABa0/LIR0uAhro_s/s400/SAM_1215.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/uma-tarde-em-lima.html"&gt;Lima - Peru&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77U7hwqvI/AAAAAAAABTk/WM1evyZQF9c/s1600/SAM_1295.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77U7hwqvI/AAAAAAAABTk/WM1evyZQF9c/s400/SAM_1295.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Maison Alfort (cidade vizinha a &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2008/07/o-centro-de-paris.html"&gt;Paris&lt;/a&gt;), por volta das 22h&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORvBnTx9-I/AAAAAAAACpc/NNZlLVrVUdk/s1600/Maison+Alfort.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORvBnTx9-I/AAAAAAAACpc/NNZlLVrVUdk/s400/Maison+Alfort.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/canarana.html"&gt;Canarana - MT&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TL0Nv4XJLlI/AAAAAAAAAek/p47apzOLQhg/s1600/SAM_0294.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TL0Nv4XJLlI/AAAAAAAAAek/p47apzOLQhg/s400/SAM_0294.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/despedida.html"&gt;São Paulo&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORulXIGW3I/AAAAAAAACpY/Ml2p5junUWU/s1600/Sol+SP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORulXIGW3I/AAAAAAAACpY/Ml2p5junUWU/s400/Sol+SP.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Pipa - RN&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORwL6kSfaI/AAAAAAAACpg/3aae1206A08/s1600/Pipa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORwL6kSfaI/AAAAAAAACpg/3aae1206A08/s400/Pipa.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/07/sao-lourenco.html"&gt;São Lourenço - MG&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORxSJr8tpI/AAAAAAAACpk/bJQ7WYAopso/s1600/S6300398.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORxSJr8tpI/AAAAAAAACpk/bJQ7WYAopso/s400/S6300398.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/nova-xavantina.html"&gt;Nova Xavantina&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz6mqvqUXI/AAAAAAAAAUw/-C3RLRsHsiY/s1600/SAM_0277.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TLz6mqvqUXI/AAAAAAAAAUw/-C3RLRsHsiY/s400/SAM_0277.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Maceió - AL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORyLXbrr3I/AAAAAAAACpo/ytA7yQ-dqto/s1600/P5220067.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TORyLXbrr3I/AAAAAAAACpo/ytA7yQ-dqto/s400/P5220067.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-8372455273440979484?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/8372455273440979484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=8372455273440979484' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8372455273440979484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8372455273440979484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/homenagem-ao-sol.html' title='Homenagem ao sol'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TL0MuHgeBpI/AAAAAAAAAdc/VeaPTPwZLv8/s72-c/SAM_0310.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-5490787691374766527</id><published>2010-11-17T20:19:00.003-02:00</published><updated>2011-04-19T22:33:40.454-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><title type='text'>A rota</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 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O resultado foi o mapa abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNCTQT14DtI/AAAAAAAACU8/Kc2xZgE8Qcs/s1600/Trajeto.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNCTQT14DtI/AAAAAAAACU8/Kc2xZgE8Qcs/s400/Trajeto.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Legenda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Trechos amarelos = rotas terrestres&lt;br /&gt;Trechos vermelhos = rotas aéreas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também por curiosidade, calculei a distância percorrida. As informações foram obtidas em diferentes sites, porque não achei nenhum que contivesse todas as cidades pelas quais passei.&amp;nbsp;Vejam só:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoNormalTable" style="border-collapse: collapse; margin-left: 2.75pt; text-align: center; width: 385px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-irow: 0;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Origem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Destino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Meio de transporte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Km&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 1;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Goiânia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Avião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;926&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 2;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Goiânia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Barra do Garças&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;382&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 3;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Barra do Garças&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vale dos Sonhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;62&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 4;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vale dos Sonhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nova Xavantina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;88&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 5;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nova Xavantina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Canarana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;163&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 6;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Canarana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuiabá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;819&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 7;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuiabá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cáceres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;233&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 8;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cáceres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Corixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Micro-ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;80&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 9;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Corixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;San Matias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Táxi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;7&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 10;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;San Matias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Corixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Moto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;7&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 11;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Corixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cáceres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Micro-ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;80&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 12;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cáceres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuiabá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;233&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 13;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuiabá&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Chapada dos   Guimarães&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Táxi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;65&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 14;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Chapada dos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuiabá&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ônibus&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;65&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 15;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuiabá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porto Velho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Avião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1456&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 16;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porto Velho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Branco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Avião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;497&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 17;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Branco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cobija&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Carro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;220&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 18;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cobija&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Branco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Carro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;220&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 19;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Branco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuzco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Avião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;384&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 20;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cuzco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Avião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;567&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 21;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;st1:city w:st="on"&gt;&lt;st1:place w:st="on"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Avião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;3459&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 15.0pt; mso-yfti-irow: 22; mso-yfti-lastrow: yes;"&gt;   &lt;td nowrap="" style="background: #C4D79B; border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.75pt;" width="97"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Total&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="background: #C4D79B; border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 72.0pt;" width="96"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="background: #C4D79B; border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 90.0pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td nowrap="" style="background: #C4D79B; border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: none; border-top: solid windowtext 1.0pt; height: 15.0pt; padding: 0cm 3.5pt 0cm 3.5pt; width: 54.0pt;" width="72"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;10.013&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Na verdade, a distância percorrida deve ser ainda maior, porque não considerei nesse cálculo alguns percursos, como por exemplo as tortuosas estradas d'&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/el-valle-sagrado.html"&gt;el Valle Sagrado&lt;/a&gt;&amp;nbsp;no Peru. Continuando a análise quantitativa do que vivi, eu diria que:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Passei por cerca de 14 cidades, localizadas em três países (contando somente aquelas em que saí do meio de transporte onde eu estava, como por exemplo o ônibus e o avião, e caminhei pelas ruas ou campos ou ruínas).&lt;br /&gt;- Dormi em 12 camas diferentes, além de ter passado uma noite no ônibus (trecho &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/canarana.html"&gt;Canarana&lt;/a&gt;-&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cuyaba.html"&gt;Cuiabá&lt;/a&gt;) e outra numa cadeira acolchoada do&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/o-complicado-retorno-ao-brasil.html"&gt;aeroporto de Lima&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;- Experimentei temperaturas que foram de 7 a 45 graus célsius.&lt;br /&gt;- Andei a pé, de táxi, de carro, de moto, de mototáxi, de ônibus, de micro-ônibus, de avião, de trem, de... coisa bizarra sobre trilhos (ver episódio de &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/aguas-calientes.html"&gt;Águas Calientes&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;- Conheci cerca de 14 cachoeiras em quatro cidades ou distritos (6 em&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/barra-do-garcas.html"&gt;Barra do Garças&lt;/a&gt;, 1 em&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cachoeira-no-roncador.html"&gt;Vale dos Sonhos&lt;/a&gt;, 6 na&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/chapada-dos-guimaraes.html"&gt;Chapada dos Guimarães&lt;/a&gt;, 1 em&amp;nbsp;&lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/aguas-calientes.html"&gt;Águas Calientes&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;- Voltei com um caderno contendo 14 contatos de pessoas que conheci pelo caminho (hummm esse número 14 de novo).&lt;br /&gt;- Até agora escrevi, contando com este, 29 posts para este blog relatando a viagem.&lt;br /&gt;- Tirei 1.058 fotos (1+0+5+8=14, hum...), que ocupam cerca de 2,5 Gb de espaço no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses números são curiosos, mas são apenas mais uma visão parcial do que vivi, senti e pensei. São experiências de vida que eu jamais teria se ficasse com medo de sair de casa, se ficasse esperando até alguém decidir ir comigo. Penso nos amigos que fiz e com os quais ainda mantenho contato virtual; nas pessoas que passaram por mim por apenas alguns instantes e disseram ou fizeram coisas que me marcaram; na singularidade de cada local, na diversidade; nas crises que, assim como os momentos prazerosos, me fizeram crescer e aprender mais sobre mim mesma e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post de ontem marcou o fim do trecho, a volta para casa, mas ainda há muito mais para contar. Assim, ainda pretendo postar aqui alguns outros relatos, imagens, diálogos, pensamentos e sonhos que apareceram pelo caminho. Em São Paulo, eu me sentia sozinha. Porém, durante três semanas viajando sozinha, nunca me senti solitária. Creio que isso aconteceu porque eu caminhava em minha própria companhia. E externamente, acabei atraindo pessoas incríveis que vivenciaram comigo alguns momentos importantes. Além disso, compartilhar as experiências através do blog, dos e-mails, SMSs e ligações telefônicas foi parte fundamental da viagem e agradeço a todos os que me acompanharam de alguma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, o relato não acaba neste post: podem esperar por outros. De agora em diante, não vou mais seguir a ordem cronológica e, provavelmente, as publicações serão mais espaçadas. Mas peguei gosto por essa coisa de escrever as experiências e continuo por aqui! Me aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-5490787691374766527?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/5490787691374766527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=5490787691374766527' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5490787691374766527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5490787691374766527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/rota.html' title='A rota'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNCTQT14DtI/AAAAAAAACU8/Kc2xZgE8Qcs/s72-c/Trajeto.png' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-8076408868194822885</id><published>2010-11-15T13:16:00.000-02:00</published><updated>2010-11-15T13:16:05.906-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>O complicado retorno ao Brasil</title><content type='html'>Sei que este post está longo, mas prometo que será emocionante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;O taxista me deixou no aeroporto de Lima por volta das 21h e eu estava tranquila, pois o check-in já estava feito, a mochila já havia sido despachada e o voo só sairia às 22:55. Fiquei andando feliz e contente pelo aeroporto, já ansiosa por voltar ao Brasil. Chegaria em São Paulo às 5:30 da manhã, a tempo de votar no segundo turno das eleições presidenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 22h resolvi ir à sala de embarque. Foi então que descobri que para entrar nela, era preciso passar pelos caixas e pagar "la taja aeroportuária". Sim, assim como no Brasil, no Peru também existe taxa de embarque. Mas, ao contrário do Brasil, essa taxa é paga no momento do embarque, e não quando se compra a passagem. Eu já tinha pago uma taxa em Cuzco, que era de 18 soles. Por algum motivo, no alto de minha ignorância, achei que aquilo valesse para todo o percurso: Cuzco, Lima, São Paulo, já que em Lima eu estava apenas fazendo uma conexão. Mas foi muita burrice não ter perguntado antes: era preciso pagar outra taxa no aeroporto de Lima, e essa era de 90 soles ou 30 dólares. Eu tinha comigo 40 soles, 1 real e nenhum dólar. O pagamento poderia ser feito apenas em dinheiro, cartão de crédito não era aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A principal paisagem da minha última noite no Peru&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span id="goog_1208308497"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1208308498"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOFJF4kWQzI/AAAAAAAACoc/3Kd7tKgZ2WA/s1600/aeroporto+lima.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOFJF4kWQzI/AAAAAAAACoc/3Kd7tKgZ2WA/s400/aeroporto+lima.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ok, respirei fundo e fui ao caixa eletrônico sacar dinheiro (o Interbank tem conexão com a maior parte dos bancos do mundo, permitindo sacar diretamente da conta corrente). "Sua operação não pode ser realizada agora. Por favor, tente mais tarde". Querido caixa eletrônico, meu voo sai em menos de uma hora! Não tenho como tentar mais tarde! Pode colaborar? Tentei de novo. Mesma mensagem. Ok, esse caixa eletrônico está de mal, vou tentar em outro. Desci as escadas rolantes e, já meio assustada, tentei sacar dinheiro. Mesmo problema. Foi então que uma outra turista brasileira disse: "você também está com problemas no caixa eletrônico? Não consigo sacar.". Ok, não era um problema pessoal, era o "Sistema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sistema é uma coisa que apareceu nas últimas décadas e está dominando o mundo. Ninguém sabe quem está por trás, só se sabe que quando ele não funciona, nada funciona, nem a cabeça das pessoas. Teoricamente há uma forma de resolver tudo sem Sistema, porque havia vida antes do computador. Mas o advento da tecnologia provocou um apagão mental nos seres humanos e agora tudo depende do Sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Claro que fiquei absolutamente nervosa, mas não me permiti desesperar, nem desistir naquele momento. Mandei a criancinha medrosa que mora dentro de mim calar a boca e dormir, enquanto a parte de mim com algum senso prático tomava providências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Primeira providência: entrei em contato com a central de informações ao turista, que me sugeriu ir à agência do Interbank. Chegando lá, disseram-me que não poderiam me ajudar, porque a Visa estava sem Sistema, portanto não havia conexão com nenhum banco através dos cartões Visa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda providência: fui para a praça de alimentação e fiz uma proposta para o primeiro restaurante que encontrei. Após explicar a situação, pedi para que passassem meu cartão de crédito (sim, o cartão de crédito funcionava) como se eu tivesse feito uma compra e me entregassem o valor em dinheiro. Sugeri passarem 70 soles e me entregarem apenas 50, para dar uma margem de lucro ao proprietário do restaurante. Pedido negado. Ok, 100 soles! Passem 100 soles e me entreguem apenas 50! Negado também. Percorri seis ou sete lojas fazendo a mesma proposta, mas ninguém aceitou. Ouvi a última chamada para o meu voo e vi que era hora de jogar a toalha: perdi. Não volto ao Brasil agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei à central de informações ao turista e perguntei como poderia recuperar minha mochila, se é que ela não havia sido enviada ao Brasil. Disseram que a TACA checa se os passageiros embarcaram e, caso contrário, retiram a bagagem do compartimento de cargas. Porém, o escritório da Taca já estava fechado e eu teria que procurar algum funcionário. Posicionei-me estrategicamente na frente do desembarque (todos os passageiros e funcionários são obrigados a sair por lá) e abordei o primeiro ser que apareceu com crachá da Taca. Ele conversou com outro funcionário, encarregado pela bagagem, que disse que assim que encerrasse os procedimentos burocráticos do voo devolveria minha mochila. Aguardei ansiosamente em frente ao escritório fechado, até que, finalmente, recuperei minhas coisas. Alívio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu passava pelo saguão do aeroporto, taxistas me abordavam com a tradicional frase: "taxi, señorita!". De repente, perdi a paciência. Um jovenzinho de seus 19 anos aproximou-se e, antes que abrisse a boca, gritei: NO QUIERO TAXI! ENTIENDES? NO QUIERO! QUIERO UN VUELO. UN AVIÓN! TIENES UN AVIÓN? QUIERO IR AL BRASIL! Espero que o rapaz assustado perdoe a indelicadeza de uma brasileira sozinha, sem dinheiro, sem voo, sem hotel e sem juízo no aeroporto de Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Central de informações ao turista novamente: pedi ajuda para remarcar minha passagem. A moça foi muito solícita, telefonou à Taca e me passou a ligação. O próximo voo para São Paulo sairia no dia seguinte, às 22:55. Tarde demais, muito tarde, mas pedi para remarcarem mesmo assim (já pensando em providenciar passagem por outra companhia aérea, mas querendo garantir o pouco que eu conseguia). Porém, após mais de meia hora no telefone, informaram-me que a Taca estava sem Sistema e que eu deveria ligar no dia seguinte, após as 8h da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o fim. Eu tinha 40 soles, que mal davam para ir até a cidade (seriam cerca de 35 soles de taxi e naquela hora eu não me arriscava a pegar a tal da van até a Plaza Dos de Mayo). Também não daria para pagar hotel ali perto, pois todos estavam na faixa de 50 a 100 dólares para passar a noite. Eu não tinha voo definido, porque a Taca estava sem Sistema. Sem Sistema, sem voo, sem hotel, sem dinheiro, sozinha, eu me sentia desamparada pela primeira vez desde que botei o pé na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cala a boca, criancinha medrosa que está gritando dentro do meu peito! Continuei tentando resolver o problema de forma fria e calculista. O maior desejo era voltar ao Brasil o mais rápido possível. Todos os guichês das companhias aéreas estavam fechados àquela hora, mas eu poderia tentar comprar passagem pela internet. Eu tinha laptop e a Star Bucks oferecia internet wi-fi de graça, mas eu não tinha mais limite no cartão internacional para comprar outra passagem. Precisava de ajuda. Feriado de Finados, papai estava numa chácara, mamãe estava em Belo Horizonte n'outra chácara: ambos provavelmente não teriam acesso à internet. Era cerca de meia noite em Lima, ou seja, 3h da manhã no Brasil. Comecei a elaborar uma lista mental de pessoas para as quais eu pudesse ligar. Os requisitos eram: 1. acesso à internet, 2. cartão internacional, 3. não me xingar muito se eu ligasse de madrugada. As duas primeiras pessoas com quem tentei entrar em contato não atenderam o telefone. Sentei no chão do aeroporto, embaixo do orelhão, com a moeda de 1 nuevo sol na mão, acabada, mal conseguindo pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira tentativa foi a Madrinha, que mora em Brasília (madrinha é mãe substituta, não é?). Quando o tio Alex (esposo da Madrinha) atendeu o telefone, a criancinha medrosa arrebentou a porta do quarto onde estava presa e chorou, desesperada: tio! É a Gabi! Tô ligando do Peru! Eu sei que são 3h da manhã. Tá tudo bem aqui, mas estou com problemas! Por favor, pede pra Madrinha entrar na internet que preciso falar com ela. Vai acabar a moeda... Pede pra madrinha entrar, fala que eu tô bem! [fim da moeda]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coitado do tio Alex merece ir para o céu depois dessa! E a Madrinha também: prontamente levantou e foi para o computador. Eu estava tão nervosa que não conseguia nem pesquisar horários de voo junto com ela na internet. Só queria voltar o mais breve possível, não importava o preço. E a Madrinha foi ótima, porque conseguiu passagem para o dia seguinte, 11h da manhã, pela Tam. Só então pude respirar aliviada, sabendo que pelo menos teria como voltar (desde que os caixas eletrônicos voltassem a funcionar até o dia seguinte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedi-me da Madrinha, comecei a desligar o computador e me deu dor de barriga. Guardei o notebook na mochila, suando frio, levantei da cadeira e senti aquela coisa molhada, quente e fedida descer por minhas pernas. Não, não me envergonho de contar: quem nunca teve caganeira que atire a primeira pedra! Fui andando de pernas abertas até o banheiro, agradecendo aos céus por ter conseguido minha mochila de volta, caso contrário eu teria que viajar daquele jeito e coitado de quem se sentasse ao meu lado no avião. Também agradeci à minha providencial iniciativa de sempre viajar com lenços umedecidos na bolsa, para o caso de não ter como tomar banho em algum lugar. Troquei a calça suja por uma saia comprida e estampada (era a coisa que estava mais na superfície na mochila), me senti uma GATA (borralheira) combinando-a com camiseta desenhada e tênis de fazer trilha. Não era hora de me preocupar com aparência. Saí para o saguão me sentindo fraca, meio tonta, com fome e com enjoo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei à Star Bucks e encontrei companhia no MSN (agradeço ao Batata, Felipe Queiroz e João Pedro Ramos, que fazem serões internéticos). Já mais calma, desci para o térreo e me acomodei numa cadeira acolchoada, usando a toalha como travesseiro, cobrindo-me com um cobertorzinho boliviano nascido em Cobija, estendendo as pernas sobre o carrinho de carregar mala. Esse episódio mostra a &lt;a href="http://tarjapreta.org/2010/05/24/dia-da-toalha/"&gt;importância da toalha para os mochileiros&lt;/a&gt;, tal qual havia sido descrito por Douglas Adams no Guia dos Mochileiros da Galáxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Duas coisas que um mochileiro das galáxias precisa sempre ter em vista: 1. toalha e 2. NÃO ENTRE EM PÂNICO!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOFJm1kmDlI/AAAAAAAACog/Y2pU8oF0pBU/s1600/don%2527t+panic.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOFJm1kmDlI/AAAAAAAACog/Y2pU8oF0pBU/s400/don%2527t+panic.jpg" style="cursor: move;" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 3h da manhã no horário de Lima, fui ao banheiro outra vez, despejar mais comida peruana processada no vaso. Aproveitei para tentar sacar dinheiro novamente e... funcionou! Quando saíram da máquina os sofridos soles, quase chorei de alívio. Era o que faltava para confirmar minha volta para dali algumas horas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No avião da Tam, eu me sentia fraca, muito fraca. Falta de comida (depois do desarranjo intestinal), somado ao empenho extremo de energia em manter a sanidade mental para resolver o problema. Cheguei exausta ao Brasil. Normalmente, quando chego ao aeroporto, ninguém está me esperando e dessa vez eu desejava muito que houvesse alguém. Pois havia o amigo Batata, que eu não via, talvez, desde os tempos de graduação na USP, e que gentilmente me deu carona no transporte VIP do aeroporto. E o Daniel, que me pegou no metrô e me levou até em casa de carro, encerrando de vez a saga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse episódio foi muito longo, angustiante e exaustivo, mas me fez pensar em diversas coisas. O principal foi o quanto precisei e obtive ajuda nessa viagem, apesar de ter ido sozinha. Há diversas pessoas, algumas conhecidas e outras não, algumas que estavam fisicamente próximas, outras distantes, que me ajudaram muito e, graças a elas, consegui superar obstáculos. Isso é relevante para mim, porque sempre hesitei muito em pedir ajuda. Sou daquelas pessoas que se levantam para pegar o saleiro do outro lado da mesa, em vez de pedir para alguém que está mais perto me passar. E tive que vencer essa relutância a admitir fragilidade diversas vezes durante a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, agradeço imensamente a todos os que estiveram disponíveis para me auxiliar nos mais diversos momentos, seja com suporte físico, emocional, afetivo, intelectual... E agradecimentos especiais aos que me socorreram na maior crise da viajem, que foi a volta ao Brasil, seja providenciando as coisas de ordem prática ou me dando suporte emocional por internet ou telefone. Tentei listar os nomes, mas são tantos que tenho medo de esquecer de alguém. Então, fica aqui, a todos os que participaram de alguma maneira, o meu muitíssimo obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-8076408868194822885?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/8076408868194822885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=8076408868194822885' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8076408868194822885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8076408868194822885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/o-complicado-retorno-ao-brasil.html' title='O complicado retorno ao Brasil'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOFJF4kWQzI/AAAAAAAACoc/3Kd7tKgZ2WA/s72-c/aeroporto+lima.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-4735453826506425107</id><published>2010-11-13T16:56:00.000-02:00</published><updated>2010-11-13T16:56:47.467-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagens curtas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campinas'/><title type='text'>A famigerada rodoviária de Campinas (continuação)</title><content type='html'>Preciso ainda terminar o relato da viagem de Roncador a Machu Picchu, cuja volta ao Brasil foi bastante conturbada. Paralelamente, vou publicando aqui o desenrolar do &lt;a href="http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/famigerada-rodoviaria-de-campinas-uma.html"&gt;episódio da Rodoviária de Campinas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviei reclamação (contendo o link para o blog) para a Socicam e obtive resposta e autorização para publicá-la. Sendo assim, copio abaixo o que responderam:&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #0b5394; font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #0b5394; font-family: Verdana;"&gt;Prezada Gabriela,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #0b5394; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Obrigada por entrar em contato com a&amp;nbsp;&lt;span class="il" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #bbdafd; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;SOCICAM&lt;/span&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Recebemos suas reclamações no Formulário de "Reclamações e Sugestões", o qual iremos responder e enviar à sua residência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Lamentamos muito&amp;nbsp;o transtorno causado, pois o tratamento dispensado&amp;nbsp;à senhora não condiz com a nossa Política de Qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Esclarecendo, nossos sanitários são tarifados em função do Edital&amp;nbsp;e do Contrato de Concessão&amp;nbsp;firmado com a Prefeitura Municipal de Campinas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Nossa Encarregada de plantão foi&amp;nbsp;reorientada quanto aos procedimentos equivocados, e lamentou muito&amp;nbsp;por tais falhas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Nossos funcionários ficaram muito tristes com a matéria em seu Blog e esperam reverter essa imagem ruim e que possam ser elogiados em sua próxima opinião, como em tantas outras que são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Qualquer dificuldade que tenha em nosso terminal rodoviário, a senhora também pode se comunicar diretamente com o nosso gerente através do e-mail&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:wlademir@ctr-cps.com.br" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;wlademir@ctr-cps.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&amp;nbsp;ou pelos telefones (19) 3731-2930 ramal 2932 e (19) 7806-1524.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Cordialmente,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Mariana PInho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Central de Apoio ao Usuário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Algumas considerações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. É bom saber que eles respondem às reclamações e sugestões. Isso mostra um pouco mais de comprometimento com o usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Quanto aos sanitários tarifados e o contrato com a Prefeitura Municipal de Campinas, cabe lembrar que um contrato é firmado entre duas partes. A Socicam resolveu ter um lucro maior, cobrando pelo sanitário além de cobrar pelo próprio uso da rodoviária. E a Prefeitura de Campinas aceitou! Isso mostra que nosso querido prefeito Dr. Hélio e seus secretários não estão preocupados em oferecer um serviço com um custo razoável para o usuário de transportes públicos. Esse é um dos diversos motivos que aponto para o aumento dos congestionamentos em Campinas: o transporte público está ruim e caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Legal saber o contato do gerente. Queridos leitores, se tiverem problemas, como costumo ter, já sabem para quem podem reclamar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. E quanto ao formulário de sugestões, vão deixá-lo disponível no balcão, ou vamos ter que continuar pedindo autorização para reclamar?! Isso a resposta não esclareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei enviar mensagem à Cometa, mas não consegui, até agora, encontrar um e-mail para contato. Não desisto! Semana que vem ligo lá no canal de atendimento ao consumidor. Sim, sou chata, como todos os cidadãos deveriam ser!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-4735453826506425107?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/4735453826506425107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=4735453826506425107' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4735453826506425107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4735453826506425107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/famigerada-rodoviaria-de-campinas.html' title='A famigerada rodoviária de Campinas (continuação)'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-5719003815096690611</id><published>2010-11-12T20:47:00.000-02:00</published><updated>2010-11-12T20:47:20.050-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Uma tarde em Lima</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;Acordei 5h da manhã do dia 30 de outubro, sentindo que um caminhão havia passado por cima do meu corpo enquanto eu dormia. Peguei a mochila, mais pesada que nunca devido às recentes aquisições no mercado de artesanato, e fui para Lima, onde eu pegaria, mais tarde, o voo para São Paulo. Naquele instante, desejei que a volta para o Brasil fosse mais cedo. Minhas reservas energéticas já estavam mesmo muito baixas, devido aos abusos desde que saí para Machu Picchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voo para Lima atrasou. Em vez de sair 7h, saiu meio dia e lamentei não ter ficado na cama por mais algumas horas. Gostei de avistar e sobrevoar o Oceano Pacífico, cheio de barquinhos, enquanto o avião fazia uma curva para chegar ao aeroporto. Desembarquei por volta de 14h e o voo para São Paulo sairia às 22:55. As malas já estavam despachadas, pois era uma conexão. &amp;nbsp;Livre, leve e solta, saí para conhecer a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Chegando ao aeroporto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM76sK7gI8I/AAAAAAAABSM/NItiylsGRHk/s1600/SAM_1274.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM76sK7gI8I/AAAAAAAABSM/NItiylsGRHk/s400/SAM_1274.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Três taxistas me abordaram logo que saí do saguão do aeroporto. ¡Taxi, señorita, taxi! Segui um deles até o carro, perguntando quanto iria custar a viagem, e o homem não respondia. Finalmente, quando chegamos no veículo, eu disse que não entraria sem antes combinar o preço. Cinquenta soles, disse ele. Eu sabia que deveria pagar no máximo trinta e pedi desconto. Quarenta, señorita. O outro taxista nos alcançou e disse que era perigoso pegar taxi com aquele cidadão, porque ele não é cadastrado, e me mostrou um crachá com o cadastro do aeroporto. Ao menos para o meu olhar inexperiente de brasileira, era um cartão igual ao que o outro taxista, supostamente não cadastrado, levava pendurado no pescoço. E o terceiro taxista apareceu, dizendo ¡treinta, señorita! Mas era “treinta” levando algum outro passageiro que ele iria arranjar. E todos falando na minha orelha ao mesmo tempo, eu sem entender nada, estressei: ¿quieren saber? ¡Voy a volver al aeropuerto! e fui andando rápido, muito irritada, passos de paulistana, com três taxistas correndo atrás de mim e dizendo: ¡treinta, señorita, treinta!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No balcão de informações ao turista, descobri que havia ônibus do aeroporto até o centro de Lima e fui procurar o local indicado. Parei para perguntar no caminho e me indicaram um ponto onde passam micro-ônibus para a Plaza Dos de Mayo. Logo entrei numa van caindo pedaços, lotada, pior que todas as que já peguei em São Paulo, mas que custou apenas dois soles. Usar o meio de transporte que as pessoas da cidade usam, isso sim é viajar de verdade. Desconfortavelmente sentada num espaço que acredito não ter sido feito para comportar um assento, fui observando a paisagem feiosa e pensando: isto aqui é São Paulo com peruanos! Na lotação, havia prováveis trabalhadores, estudantes dormindo com a cabeça sobre livros e cadernos, mãe com bebê dormindo em seu colo, gordos tentando fazer o traseiro caber nos espaços miúdos. O trânsito é uma loucura, motoristas simplesmente enfiam o carro onde bem entendem sem sinalizar. A seta deve ser um acessório opcional dos veículos, talvez usado no natal, como pisca-pisca. Para indicar mudança de pista, curva ou qualquer outra coisa que se queira informar, usa-se a buzina, sem dó nem piedade. A regra é: mão na buzina, mete o carro na primeira brecha. Ri o caminho todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Pôr do sol no Pacífico&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77C8jgCxI/AAAAAAAABS0/9HS62wXyRHc/s1600/SAM_1284.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77C8jgCxI/AAAAAAAABS0/9HS62wXyRHc/s400/SAM_1284.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cheguei na Plaza Dos de Mayo e fui procurar o que comer. Achei um restaurante, por seis soles me serviram uma montanha de pollo y pasta. Pedi informações sobre como chegar a Miraflores, bairro que me disseram ser bonito. E peguei micro-ônibus até lá, novamente me divertindo ao observar as pessoas e o trânsito. Desci meio enjoada com a comida do almoço e resolvi tomar um sorvete. Foi então que percebi que o mundo é pequeno e o Peru, menor ainda, porque encontrei três rapazes brasileiros que eu havia conhecido em Cuzco, onde ficaram hospedados no mesmo albergue que eu. Quando nos conhecemos, estávamos jogando sinuca e tomando umas Cusqueñas (ótima cerveja peruana), conversando em inglês, até que resolvi perguntar o nome de um deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Márcio, and you?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Márcio from Brazil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Yes, where are you from?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Brazil too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, que bom, vamo começá tudo dinovo, cumé que cê tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, encontrei Márcio e companhia tomando sorvete em Lima e fui com eles para a praia. Já estava entardecendo e a ideia era ver o poente no Pacífico (convenhamos, por razões geográficas, é bem mais provável que ver a mesma cena no Atlântico). Ao ver o calçadão ao longo da praia, aquelas pessoas passeando ou correndo, felizes e contentes, pensei: tá bom, fui injusta, Lima não é São Paulo com peruanos, é Rio de Janeiro com peruanos. Inclusive no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Se eu fosse de pedra, gostaria de ser essa estátua...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77JttZAPI/AAAAAAAABTI/enlEOS7uLp0/s1600/SAM_1288.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77JttZAPI/AAAAAAAABTI/enlEOS7uLp0/s400/SAM_1288.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma estátua me chamou a atenção: um casal entrelaçado de forma bastante erótica, mas não exatamente obscena, com poesias sobre o amor inscritas no pedestal. De acordo com meu amigo Hannder, morador de Lima, estive no Parque de los Amores, embora não soubesse o nome, nem mesmo que era um parque. Fiquei pensando no quanto esse casal da estátua deve ser feliz. Passar a eternidade se amando na beira da praia, entre os canteiros de amor-perfeito impecavelmente cuidados de Miraflores, apreciando o entardecer maravilhoso, os paraquedistas coloridos que voavam para lá e para cá como se fossem um enxame de pássaros gigantes, as bicicletas, cachorros, crianças... e sem parar de namorar enquanto tudo acontece ao seu redor. Sim, esse casal é feliz e não sabe, a menos que as estátuas já tenham alcançado algum nível de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Medo do sol se apagar...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77a5ykPEI/AAAAAAAABT0/FeyK8J9nUfw/s1600/SAM_1299.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77a5ykPEI/AAAAAAAABT0/FeyK8J9nUfw/s400/SAM_1299.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O sol baixando rapidamente e avermelhando céu e mar, enquanto caminhávamos em direção ao farol. “Não vai dar tempo”, disse um dos meninos. O sol já tocava a água e eu começava a temer que o fogo se apagasse, mas misteriosamente, continuava naquele ardor encarnado. A fração da bola rubra que conseguíamos enxergar era cada vez menor e nós a víamos abaixar-se a uma velocidade perceptível a olho nu. Por fim, desapareceu sob o oceano, antes que pudéssemos chegar ao farol, deixando-nos com a sensação de ejaculação precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O farol aonde não conseguimos chegar&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77mvdkIsI/AAAAAAAABUQ/IGrChn3L1ho/s1600/SAM_1308.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM77mvdkIsI/AAAAAAAABUQ/IGrChn3L1ho/s400/SAM_1308.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, a penumbra foi tomando conta do calçadão e as luzes da cidade foram se acendendo. Os meninos voltaram ao albergue onde estavam hospedados e eu tratei de comer e me preparar para ir ao aeroporto. Jantei ceviche, tradicional prato peruano que consiste em cubos de peixe cru, porém passados no limão, de forma que ficam esbranquiçados e azedinhos. Tomei a última Cusqueña da viagem e conversei com o garçom, que era egípcio e morava em Lima há quatro meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Anoitecer&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM777zF4wRI/AAAAAAAABU4/xtzUOxbjX6Q/s1600/SAM_1319.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM777zF4wRI/AAAAAAAABU4/xtzUOxbjX6Q/s400/SAM_1319.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Peguei um taxi com um señor muy gentil y sociable que a princípio pensou que eu morasse em Lima (e fiquei pensando se meu espanhol tinha melhorado muito ou ele que era meio devagar). Tão logo soube que eu era brasileira, perguntou sobre a viagem e fui contando a ele os diversos causos... Para meu espanto, era um taxista que dirigia bem, não corria, não buzinava, não se enfiava na frente dos outros carros: raridade em Lima, pelo que pude notar. E cheguei ao aeroporto, satisfeita com o suposto último dia de viagem e aliviada por ter chegado o momento de retornar ao Brasil (feijão com farinha, por favor, feijão com farinha, cachaça, caipirinha!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como eu disse, aquele foi o suposto último dia. Suposto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-5719003815096690611?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/5719003815096690611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=5719003815096690611' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5719003815096690611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5719003815096690611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/uma-tarde-em-lima.html' title='Uma tarde em Lima'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM76sK7gI8I/AAAAAAAABSM/NItiylsGRHk/s72-c/SAM_1274.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-2027009294871373992</id><published>2010-11-11T21:12:00.002-02:00</published><updated>2010-11-11T21:18:05.044-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Chincheros</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 0px;"&gt;De repente o guia anunciou que iríamos para Chincheros, cidade que fica 1.000 metros acima de Cuzco, e que levaríamos ainda cerca de uma hora para chegar até lá. Cansada como eu estava, a notícia não foi muito animadora. Novamente, fui dormindo o caminho todo. E quando cheguei, concluí que foi uma pena não termos começado nossa excursão por ali. De tudo o que vivi no Vale Sagrado, Chincheros foi o que mais me tocou.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;E chegamos tarde, com o sol se pondo por trás das montanhas. Para não perder o costume, fotografei o pôr do sol. Fiquei um pouquinho para trás por causa disso. Já era um hábito meu atrasar-me para tirar fotos enquanto o grupo prosseguia para a próxima atração. Nesse caso, especificamente, foi um erro. Quando olhei para a direção na qual o grupo tinha seguido, cadê? Pô, eles estavam ali, menos de um minuto atrás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Pôr do sol em Chincheros &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_jzBHMDI/AAAAAAAABa4/gXyYt5BDDZA/s1600/SAM_1216.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_jzBHMDI/AAAAAAAABa4/gXyYt5BDDZA/s400/SAM_1216.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Comecei a procurá-los, meio nervosa: se me deixassem ali, sabe-se lá como eu voltaria a Cuzco. Só quando tentei encontrá-los é que percebi que havia pelo menos três caminhos por onde poderiam ter&amp;nbsp;enveredado. E percorrendo um por um, não encontrei nem rastro! Cheguei à igreja, onde havia dois vigias na porta, que disseram não ter visto meu grupo por ali. Mas um deles, muito gentil, ajudou-me a procurar. Não foi nada simples: eles haviam mesmo desaparecido exatamente no ponto em que parei para tirar fotos, porque praticamente entraram num buraco no chão, desceram uma escada e foram parar numa espécie de quintal onde as collas faziam artesanato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeci muito ao vigia que me auxiliou e juntei-me ao grupo novamente. Estavam sentados em roda, tomando chá de coca gentilmente servido pelas moradoras de Chincheros e observando uma moça bonita, com trajes típicos de colla, que explicava como se faziam os artesanatos com lã de alpaca. Aos seus pés, havia uma série de cumbucas com todo tipo de folha, flor, pedra... Matéria prima para fazer os pigmentos com os quais se tingiam os fios. Em Chincheros, a tradição do artesanato inca se manteve e os tecidos de alpaca são feitos manualmente, como se fazia há centenas de anos. A prefeitura fiscaliza os artesãos diariamente, verificando se estão seguindo os velhos costumes, produzindo peças conforme os hábitos originais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;As moças mostram como se tingem os fios de lã de alpaca&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_7Q4roSI/AAAAAAAABbk/HmEhHK18rfI/s1600/SAM_1226.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_7Q4roSI/AAAAAAAABbk/HmEhHK18rfI/s400/SAM_1226.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A moça mostrou na prática como se faz o pigmento vermelho. Pegou nas mãos um inseto, não deu para ver direito o que era porque estava muito longe, mas tenho a impressão de que era uma joaninha. Sacrificou-a, esmagando nas mãos, e nos mostrou o tom vermelho. Em seguida usou feldspato para conseguir um vermelho mais róseo. E misturando um outro ingrediente, que não consegui entender o que era, obteve um terceiro tom. Passou por nós mostrando a palma da mão com três tonalidades&amp;nbsp;rubras. Depois explicou que, além de tingir os fios de lã de alpaca, o pigmento vermelho feito daquela forma também é usado como batom pelas moças de Chincheros. E, para meu assombro, passou nos lábios a mistura de joaninha com feldspato e alguma outra coisa, dizendo que o colorido dura pelo menos vinte e quatro horas na boca.&amp;nbsp;Mostraram-nos também o material que se usa para fazer os outros pigmentos e como se tecem as malhas no tear. Tudo muito trabalhoso, mas eu via que havia uma dedicação, uma atenção concentrada das mulheres que trabalhavam ali, que levavam a vida toda tingindo e tecendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novelos de lã de alpaca já colorida&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM8ABu-EK-I/AAAAAAAACQg/OkR6aWbY0OA/s1600/SAM_1228.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM8ABu-EK-I/AAAAAAAACQg/OkR6aWbY0OA/s400/SAM_1228.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pelo que pude perceber, Chincheros ainda tem uma vida organizada em comunidade. No pátio onde estávamos, trabalhavam doze famílias. Creio que havia outros pátios como aquele, com outras famílias trabalhando. E a economia da cidade é movimentada pelos turistas, que compram os artesanatos produzidos ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Subimos para a igreja, aquela onde encontrei o guarda gentil que me ajudou a reencontrar o grupo. Por dentro, é fantástica! Outra daquelas construções que foram erguidas sobre as ruínas dos templos incas demolidos. Novamente, a mistura homogênea entre cultura inca e cultura católica-espanhola. A arquitetura inca se revelava em algumas pistas: as paredes, que nunca faziam ângulos retos (as construções incas sempre têm ângulos variando entre 3 e 7 graus); as portas de formato trapezoidal; um pedacinho de parede de pedra, que conseguíamos ver porque restauradores da igreja resolveram remover um pouquinho do reboco para mostrar aos visitantes que a estrutura da igreja era toda inca. Mas as paredes rebocadas eram completamente pintadas com motivos católicos. Afrescos que cobriam do rodapé ao teto, lembrando-me a Capela Sistina, apesar do estilo&amp;nbsp;tendencioso ao barroco&amp;nbsp;ser completamente diferente do tom clássico predominante no Vaticano. O altar, coberto de folhas de ouro e prata, também tinha santos católicos, daqueles com juntas flexíveis e roupas de pano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Materiais para tingir a lã&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM8AGURAuzI/AAAAAAAABb0/6cDDvbbxgr0/s1600/SAM_1231.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM8AGURAuzI/AAAAAAAABb0/6cDDvbbxgr0/s400/SAM_1231.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;O guia chamou a atenção para o fato de que a maior parte das pinturas não tinha o nome do pintor. De acordo com ele, isso quer dizer que, provavelmente, os artistas eram incas. Os espanhóis não permitiam que assinassem seus nomes nas obras. Eram raros os incas que tinham oportunidade de estudar ou mesmo de pintar alguma coisa e,&amp;nbsp;quando isso acontecia, era preciso manter segredo. Claro que a maior parte dos incas não sabia ler, mas se algum deles aprendesse, poderia reconhecer os nomes dos seus semelhantes nas assinaturas. Esses nomes eram perigosos, porque sempre tinham um sentido relacionado com a religião pagã de seu povo. Diziam os espanhóis que se um inca lesse aqueles nomes, acabaria se lembrando&amp;nbsp;de sua antiga religião, o que poderia corrompê-lo, fazendo-o recair da religião "certa" católica para a religião "errada" dos velhos incas. Descobri, graças à igreja de Chincheros, que além de bons escultores, arquitetos, astrônomos e agrônomos, entre os incas também havia ótimos pintores. Uma pena que era proibido tirar fotos dentro da igreja, não vou poder mostrar a vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Infelizmente, quando saímos da igreja, tudo já estava escuro e tivemos que voltar a Cuzco. Mesmo cansada, eu queria ficar mais em Chincheros, conhecer mais. Foi um dos lugares mais interessantes que vi perto de Cuzco e tivemos pouquíssimo tempo para explorá-lo...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que vou a lugares assim, tento imaginar como vivem essas pessoas. O que pensam? O que sentem? Como eu seria, se fosse criada numa cultura como essa? É um mistério que me fascina, esse das pessoas com seus diferentes hábitos, costumes, culturas, bem como a influência que o meio pode ter sobre o funcionamento dos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Cheguei em Cuzco ainda mais quebrada que quando voltei de Machu Picchu mas, acreditem se quiserem, ainda fui para a aula particular de salsa. Lembro vagamente dos rodopios na penumbra, do "uno, dos, tres, ... , cinco, seis, siete, ...", "di-le-que-no, cinco, seis, siete", "havana", "ocho", "ocho complicado", "muy bien, tienes movimientos muy latinos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para o albergue e ainda tive de arrumar a mala para partir no dia seguinte bem cedo, rumo a Lima e, depois, Brasil. E com as pernas meio trêmulas, ainda passei na Plaza de Armas para despedir-me de um amigo&amp;nbsp;que, infelizmente, tive pouco tempo para conhecer. Por fim, deitei na parte de cima do beliche do albergue, com os músculos palpitando, latejando embaixo do edredon que, finalmente, me isolava do frio montanhoso da noite de Cuzco. Sensação de que, apesar de esgotada, tudo valeu a pena. E já sentia vontade de voltar ao Brasil, de falar português, enxergar rostos conhecidos, comprar as coisas em Real sem pensar a toda hora se o preço é mesmo esse ou se estão me enrolando, comer feijão com farinha, nossa, muito feijão com farinha, por favor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-2027009294871373992?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/2027009294871373992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=2027009294871373992' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2027009294871373992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/2027009294871373992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/chincheros.html' title='Chincheros'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_jzBHMDI/AAAAAAAABa4/gXyYt5BDDZA/s72-c/SAM_1216.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-5118155523680511472</id><published>2010-11-09T18:27:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T18:27:31.207-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Ollantaytambo</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 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Consegue enxergar?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Face esculpida na encosta da montanha&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-6mOjRhI/AAAAAAAABZk/NClAralem_g/s1600/SAM_1195.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-6mOjRhI/AAAAAAAABZk/NClAralem_g/s400/SAM_1195.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Se não conseguiu, vou dar uma ajuda: aqui está a ampliação.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Face esculpida na encosta da montanha (ampliada)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNhdO4bdqtI/AAAAAAAACVk/yiyrwpC_3KA/s1600/Rosto+inca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="372" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNhdO4bdqtI/AAAAAAAACVk/yiyrwpC_3KA/s400/Rosto+inca.jpg" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O que isso revela sobre conhecimentos de astronomia? Todos os anos, no dia 21 de junho (solstício de inverno), o sítio arqueológico de Ollantaytambo amanhece coberto por sombras, provocadas pelas montanhas que circundam o vale. O sol nasce exatamente no olho do rosto esculpido na montanha e os primeiros raios da madrugada iluminam uma pequena faixa no vale, que corresponde exatamente ao espaço ocupado pelo germe do que seria o Templo do Sol. Do outro lado da montanha, os mesmos raios iluminam, de forma certeira, uma das três portas de um outro templo, que infelizmente não cheguei a conhecer. Essa peripécia foi uma das pistas que fizeram pesquisadores concluírem que o rosto foi mesmo esculpido, não se tratando de coincidência ou formação natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Outra face estava sendo esculpida em Ollantaytambo no momento em que os incas, pressionados pelos espanhóis, abandonaram o canteiro de obras. Aparentemente, era o rosto de um velho. Está bem no centro da foto abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Outra face esculpida na montanha&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-_WPusKI/AAAAAAAACOc/QULqFnfKAVY/s1600/SAM_1197.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-_WPusKI/AAAAAAAACOc/QULqFnfKAVY/s400/SAM_1197.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Também na encosta dessa incrível montanha, encontram-se os armazéns de grãos. Por que num local de tão difícil acesso, pensei eu... O guia leu meus pensamentos e explicou: os ventos frios que sopram nas regiões de altitude mais elevada ajudavam a conservar os alimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Armazém de milho, notem que é próximo à face esculpida&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-yaofp9I/AAAAAAAABZU/SLSrfN1sKLg/s1600/SAM_1192.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-yaofp9I/AAAAAAAABZU/SLSrfN1sKLg/s400/SAM_1192.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O que também impressiona em Ollantaytambo é o tamanho das rochas que foram usadas nas construções. Algumas delas chegam a pesar cerca de 300 toneladas. Pesquisadores concluíram que elas não são daquela região. Por sua composição, só podem ter sido trazidas de uma outra montanha, bem mais distante, e os incas se deram ao trabalho de trazê-las até lá e esculpi-las, dando-lhes formatos cúbicos ou de paralelepípedo. A outras pedras como essa foram atribuídas outras formas, de forma que pudessem ser perfeitamente encaixadas nas construções que se erguiam. Estima-se que mais de cem trabalhadores incas eram necessários para remover apenas uma rocha como essa. Homens que trabalhavam em regime de quase-escravidão, para saldar dívidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Uma das "pequenas" rochas que os incas carregaram por quilômetros&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_Cd9LhJI/AAAAAAAACOk/Q7N28gqBVOc/s1600/SAM_1198.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7_Cd9LhJI/AAAAAAAACOk/Q7N28gqBVOc/s400/SAM_1198.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A visita a Ollantaytambo valeu muito a pena, mas devo confessar que minhas pernas estavam me matando para subir os diversos degraus do sítio arqueológico. Não que eu me importe com degraus em situações normais, mas um dia depois de subir e descer Waynapicchu, era realmente uma tarefa árdua.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Aos viajantes que futuramente pretendem ir a Cuzco, recomendo visitar o vale sagrado antes de ir a Machu Picchu. É até mais fácil, porque de Ollantaytambo partem os trens para Águas Calientes. Assim, combinando direitinho com a agência de turismo, não é preciso voltar até Cuzco: o pernoite pode ser feito em Ollantaytambo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Mas tentem combinar o passeio de forma a não perder a chance de ir a Chincheros, o local que visitamos por último. Vejam comentários sobre esse povoado encantador no próximo post.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-5118155523680511472?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/5118155523680511472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=5118155523680511472' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5118155523680511472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/5118155523680511472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/ollantaytambo.html' title='Ollantaytambo'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-6mOjRhI/AAAAAAAABZk/NClAralem_g/s72-c/SAM_1195.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-7611319956869748016</id><published>2010-11-08T19:20:00.000-02:00</published><updated>2010-11-08T19:20:41.858-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>El Valle Sagrado</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 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Ainda assim, respirei fundo e enfrentei mais uma jornada, porque sabe-se lá quando é que terei outra oportunidade como essa...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;Acomodei-me no ônibus e cochilei logo em seguida. Acordei na nossa primeira parada, na beira da estrada, para fotos do vale, que é mesmo bonito. A segunda parada foi numa feira de artesanato (percebi que as excursões sempre param em feiras de artesanato, devem ter feito algum rolo com os comerciantes) e pude comprar as lembranças e encomendas que amigos e parentes me fizeram. Não achei a cocaína e a maconha da boa, que alguns amigos me pediram. Mas comprei a lhama que meu irmão encomendou: lindinha, de pelúcia, com pêlos naturais de alpaca (aos defensores dos direitos dos animais, as alpacas são tosadas, como as ovelhas. Reclamem do uso de pêlos de alpaca só se tiverem algo contra a lã de ovelha, também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Foto do Vale Sagrado, visto da beira da estrada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM78V4ivRYI/AAAAAAAABVw/d_vbN-lKM_s/s1600/SAM_1137.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM78V4ivRYI/AAAAAAAABVw/d_vbN-lKM_s/s400/SAM_1137.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;Depois seguimos para Písac, uma das cidades incas, que continha quatro povoados, como se fossem bairros. Os habitantes se dividiam por eles de acordo com a classe que ocupavam (sistema parecido com o das castas hindus, embora eu não saiba o nível de mobilidade social existente entre os incas). No meio dos quatro povoados, havia os terraços onde se praticava a agricultura. Quase toda a terra fértil do Peru situa-se nas encostas íngremes das montanhas. Para plantar, os incas construíram terraços de pedra, que resistiram até hoje às erosões e terremotos e, em muitos lugares, ainda são usados pelos peruanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Vista parcial de Písac: construções incas em primeiro plano e terraços atrás&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM79XVOd9jI/AAAAAAAABXE/Jw5k9effSWk/s1600/SAM_1157.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM79XVOd9jI/AAAAAAAABXE/Jw5k9effSWk/s400/SAM_1157.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;Nas encostas de uma certa montanha havia muitos furinhos e eu estava curiosa para saber o que eram. Em breve, o guia esclareceu: trata-se do cemitério inca. Os mortos eram enterrados em lugares de difícil acesso e os caminhos que levavam a esses locais eram imediatamente destruídos, pois aqueles que se foram precisam de paz. Nada de visitas e choradeira, como fazemos em nossa cultura. Os buracos se devem à ação dos espanhóis, que abriram as covas procurando ouro e prata. Trabalho em vão. Metais preciosos eram usados apenas com função decorativa e religiosa, adornando os templos. Os incas nunca os usaram como moeda, nem os colocavam junto aos seus mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Cemitério inca&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM786ig8pGI/AAAAAAAABWg/F1dE8dg4rek/s1600/SAM_1148.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM786ig8pGI/AAAAAAAABWg/F1dE8dg4rek/s400/SAM_1148.JPG" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;De Písac, fomos a Ollantaytambo, onde almoçamos e fomos conhecer outro sítio arqueológico. No caminho, porém, tivemos um contratempo que acabou sendo interessante: a cidade estava em festa, comemorando aniversário. Havia um festival gastronômico na praça. O trânsito parou e o guia recomendou que seguíssemos a pé até o sítio arqueológico, caso contrário correríamos o risco de ficarmos parados por muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;Foi então que tive a oportunidade de sair da rota turística e andar por ruas pequenas e pobres da cidade, vendo pelas ruas as casas e as pessoas comuns: crianças e adolescentes voltando da escola, uniformizados. Mendigos e ambulantes nos perseguindo. Collas com seus trajes peculiares. E não pensem que esses trajes eram por causa da festa: as collas se vestem assim todos os dias do ano, mantendo a tradição.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Do outro lado da rua, uma concentração de collas com seus trajes característicos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-R1Hl7-I/AAAAAAAABYg/rJjkDvsmWdc/s1600/SAM_1178.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7-R1Hl7-I/AAAAAAAABYg/rJjkDvsmWdc/s400/SAM_1178.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;A comida que estava sendo vendida na praça embrulhou meu estômago, e olha que eu já estava acostumada a ver e comer coisas de todo tipo. Umas coisas que não sei identificar, mas eram altamente gordurosas e pareciam ser feitas sem a menor noção de higiene. Se eu estivesse com fome, talvez tivesse arriscado. Ainda bem que já tinha almoçado...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Seja lá o que tem nessa panela, você comeria?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNhnNoGUf0I/AAAAAAAACVs/YiOFHtbNMEs/s1600/colla+vendendo+comida2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNhnNoGUf0I/AAAAAAAACVs/YiOFHtbNMEs/s400/colla+vendendo+comida2.jpg" width="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Atravessando a muvuca da praça, conseguimos chegar ao sítio arqueológico de Ollantaytambo. Eu ia contar por aqui o que vi e aprendi por lá, mas este post já está suficientemente grande. Fica para amanhã!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-7611319956869748016?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/7611319956869748016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=7611319956869748016' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7611319956869748016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7611319956869748016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/el-valle-sagrado.html' title='El Valle Sagrado'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM78V4ivRYI/AAAAAAAABVw/d_vbN-lKM_s/s72-c/SAM_1137.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-204443702634428503</id><published>2010-11-07T23:02:00.000-02:00</published><updated>2010-11-07T23:02:10.606-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campinas'/><title type='text'>A famigerada rodoviária de Campinas (uma breve pausa no relato Roncador - Machu Picchu)</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;Interrompo por alguns instantes a programação para relatar um breve episódio ocorrido ontem, no trajeto mais frequente de toda a minha vida: o trecho Campinas-São Paulo. O acontecimento se deu na rodoviária de Campinas, que tem uma longa história, que vou resumir a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 1973, os ônibus intermunicipais paravam no centro da cidade. Eu não era nascida nesse tempo, mas creio que isso deveria causar transtornos ao tráfego de carros e pedestres. Então, a prefeitura firmou um contrato com a Maternidade de Campinas, para usar um prédio da Maternidade durante 20 anos.&amp;nbsp;Isso explica por que meu pai e minha tia costumavam dizer por aí que nasceram na rodoviária... Em 1974, foi inaugurada a Estação Rodoviária Dr, Barbosa de Barros, o que resolveu o problema temporariamente. Após o fim do período estipulado em contrato, ainda não havia uma nova rodoviária e a prefeitura foi simplesmente prorrogando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros, que funcionava no antigo prédio da Maternidade e foi demolida em 2010&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNdK2839nyI/AAAAAAAACVc/yZ5bfY4dPK4/s1600/280px-Antiga_rodoviaria_campinas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNdK2839nyI/AAAAAAAACVc/yZ5bfY4dPK4/s400/280px-Antiga_rodoviaria_campinas.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A cidade continuou crescendo e claro que o prédio improvisado não dava mais conta. Foi então que, na gestão do Dr. Hélio, prefeito de Campinas desde 2004, finalmente foi construída uma nova rodoviária, o Terminal Multimodal de Campinas, que integrará a rodoviária com o futuro Trem de Alta Velocidade. Foi inaugurada em 2008, alguns meses antes da eleição para prefeito, na qual o Dr. Hélio foi reeleito (afinal, ele é o cara que fez a rodoviária que Campinas estava requisitando há tantos anos!). Em 2010, o prédio onde funcionou a Maternidade e a rodoviária foi implodido, um fato histórico que mobilizou a cidade.&amp;nbsp;Além do interesse político na reeleição, houve muitas outras falcatruas, mas não vou me deter nelas agora. Vou voltar ao episódio de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Terminal Multimodal, a nova rodoviária de Campinas, inaugurada em 2008 e que só me deu dor de cabeça até hoje&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNdK3d66HWI/AAAAAAAACVg/ld4EskCJ5Ls/s1600/280px-Term_rod_ra_cps.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNdK3d66HWI/AAAAAAAACVg/ld4EskCJ5Ls/s400/280px-Term_rod_ra_cps.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cheguei na rodoviária por volta de meio dia para comprar passagem para São Paulo. Normalmente, o intervalo entre os ônibus é pequeno e espero no máximo 20 min pelo próximo carro. Desta vez, disseram que o próximo horário seria apenas 13h. Fazer o quê... O jeito era esperar uma hora. Tentei pagar com cartão, mas a Cometa estava sem sistema. A funcionária preencheu a passagem a mão e disse para eu sentar em qualquer poltrona, porque sem sistema não dava para marcar. Fiquei irritada por ter de engolir tanta demora e a falta do "sistema" numa empresa que tem o monopólio das linhas Campinas-São Paulo (pois tanto Cometa, quanto Cristália são do mesmo grupo) e que cobra R$21,50 por um trecho de 100 Km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à praça de alimentação comer um lanche. Parece essas praças de shopping, com Bob's, Montana Grill e outras redes caras, porque os antigos comerciantes da Dr. Barbosa de Barros, que vendiam coxinhas por um real, levaram um chute na bunda e não puderam sequer participar da licitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois resolvi ir ao banheiro e descobri que todos eles são pagos (R$1,25 por um xixi), apesar da absurda taxa de embarque de R$ 4,14. Chegando no banheiro, eu não pude entrar, porque é preciso comprar um cartão para passar pela roleta e a funcionária disse estar sem cartões no momento. O funcionário que foi buscar os cartões estava demorando, segundo ela. E a fila do xixi pago só aumentando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti do xixi e fui ao balcão de informações, onde há uma urna de "reclamações e sugestões". Pedi um formulário e a funcionária teve de ligar para a supervisora (ou outra função desse gênero) para pedir autorização para "estar liberando um formulário de reclamação". Para isso, precisei dizer sobre o que era a reclamação, para que ela repetisse à coordenadora, que, por fim, "esteve liberando" o formulário. Reclamei do banheiro sem cartão, de ter de pagar pelo banheiro e de ter de pedir autorização para "estar fazendo" uma reclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci para a plataforma, já querendo dar porrada em alguém. O ônibus que ia para São Paulo às 12:50 partiu. Em seguida, encostou outro ônibus: o das 13:20. Fui perguntar o que aconteceu com o ônibus das 13h e descobri que ele não existe. De acordo com o motorista, como a Cometa estava sem sistema, as funcionárias cometeram um erro e venderam passagem para um horário inexistente. Claro, o Sistema, esse que comanda o mundo inteiro atualmente e sem o qual ninguém sabe fazer porra nenhuma. Eu e outra passageira para o ônibus fictício das 13h tivemos que brigar para sermos aceitas no ônibus das 13:20, além de aguardar mais 20 minutos, nós, que já estávamos lá há pelo menos uma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sucessão de erros da Prefeitura de Campinas, da Cometa e da Socicam (administradora do Terminal Multimodal). Funcionários incompetentes, excesso de burocracia. É assim que os passageiros são (mal-)tratados na Rodoviária de Campinas, que já tem um histórico demasiadamente conturbado. O problema principal é que esse episódio que contei não é isolado. Estimo que eu tenha tido problemas de alguma espécie no Terminal Multimodal em 80% das vezes que o usei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morando em São Paulo, eu nunca quis ter carro. Andar de metrô e ônibus me parecia mais eficiente na maioria das situações. Mas em Campinas, cidade bem menor, a situação é outra e não vejo alternativa senão tirar o carro da garagem. A população vai se mexer, reclamar, fazer alguma coisa? Acho que não... Afinal, um povo que esperou quase 30 anos por uma rodoviária decente não deve mesmo ter muita fibra para reclamar e exigir seus direitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-204443702634428503?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/204443702634428503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=204443702634428503' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/204443702634428503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/204443702634428503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/famigerada-rodoviaria-de-campinas-uma.html' title='A famigerada rodoviária de Campinas (uma breve pausa no relato Roncador - Machu Picchu)'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TNdK2839nyI/AAAAAAAACVc/yZ5bfY4dPK4/s72-c/280px-Antiga_rodoviaria_campinas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-7516444977814824065</id><published>2010-11-06T17:50:00.006-02:00</published><updated>2010-11-06T20:37:48.581-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>A Montanha Machu Picchu</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;E agora, como continuar a contar esta história? Precisei de alguns dias para elaborar uma forma de descrever o que aconteceu depois. Foi o tudo no nada, como em Canarana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após descer de Waynapicchu, obviamente eu estava exausta. Saí do parque a procura de banheiro e comida. Doeu no bolso pagar um lanche na cantina (devido ao monopólio, exploram os turistas, e não o turismo). Depois de forrar o estômago, pensei em ir logo para Águas Calientes, mas Machu Pichu ainda me chamava e voltei ao parque (o ingresso dá direito a um dia de visita, de forma que o visitante pode entrar e sair quantas vezes quiser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machu Picchu à tarde ficou vazio. A maior parte dos turistas chega cedo e vai embora na hora do almoço, para pegar o trem de volta a Cuzco.&amp;nbsp;Eu sabia aonde queria ir. Era uma trilha que eu tinha visto logo cedo, antes ainda de fazer a visita guiada. Começava em uma cabana de palha, que tinha um livro de visitas, como aquele de Waynapicchu, mas com menos controle: não havia funcionários fiscalizando se as pessoas, de fato, assinavam. De acordo com o mapa gentilmente fornecido pelo meu guia, a trilha levava à Ponte Inca. Não que eu soubesse como era a ponte ou tivesse uma vontade especial de conhecê-la. O motivo que me levou a percorrer a trilha foi o fato de estar vazia. Queria ficar um pouco sozinha naquele lugar.&amp;nbsp;Fui a visitante de número 77 naquele dia (e a última, pois quando voltei, ninguém mais havia assinado abaixo do meu nome).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A Montanha Machu Picchu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7rVq8Vl-I/AAAAAAAAA4M/KkGM-PSyDnc/s1600/SAM_0976.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7rVq8Vl-I/AAAAAAAAA4M/KkGM-PSyDnc/s400/SAM_0976.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;A trilha para a Ponte Inca segue pela montanha Machu Pichu. Explicando: Machu Pichu é o nome da cidade, mas também de uma montanha específica. Assim como existe a montanha Waynapicchu, que fica dentro de Machu Pichu, existe também a montanha com o nome Machu Pichu. Algumas pessoas seguem até o seu topo, percorrendo uma trilha de cerca de 2h para ir e 2h para voltar (porém, bem menos íngreme que a trilha de Waynapicchu). Infelizmente, eu não teria tempo para fazer esse caminho, então segui para o outro lado, pela trilha da Ponte Inca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, encontrei pássaros, plantas e insetos bem peculiares, respirei devagar, andei sentindo cada contração dos meus músculos (doloridos pelo esforço contínuo). Acabei parando na frente de uma fenda profunda em uma rocha. Parei e fiquei observando, muito entretida com algo que não sei bem como explicar. Chega um daqueles momentos em que é preciso silenciar. Ali aconteceu o tudo no nada. Pela segunda vez neste ano, senti que saí de mim, mesmo com total consciência de meu corpo, de quem eu era, de onde eu estava. Quando finalmente voltei, algo me disse que a missão estava cumprida. O processo de transformação estava concluído, a borboleta saiu do casulo. A viagem já tinha surtido efeito, dali para frente seria o caminho de volta e o trabalho de aplicar e transmitir o que aprendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Continuei caminhando até o final da trilha, onde há a tal ponte inca. Não é possível passar por ela, está interditada, mas dá para vê-la de longe. Pela foto, percebe-se claramente o porquê da interdição. Os caminhos dos Incas eram complicados. Mas depois dessa viagem, já entendo o que os motivava a construir e percorrer trilhas tão difíceis e, se a trilha estivesse aberta, não duvido que eu teria ultrapassado a ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Ponte Inca&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7y6o4XyWI/AAAAAAAABDI/flyEybV8zn4/s1600/SAM_1131.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7y6o4XyWI/AAAAAAAABDI/flyEybV8zn4/s400/SAM_1131.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Tentei tirar mais algumas fotos da trilha, mas a bateria da máquina fotográfica arriou, ao mesmo tempo em que acabou o espaço no cartão de memória da câmera (simbólico).&amp;nbsp;Retornei à porteira do parque.&amp;nbsp;Reencontrei as pessoas de Lima que conheci no alto de Waynapicchu, voltamos para Águas Calientes, jantamos juntos conversando sobre política brasileira e peruana. Percebi que os peruanos, de maneira geral, entendem e gostam de política. Incrível como sabem tudo sobre Dilma, Serra, Marina, Lula, ... E nós pouco sabemos sobre o país deles, eu chegava a ter vergonha de minha ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o trem de volta a Ollantaytambo, o ônibus de volta a Cuzco, e dali para frente fui conversando com um japonês que iria no dia seguinte para os Estados Unidos. Cheguei no albergue por volta de meia noite, dormi pesado, mas acordei cedo como sempre, porque no dia seguinte eu ainda tinha um passeio a fazer: percorrer o Vale Sagrado dos incas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-7516444977814824065?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/7516444977814824065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=7516444977814824065' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7516444977814824065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/7516444977814824065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/montanha-machu-picchu.html' title='A Montanha Machu Picchu'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7rVq8Vl-I/AAAAAAAAA4M/KkGM-PSyDnc/s72-c/SAM_0976.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-414146099024272741</id><published>2010-11-03T20:07:00.005-02:00</published><updated>2010-11-12T21:15:25.174-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Waynapicchu</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 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Os peruanos só souberam apontar mais ou menos a direção, pois é no rumo de Águas Calientes (essa fica no vale, é fácil de enxergar). Mas esses incas eram mesmo meio mágicos, então pode até ser que essa história seja verdadeira.&amp;nbsp;Vou chamar os caçadores de mitos para testar.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Waynapicchu é a montanha mais alta, ao fundo da cidade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7qv4qb0WI/AAAAAAAAA3Y/rg7jEBDa3gk/s1600/SAM_0963.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7qv4qb0WI/AAAAAAAAA3Y/rg7jEBDa3gk/s400/SAM_0963.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Subir essa montanha é complicado desde a madrugada. É preciso acordar bem cedo para estar entre as 400 pessoas que chegam primeiro no parque, para ganhar o carimbo que autoriza a subida. O acesso passou a ser controlado depois que algumas pessoas começaram a descer em cinco segundos o que subiram em uma hora, sabe? Antes de começar a caminhada, é preciso assinar um livro, anotando nome, idade, data, hora de subida e, na volta, hora de descida. Dizem que é um termo de responsabilidade, mas como não há nenhum texto, acho que é mais para eles irem buscar o corpo caso alguém não assine a saída. Para passar pela porteira e assinar o livro, esperei 50 minutos na fila, debaixo de sol forte. Os peruanos bem que poderiam dar um formulário para preenchermos e entregarmos na entrada, mas preferem complicar e fazer as pessoas todas torrarem a cabeça enquanto aguardam para assinar o mesmo livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha toda foi construída pelos incas e poucas alterações foram feitas pela civilização atual. Em alguns trechos foram colocadas cordas e bem no topo, há uma escada de madeira. Mas de maneira geral, foram preservados os mesmos degraus e os mesmos caminhos malucos que os incas usavam para subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;As escadarias incas de Waynapicchu estão preservadas na maior parte da montanha&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7tAn-4_HI/AAAAAAAACCE/rQACfvdAx0w/s1600/SAM_1009.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7tAn-4_HI/AAAAAAAACCE/rQACfvdAx0w/s400/SAM_1009.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Obviamente, a subida é bastante cansativa. Em média, dura uma hora, mas levei uma hora e quinze. Parei muitas vezes para tomar fôlego ou mesmo para contemplar a vista. Andei sozinha e em silêncio, mas muitas pessoas passaram por mim, subindo ou descendo. Percebi a dimensão do perigo quando cheguei nas primeiras escadarias: além de íngremes, são irregulares e escorregadias. Ao nosso lado, há um penhasco. Qualquer escorregão ou passo em falso pode derrubar o caminhante lá embaixo... Mas continuei, pensando que deve ser apenas ligeiramente mortal, pois se fosse demasiado, já teriam bloqueado de vez o acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diversidade de ambientes na trilha era interessante. A maior parte dela é feita de escadarias de pedra, mas há trechos de terra batida e até túneis por dentro das rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Túnel por dentro da rocha&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7umqZH2zI/AAAAAAAACE4/rnFijASkVDA/s1600/SAM_1041.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7umqZH2zI/AAAAAAAACE4/rnFijASkVDA/s400/SAM_1041.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se os incas fossem os engenheiros dos barracos nos morros do Rio de Janeiro, talvez não tivéssemos tantos deslizamentos... No trecho mais alto de Waynapicchu, há diversas construções. Inclusive o Templo da Lua, que infelizmente estava fechado para visitação. Não consigo imaginar como é que construíram tanta coisa numa altitude tão grande, com encosta íngreme e usando pedras enormes como material de construção, sem contar com um guindaste ou um trator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Uma das construções incas, num trecho bem alto da montanha&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7uuF-7XrI/AAAAAAAACFI/jOB_bXGyjJE/s1600/SAM_1043.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7uuF-7XrI/AAAAAAAACFI/jOB_bXGyjJE/s400/SAM_1043.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu esperava na fila para subir Waynapicchu, ouvi um rapaz atrás de mim perguntar a seus amigos: "Are you ready to the extra suffering?". Sim, para se meter a subir essa montanha, é preciso querer sofrer mais um bocado. Na metade do caminho o fôlego já estava escasso, as pernas doíam, a água de dentro da garrafa estava quente, eu estava com fome e queria fazer xixi, mas só havia banheiro fora do parque e não tem como sair da trilha numa montanha íngreme como essa. Continuei subindo, movida pela força interna da curiosidade, da vontade de explorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando finalmente cheguei no topo, foi lindo! Vista fantástica, acompanhada da sensação de vitória por ter galgado tantos degraus. Muita gente estava lá em cima, de muitas partes do mundo: europeus, norte-americanos, peruanos, indianos e eu lá, de brasileira. Deitei numa rocha, fiquei curtindo o paraíso a que havia chegado. Aos poucos as vozes foram diminuindo e vi que a maior parte das pessoas foi embora. Já eram cerca de 2h da tarde e eu não havia almoçado, resolvi descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando um senhor me chamou e perguntou se eu não iria subir na pedra mais alta. É, eu bem que queria, mas estava com medo. Aquela era ainda mais escorregadia que as outras e bem alta, difícil de alcançar com essas minhas pernas de quem tem menos de um metro e meio de altura. Mas com o apoio moral e físico desse senhor limeño, acabei subindo. E mais, acabei me levantando. Braços abertos, de pé na pedra mais alta do topo da montanha mais alta de Machu Pichu. Literalmente, era o ápice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O ápice&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7v5LwYayI/AAAAAAAACGo/pO9yH1j0eco/s1600/SAM_1070.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7v5LwYayI/AAAAAAAACGo/pO9yH1j0eco/s400/SAM_1070.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tirei fotos da cidade vista de cima. A estrada sinuosa que aparece à esquerda é a que subimos de ônibus, de Águas Calientes até Machu Pichu. Dá para enxergar também os terraços agrícolas e as construções de pedra. Tudo parecendo tão pequeno que eu nem acreditava que havia estado lá poucas horas antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Machu Pichu vista do alto de Waynapicchu&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7w2VsTjoI/AAAAAAAABAE/wzpnVduo3r0/s1600/SAM_1092.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7w2VsTjoI/AAAAAAAABAE/wzpnVduo3r0/s400/SAM_1092.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo, ainda havia a descida. Bem menos cansativa que a subida, sem dúvida, mas também mais perigosa. O risco de escorregar era maior. Algo que me encanta nas trilhas é que, nesse momento, toda a minha atenção está concentrada no corpo: onde vou pisar, como vou equilibrar meu peso, em que ponto as mãos vão se apoiar. Para quem está acostumado com trabalho exclusivamente intelectual, como eu, é uma oportunidade ótima de mudar a rotina da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci toda suada, cheia de terra, acabada, correndo para o banheiro do outro lado do parque, buscando comida urgentemente, mas sentindo aquela felicidade que se desprende dos poros quando o corpo está contente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-414146099024272741?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/414146099024272741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=414146099024272741' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/414146099024272741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/414146099024272741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/waynapicchu.html' title='Waynapicchu'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7qv4qb0WI/AAAAAAAAA3Y/rg7jEBDa3gk/s72-c/SAM_0963.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-964158285856542770</id><published>2010-11-02T18:27:00.003-02:00</published><updated>2010-11-06T20:38:15.572-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Machu Pichu</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;Nunca é simples escrever sobre esses lugares que mexem comigo. As palavras faltam, são pequenas diante da ideia e do sentimento. Machu Pichu é um lugar assim, profundo além de belo, e dificilmente saberei reproduzir o que aconteceu aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na fila às 5:55, após arrombar a porta do hotel, esperar uma hora na fila dos ônibus, subir uma estrada íngreme e sinuosa. Consegui o carimbo "Huahuapicchu" e me senti vitoriosa. Entrei sozinha, sem saber direito para onde ir. À minha frente havia uma trilha de terra batida e, ao meu redor, tudo estava branco. Neblina. Senti que seguindo pela trilha eu em breve veria alguma coisa interessante e fui subindo muitos degraus, parando para descansar aqui e ali, enquanto ouvia uma polifonia de vozes falando diferentes línguas: de quechua a coreano, embora fossem mais comuns o inglês e o espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;No princípio, era o branco...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nMEeLZwI/AAAAAAAAAzI/VpZ5tMg0a9M/s1600/SAM_0901.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nMEeLZwI/AAAAAAAAAzI/VpZ5tMg0a9M/s400/SAM_0901.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fui caminhando devagarinho, respirando fundo para me habituar com o ar úmido e ainda meio frio da manhã. Machu Pichu é mais baixo que Cusco, então eu não sentia el soroche. Ainda assim, há muitas subidas e degraus e todos os caminhos eram cansativos. Eu tinha medo de cair, pois tudo era meio escorregadio. Mas fui andando, caminhando devagarinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, aproximei-me de um abismo e arregalei os olhos e a boca. Abaixo de mim, o véu de neblina começava a tornar-se menos espesso e os muros de pedra lá embaixo... a cidade... bem, tudo começava a aparecer, bem embaixo de mim. O tempo todo eu havia caminhado por dentro da neblina sem saber que o que eu buscava estava bem abaixo do meu nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A cidade começa a mostrar-se...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nVbjeHkI/AAAAAAAAAzg/fO0h6acOtuc/s1600/SAM_0907.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nVbjeHkI/AAAAAAAAAzg/fO0h6acOtuc/s400/SAM_0907.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Emocionante. As cortinas brancas se abriam, anunciando o início de um novo ato da peça que comecei a vivenciar desde que saí de minha casa, em São Paulo. E saber que eu havia chegado até ali sozinha... com minhas próprias pernas, meu próprio dinheiro, meu fôlego, minha coragem, a partir das inúmeras decisões que tomei no caminho... passando por aventureira doida, eu que a vida toda tive fama de certinha... Sensação de vitória, sabe? Sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei na beira do penhasco e observei enquanto o sol rompia a neblina, iluminando os montes, as pedras, as construções dos incas lá embaixo, meu rosto, os outros turistas. "Look, everybody's enjoying the view", disse uma moça à minha direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A névoa se dissipando, começa a aparecer Waynapicchu&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1ne70Wf8I/AAAAAAAAB-o/WPi7JpQbViQ/s1600/SAM_0915.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1ne70Wf8I/AAAAAAAAB-o/WPi7JpQbViQ/s400/SAM_0915.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Impressionada com o lugar, fui explorando os caminhos, as trilhas todas que me esperavam. Tudo calmo, com exceção dos turistas. Tudo Belo. Entre montanhas, ruínas e lhamas, eu me sentia bem. Enfim, cheguei ao ponto que mobilizou toda a rota, que me impulsionou pela estrada e me chamou por todo o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Acariciando lhamas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7qNqeP3JI/AAAAAAAAA2g/e-2cZjXjp4Q/s1600/SAM_0951.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7qNqeP3JI/AAAAAAAAA2g/e-2cZjXjp4Q/s400/SAM_0951.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Às 7:45, iniciei a visita guiada, percorrendo toda a cidade e ouvindo as explicações. Machu Pichu, ao contrário de quase todas as ruínas incas, não foi destruída pelos espanhóis, porque não foi encontrada. Acredita-se que os dirigentes tenham mandado destruir as estradas quando perceberam que a cidade seria invadida. Ao mesmo tempo, os incas teriam abandonado a região devido a algumas brigas políticas, relacionadas com a sucessão ao trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um pesquisador americano, chamado Hiram Bingham, que redescobriu a cidade. Na época, estava completamente tomada pela mata, mas havia uma família morando na região e um jovenzinho o levou ao Templo do Sol e ao Templo das Três Portas. O achado foi publicado no dia 24 de julho de 1911 eos objetos encontrados na cidade foram levados para a Universidade de Yale. Restaram no Peru os monumentos arquitetônicos que, felizmente, não puderam ser removidos para a américa do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diversas teorias sobre o papel de Machu Pichu na civilização inca. Entre os peruanos, a mais aceita é de que a cidade tinha um papel administrativo e religioso. Há muitos templos. Foram encontradas 150 múmias na cidade e, considerando-se que apenas a nobreza era mumificada, isso indica que os moradores eram da classe mais alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guia turístico é um mal necessário. Por um lado, as coisas começam a fazer mais sentido, pois entendem-se os símbolos, a história, o contexto. Por outro, é preciso andar com um grupo barulhento e aturar piadinhas, além de acompanhar um ritmo de caminhada que não é meu: detém-se demais em alguns pontos, passa muito rapidamente por outros. Prestei bastante atenção em tudo o que disse o señor Willy, agradeço pelas informações, mas senti um certo alívio quando voltei a andar sozinha. E isso aconteceu por volta das 10h da manhã, quando entrei na fila para subir Waynapicchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A cidade de Machu Pichu, agora ensolarada. Waynapicchu ao fundo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7qjNNINhI/AAAAAAAAA3E/r28yjjOF_Js/s1600/SAM_0959.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM7qjNNINhI/AAAAAAAAA3E/r28yjjOF_Js/s400/SAM_0959.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo as fotos, é difícil de acreditar que eu realmente estive lá no alto. Mas é fato, eu subi. Uma caminhada longa, cansativa e prazerosa, que fica para o próximo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-964158285856542770?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/964158285856542770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=964158285856542770' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/964158285856542770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/964158285856542770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/machu-pichu.html' title='Machu Pichu'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nMEeLZwI/AAAAAAAAAzI/VpZ5tMg0a9M/s72-c/SAM_0901.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-3968755544152900354</id><published>2010-11-01T15:11:00.005-02:00</published><updated>2010-11-06T20:38:27.313-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Abrindo portas</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 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Se estiver destrancada, é possível abri-la por dentro, mas por fora ainda é necessário ter chave para entrar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saindo do bloco, lembrei-me de que não havia tirado o lixo da cozinha. Voltei para buscá-lo. Como eu estava muito carregada, deixei a mochila na porta do apartamento, peguei o lixo, levei-o para fora e voltei para buscar a mochila. Foi quando percebi que, num ato burro, bati a porta do bloco. Sim, foi uma burrice, porque a chave estava do lado de dentro, pendurada na porta do apartamento. Fiquei trancada para fora do meu próprio prédio, às 5:30 da manhã de um sábado, sendo que eu precisava estar em Cumbica muito em breve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que fazer? Acordar um vizinho a essa hora? Eu apanharia, decerto. Fiquei alguns segundos olhando para a porta fechada, chacoalhei-a, encostei nela, falei: "abretecézamo", não adiantou. Foi então que, sem pensar muito, afastei-me um pouco da porta, peguei impulso e bati os ombros com força. Abriu-se! Foi o primeiro obstáculo superado na viagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que conto agora esse episódio? Porque, de certa forma, ele se repetiu em Águas Calientes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O pacote que comprei para conhecer Machu Picchu incluía hospedagem em um hotel simples e barato. O guia turístico foi me encontrar por volta das 20h, para combinar como seria a visita ao sítio arqueológico. Manifestei minha vontade de subir Waynapicchu, a montanha mais alta. Ele disse que, nesse caso, seria preciso acordar muito cedo. Waynapicchu tem acesso controlado, podem subir apenas 400 pessoas por dia. Na porta da reserva, ficam alguns funcionários distribuindo carimbos nos tickets de entrada, que dão direito a passar para Waynapicchu. Sem o carimbo, não se pode subir. Assim, os turistas que querem ir à montanha precisam chegar às 6h da manhã, horário em que o parque abre, para conseguir estar entre os primeiros 400. Isso significa chegar no local de onde partem os ônibus para Machu Pichu às 4:30 da madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certo. Acordei às 3:45, arrumei as coisas dentro da pequena mala que levei para lá e desci para fazer o checkout. Surpreendeu-me encontrar todo o hotel no escuro, todas as luzes apagadas. Ninguém na recepção. E pior: a porta de entrada estava trancada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andei pelo hotel todo acendendo as luzes e fazendo bastante barulho para ver se acordava alguém, mas não adiantou. Estava quase voltando para o quarto, quando pensei: "que diabos, ser impedida de ir a Waynapicchu por causa de uma mísera porta de hotel!". Se ninguém estava lá para abrir a porta para mim, ninguém estava lá para brigar comigo caso eu fizesse o que supostamente não deveria, certo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abri as gavetas da mesa da recepção. Havia diversas chaves. Testei uma por uma, não funcionou. Aparentemente, a chave da porta de entrada não estava lá. Comecei a pensar em que janela eu poderia pular, mas então me veio à cabeça o episódio da porta do prédio... Olhei para a fechadura com mais cuidado. Entendi mais ou menos o esquema da lingueta. Com um pouquinho de força e muito jeitinho, destranquei-a! Foi uma sensação ótima ver a porta se abrir e o ar úmido da madrugada entrar na recepção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A conta do hotel já estava inclusa no pacote, eu não lhes devia nada. A mala, eu poderia deixar no guarda-volumes do parque de Machu Picchu. A chave do quarto, deixei sobre o balcão. Para não ser tão mal educada, ainda arranjei na gaveta da escrivaninha da recepção uma folha de papel e uma caneta, para deixar um bilhete:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nE4thPUI/AAAAAAAABBM/Fvm7zn_uSPk/s1600/SAM_0895.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nE4thPUI/AAAAAAAABBM/Fvm7zn_uSPk/s400/SAM_0895.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim, venci mais um obstáculo. E pude comemorar o carimbo "Huaynapicchu" no meu ticket de entrada, como quem comemora um gol do Brasil em copa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei esse episódio a um peruano que conheci no parque. Mais tarde, quando lhe perguntei se há ladrões em Águas Calientes, ele disse: "sí, ahora hay una que rompe las puertas de los hoteles..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-3968755544152900354?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/3968755544152900354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=3968755544152900354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3968755544152900354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/3968755544152900354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/11/abrindo-portas.html' title='Abrindo portas'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1nE4thPUI/AAAAAAAABBM/Fvm7zn_uSPk/s72-c/SAM_0895.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-4142780387955181198</id><published>2010-10-31T12:10:00.005-02:00</published><updated>2011-04-29T00:49:11.895-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Águas Calientes</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;Para ir a Machu Picchu a partir de Cusco, contratei um pacote de viagem que incluía transporte de ônibus até Ollantaytambo, de onde peguei o trem até Águas Calientes, povoado próximo do sítio arqueológico. Achei que contratando um pacote turístico a viagem teria menos improvisações, mas eu estava enganada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar até Ollantaytambo foi um show a parte: a estrada é de mão dupla, descendo a montanha (Machu Pichu está a 2400m de altitude, enquanto Cusco está a 3400m) e, portanto, cheia de curvas. De um lado há o paredão de pedra, do outro, o abismo. Entre a estrada e o abismo há uma faixa de terra bem estreita, onde pastam algumas lhamas, vacas e outros animais. O motorista da van não estava nem aí: em alta velocidade, com a segurança de quem passa lá todos os dias, ia fazendo suas curvas sinuosas, invadindo a pista do sentido contrário em vários trechos. E como ter medo nessas horas não adianta nada, acabei dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei já em Urubamba, onde algumas pessoas desceram. O lugar ao meu lado ficou livre e um rapaz se mudou para ele. Chama-se Edison e estava indo a San Matias a negócios: precisava fazer reservas de hotel para uma excursão de 51 pessoas que chegaria na cidade 1h da manhã (incrível como as agências de turismo peruanas deixam tudo para a última hora...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São duas horas de trem de Ollantaytambo a Águas Calientes. O caminho todo é repleto de picos nevados, campos floridos e o rio Urubamba que, naquela região, é conhecido como Bilcanoti. O trilho do trem acompanha o curso do rio. Durante todo o caminho, fui andando pelo vagão, procurando o melhor ângulo para observar a paisagem e tirar fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Vista da janela do trem&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1k4QooiII/AAAAAAAAAuI/Z8V_RKMGBTk/s1600/SAM_0814.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1k4QooiII/AAAAAAAAAuI/Z8V_RKMGBTk/s400/SAM_0814.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Edison mora em Cusco e já morou em Águas Calientes, tem experiência no assunto. Disse que se eu esperasse até ele terminar seus negócios, poderia me levar para conhecer lugares legais. Como eu não tinha o que fazer naquela tarde, aceitei. Saímos "a caminar", seguindo uma estrada de terra que acompanhava o trilho do trem e o curso do rio. Muito bonita, cheia de plantas e animais, com vista para os picos andinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, paramos em um "mariposario" (descobri que mariposa, em espanhol, é borboleta). O funcionário me mostrou ovos, lagartas, casulos e borboletas de vários tipos e tamanhos. Fica bem ao lado do rio e me disseram que foi preciso começar tudo de novo depois da famosa enchente que deixou os turistas presos em Águas Calientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos o passeio. Muitos mochileiros passaram por nós no sentido contrário, pois a estrada em que estávamos liga Águas Calientes a Machu Picchu. Tem gente que opta por seguir a pé, ou é forçado a isso porque perdeu ônibus ou o trem. Chegamos numa porteira onde havia uma placa: "paradero de Mandor". Edison chamou a mulher que morava lá e pediu permissão para entrar em sua propriedade e ir até uma cachoeira. Ela nos deu permissão e não cobrou nada, porque já estava escurecendo e ela disse que conseguiríamos no máximo chegar até a ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A ponte&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1msE4RjMI/AAAAAAAAAx0/8tOLQ6PXXP4/s1600/SAM_0879.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1msE4RjMI/AAAAAAAAAx0/8tOLQ6PXXP4/s400/SAM_0879.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A trilha era por dentro da mata fechada. Quanto mais adentrávamos, mais ficava escuro, úmido e frio. Passamos por partes de terra, de pedra e cobertura de folhas. Cada pedacinho de trilha tinha características próprias, me pareceu. Tudo ia mudando: os sons, a temperatura, a iluminação, a umidade. Chegamos à ponte de madeira sobre o rio, que não tinha nada em que pudéssemos segurar para atravessá-la. Conta-se apenas com o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais à frente, lá estava a cachoeira, ou "catarata", como dizia Edison. É de tamanho médio, nada impressionante em relação às que vi em Barra do Garças ou na Chapada. A principal diferença é a temperatura: muito fria! Apesar de não ser possível nadar, sente-se o gelado de longe, pelas gotículas que se desprendem na queda d'água. Edison disse que essa água vem do derretimento dos picos nevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto sentíamos a cachoeira, foi escurecendo. A mata na penumbra se torna mais misteriosa, mais fria e úmida. Vi a primeira estrela aparecer no céu: Vênus. Aos poucos as outras foram surgindo, no alto e no chão: vagalumes piscavam aqui e ali. Com o início da noite, tudo vai mudando: uma parte da natureza se recolhe, outra vai acordando. Usamos a lanterna do celular do Edison para iluminar o caminho. Passar pela &amp;nbsp;ponte com essa luz fraca foi uma experiência interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Catarata muy helada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1myOcARZI/AAAAAAAAAyE/qiCeqWSI3hQ/s1600/SAM_0883.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1myOcARZI/AAAAAAAAAyE/qiCeqWSI3hQ/s400/SAM_0883.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para voltar à cidade, poderíamos caminhar cerca de 1h pela estrada, como havíamos feito para chegar no paradero de Mandor. Mas Edison disse que era mais fácil esperar o trem, porque se fizéssemos sinal ele pararia para subirmos, como se fosse um ponto de ônibus. Nunca vi isso na vida rs... Sentamos perto da cerca e ficamos esperando, sabíamos que o trem passaria em cerca de 45 min. Mas poucos minutos depois, ouvi um ruído sobre os trilhos e, ingenuamente, levantei e fiz sinal, achando que fosse o trem. Só dava pra ver a luz dos faróis... A coisa foi se aproximando e diminuindo de velocidade, então vi que definitivamente não era o trem. Era uma espécie de carro sobre trilhos, mas parecia mais um trator. Tinha uma lâmpada giratória no alto, como as viaturas policiais. Dentro da coisa havia dois homens e um menino, e um rádio transmissor que não parava de falar espanhol. Edison perguntou se poderiam nos levar à cidade e eles disseram que sim. Entramos no negócio e em menos de 15 minutos estávamos lá, ainda que eu nem soubesse que veículo era aquele. Depois Edison me explicou que é o carro que passa na frente do trem, verificando se os trilhos estão limpos, removendo galhos, etc. Foi a carona mais estranha que já peguei na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao hotel, onde o guia foi me visitar, para explicar como seria a excursão a Machu Picchu. Depois fui jantar, comi "el lomo saltado", prato típico peruano. E fui dormir 9h da noite, muito, muito cansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eu, mesmo, para ir a Águas Calientes e conhecer águas muy heladas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-4142780387955181198?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/4142780387955181198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=4142780387955181198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4142780387955181198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4142780387955181198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/aguas-calientes.html' title='Águas Calientes'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TM1k4QooiII/AAAAAAAAAuI/Z8V_RKMGBTk/s72-c/SAM_0814.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-4115685311774128886</id><published>2010-10-27T12:53:00.003-02:00</published><updated>2010-11-06T20:38:56.398-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Cusco</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;Não tenho muito tempo para escrever agora, mas quero deixar relatadas minhas primeiras impressões sobre Cusco antes de ir a Machu Pichu (partindo em 2h).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Vista da janela do avião, quase chegando em Cusco&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMgoYw8VSwI/AAAAAAAAAjI/nq2RNzDrTfE/s1600/SAM_0631.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMgoYw8VSwI/AAAAAAAAAjI/nq2RNzDrTfE/s400/SAM_0631.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Partindo de Rio Branco de avião (o preço da passagem e o tempo economizado compensam muito em relação ao ônibus), fomos subindo, subindo e eu já estava achando que ia parar na lua, porque nunca estive num voo que subiu tão alto rs... Como o céu estava nublado no Acre, fiquei lendo o guia turístico em vez de olhar pela janelinha. Mas dali algum tempo dei uma espiada e fui abrindo a boca, assombrada. Foi a primeira vez que vi neve, ainda que à distância, naqueles picos que ficam perenemente com a cabecinha branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descer em Cusco é emocionante, o piloto tem que fazer muitas manobras radicais para poder desviar dos picos de montanha. E pousamos 3.000 metros acima do nível do mar. Fiquei com um pouco de medo do "soroche", o mal da altitude. Mas não senti nada no começo. Só depois de umas duas horas é que me senti leve, quase flutuando, meio tontinha, achando tudo muito engraçado como se estivesse levemente embriagada. A única desvantagem era a taquicardia cada vez que eu subia escada ou tentava andar um pouco mais rápido. El soroche é um bom remédio para o mal paulistano, esse que faz as pessoas correrem em vez de andar. Mas se no primeiro dia me senti leve, no segundo foi o contrário: fiquei pesada, como se tivesse um tijolo em cima de cada pé. Fiz tudo muito lentamente, porque não tinha outro jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El soroche não impediu que eu passeasse bastante pela cidade. Conheci a Catedral, Igreja de San Blas, Companhia de Jesus. Fiz um city tour e conheci ruínas incas incríveis. Cada local que eu conheci merece um post a parte, então eu conto depois, com mais calma. Agora só quero relatar as impressões gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aqui é uma mistura de cultura inca com cultura espanhola. E não é uma mistura heterogênea, dessas que a gente consegue enxergar as duas fases, como quando se tenta juntar óleo com água. As duas partes realmente andam juntas e pode-se vê-las em cada esquina, em cada monumento, em cada ruína, em cada cusqueño.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Fachada da Catedral de Cusco&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMgpG5gaWsI/AAAAAAAAAjM/_G_zMnO1P4A/s1600/SAM_0652.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMgpG5gaWsI/AAAAAAAAAjM/_G_zMnO1P4A/s320/SAM_0652.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim como no Brasil houve um sincretismo entre a religião católica e a dos negros, aqui se vê o sincretismo católico-inca. Os deuses incas são representados por figuras católicas nas igrejas. A mais evidente é a Pachamama, principal deusa inca, pois representava a fertilidade, a terra, o poder de geração feminino, a energia criadora. Nas igrejas, ela é representada como a Virgem Maria, que assume um papel mais importante que Jesus Cristo ou Deus. Os altares para Virgem Maria - Pachamama são mais evidentes, mais suntuosos, normalmente adornados com prata (para os incas, prata = feminino, ouro = masculino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pinturas que adornam as igrejas representam os motivos católicos mais clássicos, mas no meio da crucificação tem lá uma lhama, na Santa Ceia foi servido um cuy (um roedor que é feito geralmente assado, comida típica daqui). As igrejas, conventos e monastérios foram erguidos sobre as ruínas dos templos incas, que foram parcialmente destruídos pelos espanhóis. As pedras dos templos incas e a mão de obra desse povo foram usadas para construir os templos católicos. Os altares revestidos de folhas de ouro e prata também são uma reutilização do material que constituía os ídolos e objetos incas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Mate de coca, bom pra passar el soroche&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMgp-lE8tAI/AAAAAAAAAjQ/RrZQUpRyKoY/s1600/SAM_0686.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMgp-lE8tAI/AAAAAAAAAjQ/RrZQUpRyKoY/s320/SAM_0686.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As igrejas daqui são muito vivas. As "esculturas" representando Maria, José, Jesus e um batalhão de santos são flexíveis, pode-se mover os braços, pernas e cabeça, como se fossem bonecos. As costureiras da cidade fazem diversas roupas lindamente bordadas, com as quais vestem as imagens, trocando as vestes de tempos em tempos. Os cabelos são naturais e doados por pessoas da cidade, também trocados ao longo dos anos.&amp;nbsp;Visitei muitas igrejas na França, Itália e Alemanha, mas acho que essas daqui não deixam nada a desejar, pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, o albergue em que estou é limpo, confortável e tem pessoas legais. Estou fazendo aulas particulares de salsa. Acho tudo aqui muito caro, estou gastando bem mais do que eu previa (ainda bem que achei um caixa eletrônico para sacar soles diretamente da minha conta do Banco do Brasil). E vou para Machu Pichu daqui a pouco! :-)&lt;br /&gt;Até mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-4115685311774128886?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/4115685311774128886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=4115685311774128886' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4115685311774128886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/4115685311774128886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/cusco.html' title='Cusco'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMgoYw8VSwI/AAAAAAAAAjI/nq2RNzDrTfE/s72-c/SAM_0631.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-8952770437195022379</id><published>2010-10-26T16:28:00.003-02:00</published><updated>2010-11-19T18:39:09.086-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acre'/><title type='text'>Rio Branco</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;Esta é a quarta vez que venho para o Acre. São Paulo – Rio Branco foi minha primeira viagem de avião, em 1991, com sete aninhos. Depois voltei em 1996, 1998 e agora, 2010, após doze anos. As viagens para Rio Branco são parte importante da minha biografia. Foi a primeira experiência de estar muito longe de casa e sem mamãe e papai. Minha última passagem por aqui foi aos 14 anos. Iniciação à adolescência, aprontando por aí acompanhada dos primos um pouco mais velhos. Na época, a gente curtia as baladas na boate Imperador Galvez, os banhos de madrugada nos açudes do Quinari (cidade pequena, pertinho de Rio Branco, que tem o nome oficial de Senador Guiomard), tardes inteiras jogando Super Nintendo, conversar e andar de bicicleta e patins pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;No meu primeiro dia em Rio Branco, o termômetro me deu as boas vindas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcZQZaGhFI/AAAAAAAAAiw/uVcqU73N3XQ/s1600/SAM_0509.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcZQZaGhFI/AAAAAAAAAiw/uVcqU73N3XQ/s400/SAM_0509.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Claro que agora tudo é diferente. A Imperador Galvez virou um hotel, ninguém mais vai nadar no Quinari, o Super Nintendo foi substituído por Play Station e não há mais tempo para passar a tarde jogando, bicicleta virou meio de transporte (superado há muito tempo pelos carros) e patins... não vi nenhum! Até a praça que tinha os halfs, perto da casa da tia, não existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui sentindo as mudanças desde que saí de Cuiabá. O avião é diferente. Naquele tempo eram sempre aviões grandes, não existiam esses voos domésticos pequenos. Foi emocionante ouvir o ronco das hélices a cada manobra! Sobrevoando Rio Branco, embora fosse de noite, já percebi a diferença só pelas luzes da cidade. Pareceu-me maior em extensão, avistei mais pontes do que as que eu conhecia sobre o Rio Acre, havia prédios altos (quando eu vim, o único prédio “alto” era o Banacre, de uns cinco andares) e até o aeroporto estava em outro lugar. O antigo aeroporto foi desativado, dando lugar a outro muito mais moderno, que tem até esteira elétrica para as bagagens, em vez do balcão onde os carregadores tacavam as malas de qualquer jeito. Mas dizem que como está no meio da floresta, tem havido muitos problemas com as chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dormir, outra surpresa: deixei a janela aberta e nada de carapanãs (pernilongos). Dizem que é porque a estação de chuva ainda não chegou... Agradeço, porque uma cidade que me recebe com 32 graus às 11h da noite tem mesmo que me deixar dormir de janela aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Um bonito pôr do sol na beira do açude&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcaUQc_1qI/AAAAAAAAAi0/f8p-xgvAQbo/s1600/SAM_0571.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcaUQc_1qI/AAAAAAAAAi0/f8p-xgvAQbo/s400/SAM_0571.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas foi no dia seguinte que pude ter noção do tamanho da mudança. Saí para andar sozinha, como fiz em todas as cidades pelas quais passei até agora. A primeira impressão é sempre a mais marcante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua onde fica a casa da tia e a da prima foi maquiada com asfalto por cima dos tijolos. Sim, o calçamento dos bairros era de tijolo. Diziam que era porque o asfalto derretia e não havia pedras por perto para fazer ruas de paralelepípedo, como temos em São Paulo. Quando parti do Acre para São Paulo em 1998, ganhei um pedaço de tijolo de presente dos amigos que fiz durante as férias. “Este presente é para você sempre se lembrar da nossa rua...” Deu certo, eu lembro bem e, aliás, o tijolo ainda está guardado. Mas a rua, só se sabe que foi de tijolos porque o asfalto está roto em diversos trechos, revelando o calçamento vermelhinho que é a verdadeira identidade do pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em Rio Branco um certo esgoto, chamado antigamente de “canal da maternidade”. Corregozinho fedorento. Agora plantaram grama ao redor do córrego, construíram uns arcos e colocaram uma placa: Parque da Maternidade. Mas continua escuro e fedorento como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Ponte sobre o Rio Acre, que há muitos anos não ficava tão baixo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcYm77-d_I/AAAAAAAAAis/5_efYXvgfJk/s1600/SAM_0493.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcYm77-d_I/AAAAAAAAAis/5_efYXvgfJk/s400/SAM_0493.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O centro está simplesmente irreconhecível. Cadê os casebres de madeira, os índios pedindo esmola no semáforo? Os prédios públicos foram reformados, a praça não tem mais árvores. O mercado velho foi reformado e também ficou novo. O Rio Acre, que só tinha a ponte velha (de metal) e a nova (de concreto), agora tem umas cinco pontes, inclusive algumas com estaios. Atravessei pela ponte de pedestres (dessas novas que fizeram) até a Gameleira, bairro dos mais antigos da cidade. As casinhas de madeira estão todas reformadas e coloridas. Mas cadê aquele monte de palafitas que ficava naquela altura do rio? Sobrou apenas meia dúzia de casinhas, o resto desapropriaram e demoliram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, palafita no Rio Acre não tem razão de ser ultimamente. Nunca vi o rio tão baixo. Lembro das grandes balsas que passavam por lá, transportando gente e mercadoria. Jamais poderiam circular agora. Uns dizem que são as mudanças climáticas, outros dizem que é o assoreamento. Deve ser os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei a breve passagem por Rio Branco para matar as lombrigas: comi açaí (o da região norte é bem melhor que o do sudeste) e tacacá. Acho que tacacá precisa de explicação... É um caldo feito com folhas da região amazônica, camarão e goma (algo transparente e pegajosos feito de mandioca). Deixa a boca adormecida e formigando. Mais explicações na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tacac%C3%A1"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tacacá&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMca9O1zpoI/AAAAAAAAAi4/ctIZEYdjvfQ/s1600/SAM_0599.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMca9O1zpoI/AAAAAAAAAi4/ctIZEYdjvfQ/s400/SAM_0599.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Visitei muitos museus, alguns que eu já conhecia (mas mudaram, como tudo na cidade) e outros que não existiam em 1998. Os guias me explicaram toda a história do Acre, que eu já conhecia mais ou menos de tanto conversar com a tia e os primos. Um dia ainda farei um post para contar a história do Acre. Por enquanto basta dizer que a região pertencia em parte à Bolívia e em parte ao Peru e foi anexada após muitas batalhas. Outras lutas foram necessárias para elevá-lo de território a estado. Tem também a disputa pelos territórios com os índios, pois 14 etnias moram no estado (cabalístico, não?).&amp;nbsp;Quase tudo na história do Acre parece ser uma busca por independência e autonomia. Disseram que até o 2º Distrito (região na margem do rio oposta ao centro) estava querendo se tornar uma cidade independente, tempos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava acontecendo um evento interessante no parque Horto Florestal, a feira Panamazônia, com artesanato de várias regiões da América Latina. Nos letreiros, estava escrito: Peru, Bolívia, Guatemala, Acre, ... Peraí, Acre em vez de Brasil?! Sim, parece que eles já estão querendo se tornar um país independente. ;-) Na Panamazônia tive a oportunidade de ver o Heloy de Castro tocar ao vivo. Um grande cantor e compositor nascido em Minas Gerais, mas mora em Rio Branco há uns quase 30 anos e suas músicas retratam um pouco do espírito da região. Procurem no YouTube para saber mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, impressionou-me a quantidade de mudanças em Rio Branco, algumas boas e outras ruins, mesmo considerando que se passaram 12 anos. Mas dá perceber que a maior parte delas é superficial, uma espécie de maquiagem. Saindo do centro, continuam existindo casebres, mendigos, bêbados, lixo, urubus rondando o lixo. Mas há uma mudança mais difícil de maquiar: a das pessoas. De um modo geral, achei-as menos abatidas, mais felizes, um pouco mais educadas, mais bonitas até... Percebo que Mato Grosso e Acre desenvolvem-se rapidamente, muito mais que São Paulo e Minas Gerais. Parece que o futuro está, de fato, indo para o norte do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652091997274338709-8952770437195022379?l=viagensdagabi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/feeds/8952770437195022379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652091997274338709&amp;postID=8952770437195022379' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8952770437195022379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652091997274338709/posts/default/8952770437195022379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensdagabi.blogspot.com/2010/10/rio-branco.html' title='Rio Branco'/><author><name>Gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10818757369150373707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TOGNMqlcCfI/AAAAAAAACoo/uOL_tpZUIoA/S220/Perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMcZQZaGhFI/AAAAAAAAAiw/uVcqU73N3XQ/s72-c/SAM_0509.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652091997274338709.post-4587182402738500251</id><published>2010-10-25T17:26:00.004-02:00</published><updated>2011-04-29T00:49:44.799-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Roncador a Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachoeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mato Grosso'/><title type='text'>Chapada dos Guimarães</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript"&gt;  var _gaq = _gaq || [];  _gaq.push(['_setAccount', 'UA-19269290-1']);  _gaq.push(['_trackPageview']);  (function() {    var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;    ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';    var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);  })(); &lt;/script&gt;Saindo de San Matias, senti um alívio enorme. Eu não via a hora de me afastar de lá, de ir para Cáceres, de ir mais além de Cáceres, de tomar banho e tirar do corpo o cheiro daquele lugar. Mas ir aonde? Os planos de viagem precisavam de reformulação. Foi assim que, chegando em Cáceres, procurei duas coisas de que eu precisava urgentemente: comida e lan house. Após o almoço comecei a pesquisar rotas e preços de passagens e foi assim que defini que o próximo destino seria Rio Branco (AC). Mas para isso, eu precisaria voltar a Cuyaba, o que até me agradou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Nadando rumo à cachoeira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMR_a02gcBI/AAAAAAAAAiA/3eFjSGqIR68/s1600/SAM_0382.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMR_a02gcBI/AAAAAAAAAiA/3eFjSGqIR68/s400/SAM_0382.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Descobri pela internet o albergue Portal do Pantanal e fiz reserva. O local me abriu as portas não exatamente para o pantanal, mas para a Chapada dos Guimarães. A sugestão foi do Esmael, empregado do albergue e condutor turístico. Fomos ao circuito das cachoeiras, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira surpresa foi observar que os paredões de pedra seguiam o mesmo padrão do Roncador. A serra provavelmente se prolonga até lá, com suas formações rochosas que lembram faces e animais, seu tom avermelhado, suas cachoeiras, seus mistérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por mais que seja bonita, a região não tem a magia que senti nas proximidades de Nova Xavantina, Barra do Garças e Canarana. Talvez isso seja também porque o grupo desceu conversando, rindo, falando alto, discutindo política. Gosto de estar na natureza em silêncio, para ouvi-la e senti-la. Nosso barulho espanta o que há de melhor nesses espaços, é preciso saber calar para perceber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Cachoeira das Andorinhas, a que mais gostei &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMSCHWJtlKI/AAAAAAAAAiM/fiOzIs8ebNA/s1600/SAM_0437.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_clWanWbnvOc/TMSCHWJtlKI/AAAAAAAAAiM/fiOzIs8ebNA/s400/SAM_0437.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, foi ótimo sentir o sol quente na pele mais uma vez, nadar, lavar a alma em todas as cachoeiras em que pude, tirar do corpo aquela coisa pegajosa que ficou grudada em mim na frustrada tentativa de Bolívia. Fizemos o percurso junto com um outro grupo de turistas que seguia acompanhado de outro guia, o Lázaro, amigo de Esmael. Depois de percorrer toda a trilha, chegamos à casa de pedra, uma grande gruta onde os bandeirantes costumavam se abrigar em tempo de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&
