O carro
Parado
Apressado
No trânsito
Pesado
O cheiro
Podre
Do morto
Pesando
No ar
No leito
Espera
O eleito
Que venha
Limpar
Ou que
Lhe tenha
Piedade
E um dia decida
Enterrar
A gente
Passa
Afobado
Parado no trânsito
Congestionado
Diante
Do defunto
Gigante
Que não há caixão
Para acomodar
E fecha
A janela
Do carro
Tapando o nariz
Batendo o cigarro
O morto
E as moscas
Repousam
No leito
Turvo
O trânsito
Abre e
A gente
Se vai
Sem olhar
Em vez
Do cheiro
Mórbido
É cheiro de alívio
Que paira no ar
No Caminho de Volta
Há 7 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário